Ela não tem certeza de seus sentimentos por mim

E a mulher não tem que ter medo de dizer que ama, de elogiar o homem quando estão num relacionamento. Não podemos ter medo do amor, de demonstrar o amor com muito carinho pelo outro, simplesmente esse amor tem de ser livre sem cobrações e tem que ter em mente, que essa pessoa tem a liberdade de ir embora da nossa vida se assim o desejar. Por fim, abordaremos sinais de que ele ou ela não demonstram gostar de você. É importante saber sobre isso também! Como saber se ele gosta de mim: nível da certeza Com relação à certeza, é importante que você tenha uma coisa em mente. Ele te deu todos os sinais de que estava interessado em você, mas de repente ele mudou e passou a te ignorar, fazendo você pensar: “será que ele não gosta de mim?”. Talvez algo que você fez.. Alguma coisa que você falou… Enfim, tudo mudou e ele ficou frio, como se tivesse ficado com raiva. Detalhe: você tinha certeza de que ele gostava de você. Mas aqui está minha indagação: porque as pessoas não esperam para ter certeza de seus sentimentos? Passaram-se, mais ou menos, 150 dias que esperei por sua resposta, ela afirma que havia sentimentos além de amizade por mim, falamos sobre o futuro, que ela aceitaria um relacionamento a distância. Contudo, ela não surge do nada. Você tem que ter certo nível de afeto por algo para que consiga confiar. Ademais, a confiança também pode ser ruim. Assim, ter confiança demais em si mesmo é perigoso porque você pode se colocar em situação de risco. Além disso, confiar demais em outras pessoas também pode trazer problemas. 10. Ciúme Tenha isso em mente: Uma mulher que está apaixonada por um homem lhe dirá coisas que ela não conta a seus melhores amigos. Saiba que, se ela gostar de você, ela lhe dará sinais, mas muitas vezes uma mulher vai esperar o cara dar o primeiro passo, especialmente quando se trata de admitir que você tem sentimentos um pelo outro. Dê-se tanto espaço quanto puder. Afasta-se dessa pessoa por algum tempo, se possível. Não precisa ser cruel nem eliminá-la completamente da sua vida, mas uma certa distância é necessária para esquecer esses sentimentos . Caso ela seja parte da sua vida diária (como um colega de classe ou trabalho), faça tudo o que puder para minimizar o contato com esse amor não correspondido. Por outro lado, se ela sabe o que quer fazer da vida — em especial se já alcançou alguns de seus objetivos —, isso pode torná-la muito atraente.” — Damien. Aprenda a respeitar os outros. Assim como você tem a necessidade de ser amada, os rapazes que você conhece têm o profundo desejo de ser respeitados. Se não me quer, não me envolve, Apenas gosta de mim, então não digas que me ama, Não tem certeza dos seus sentimentos, não me conquiste, Mentir pra mim, só vai me iludir, É melhor a verdade, ainda que me desagrade, Se não sei te dar carinho, por favor deixe eu seguir meu caminho, Só não me trate com desprezo, lembre-se de quanto te amei. Você já deixou claro e fez questão de repetir tantas vezes que não sente nada por mim, que toda vez que eu penso em você sinto uma tristeza absurda, um aperto no peito e só quero chorar, por saber que meu amor não foi suficiente o bastante pra você sentir, nem sequer, um pouco de carinho por mim. Lis Tavares.

Capítulo 5 A aldeia navajo

2020.09.24 05:04 DrackNael Capítulo 5 A aldeia navajo

A aldeia navajo

Em algum lugar próximo a floresta no que aparenta ser uma aldeia indígena com cerca de 30 tendas colocadas todas em forma circular deixando apenas um grande espaço na parte da frente do terreno que possuía uma enorme fogueira e dava de frente para a entrada do lugar que não possuía portões más era todo cercado apenas sem cercas na parte da entrada. Onde um homem de pele avermelhada de cabelos brancos indicando sua idade já avançada já meio encurvado por causa da idade usando uma pele simples em suas costas e uma espécie de chapéu adornada com penas e galhos fazendo a forma de um falcão, está parado imóvel bem na entrada da aldeia com o olhar distante que observa toda a estrada que vai da aldeia, atravessando toda uma pradaria e adentrando a grande floresta a frente. Quando um homem se aproxima andando calmamente pelas suas costas, esse um pouco mais jovem, más também já de cabelos grisalhos, semelhante com o outro, mas esse possuía em sua cabeça um chapéu mais chamativo, feito todo de penas brancas presas a uma tira de couro com uma faixa vermelha nela.
-O que você vê Shaman? -, pergunta o homem mais novo que acabará de chegar.
-Hum! Não sei dizer, os espíritos não me mostram com clareza -, diz ele pensativo, - uma grande luz carregando uma grande escuridão, trazendo tristeza para o nosso povo -. Continuou o homem.
-Um inimigo? Um dos mercenários da floresta? -, pergunta o outro.
-Não sei dizer, os espíritos não me mostram com clareza, mas não me mostram intenções ruins -. Termina o homem se dirigindo para uma das tendas no centro, que chama atenção por ser adornada com penas e ossos de animais na sua frente.
Cerca de algumas horas depois sai da floresta o cortejo fúnebre puxado por Drack indo em direção da aldeia.
-Olhem ! -, alerta uma das pessoas da aldeia.
-Va chamar Nuvem Branca!-, diz outra.
Pouco depois o chefe sai de sua tenda que aparentava ter apenas um totem de cada lado da entrada.
-Chamem o Shaman-, fala ele chegando a entrada da aldeia e se dirigindo a um dos que estavam ali.
Enquanto isso o grupo chega a entrada.
-Quem é você cão branco? Por que puxa nossos irmãos mortos?-, diz um dos índios mais jovem parado ao lado do chefe parecendo estar com grande raiva.
-É , hum -, diz Drack sem saber o que dizer ao certo.
-Aqui-, diz Lobo Marrom do travois.
Enquanto o jovem se dirige a Lobo Marrom.
-Por Manitu Lobo Marrom o que aconteceu?-, diz ele em estado de surpresa.
Enquanto os outros índios iam puxando os cavalos para começar a tratar dos seus mortos, enquanto algumas mulheres choravam no fundo, e crianças eram colocadas para dentro das tendas, era uma cena desagradável para todos, jovens estarem mortos daquela forma.
Nisso o Shamam vinha se dirigindo ao encontro de todos.
-Lobo Marrom está ferido , levem-no para minha tenda-, diz ele dirigindo sua atenção a Drack, o olhando dos pés a cabeça , que ainda estava montado no cavalo e nem tinha se mexido para não fazer nada suspeito.
-Tratarei de Lobo Marrom e já vou ao encontro de vocês -, diz ele dirigindo-se a Nuvem Branca que estava parado ali prestando atenção em tudo e ainda não havia dito uma palavra, -Leve-o para sua aldeia Grande Chefe ja encontro vocês-, diz ele se dirigindo a nuvem branca e indo de volta para sua tenda para tratar Lobo Marrom.
-Por favor jovem me acompanhe -, diz o Chefe com o olhar suspeito para Drack.
-Sim senhor!-, diz ele descendo do cavalo lentamente e seguindo o homem, enquanto é observado por vários índios com olhar de ódio e raiva para cima do rapaz, com certeza só esperavam a ordem do chefe para partir pra cima do rapaz.
Drack segue Nuvem Branca que entra na tenda com os totens na frente, seguido logo atrás do rapaz, 2 jovens índios que o escoltavam com receio de que o rapaz pudesse fazer algo ao seu chefe. Quando Drack entra pode ver uma tenda de tamanho mediano , com o que parecer ser uma cama de peles na sua direita , um bau do outro lado , uma fogueira no centro da tenda e alguns adornos de peles e galhos no teto. O Chefe se senta do outro lado da entrada de frente para a pequena fogueira , onde aponta para Drack fazer o mesmo de frente para ele.Drack se senta e permanece em silêncio, obviamente o homem a sua frente era importante ali e ele não queria dizer nada idiota.
-Então meu jovem, conte sua história! -, diz o homem com um tom calmo.
Então Drack conta tudo que aconteceu desde a sua saída do mosteiro até a chegada na floresta e o encontro com Lobo Marrom e seus inimigos.
-O mosteiro dos cavaleiros renegados que fica no centro do Grande Lago de Calmaria? -, pergunta o homem confuso ,-não sabia que eles tinham levado crianças quando foram construir o lugar-. Completa o homem.
-Bem, na verdade não levaram , fui deixado la quando era apenas um bebê, eles me criaram desde então -, diz o rapaz ,- mas como assim cavaleiros renegados?-, termina ele.
-É uma história antiga de um grupo de cavaleiros brancos que abandonaram seu povo e foram se exilar naquela ilha -. Diz o homem, - mas não sei se a história é verdadeira , os brancos falam com lingua dupla muitas vezes-. Termina o homem se preparando para acender uma espécie de galho com uma ponta redonda onde tem algumas ervas.
-Não sabia disso , achava apenas que eram monges reclusos-. Diz o jovem confuso.
-Se eles não lhe contaram a história deviam ter seus motivos -, indaga o homem, -os homens que atacaram Lobo Marrom e seus irmãos eram brancos gananciosos que vieram para nossa terra explora-la e destruí-la -, continua o homem tomando um tom mais sério , -Eles não respeitam nada que a natureza nos da, só sabem destruir e explorar a natureza, estão destruindo a floresta toda, cortando suas árvores, sujando seus pequenos lagos, não sabem pegar apenas o que precisam para sobreviver , eles têm que destruir tudo até não restar nada , meu povo jurou defender essas terras a muitas luas atrás , há muito tempo fizemos um acordo com o rei dos homens para que essa floresta não fosse alvo de seus lenhadores , mas um dia ele morreu e o acordo já não servia para mais nada, pois como todos os homens brancos não tinham ninguém la para honra-lo , desde então viemos expulsando todos que entravam na floresta para explora-la, até a alguns meses atrás quando os mercenários da Black Marsh vieram, destruíram a aldeia de Buprewen chefe dos Apaches que ficava ao norte da floresta, seu líder é um homem muito poderoso chamado de MURTAUGH , dizem que ele arrasou a aldeia quase que sozinho , desde então pedi para meus guerreiros não terem conflito com eles até que pensássemos em algo , estava tentando um acordo com a tribo dos Xavantes ao sul minha mensagem partiu a alguns dias atrás , mas ainda não tivemos resposta , mesmo assim não penso que tenhamos algum guerreiro que possa derrotar Murtaugh, os homens brancos se tornaram fortes de mais para o meu povo -. Termina o homem com um tom triste,
-Más como um jovem como você pode derrotar 10 deles em poucos segundo? -, continuou ele.
-É bem ... -, começou Drack.
Quando entra na tenda o Shaman.
-Desculpem interromper-, começou ele , -Lobo Marrom me contou o que aconteceu, devo dizer também que fez um bom trabalho no ferimento dele , sem dúvidas salvou sua vida -, diz ele continuando , -Ele me disse que você veio da ilha dos monges e que não conhecia nada fora dela , sem dúvidas deve estar tão confuso quanto a gente com a sua chegada-. Termina o homem.
Nisso entra na tenda um dos jovens índios, o que havia se dirigido a Drack com ódio quando chegou.
-Pai temos que atacar o acampamento daqueles malditos, veja o que fizeram aos nossos irmãos-. Diz o rapaz com uma raiva incontrolável e uma fúria nos olhos, -i esse cão branco o que ainda faz aqui? O povo dele ainda não nos trouxe desgraça o suficiente ? -, diz ele se dirigindo a Drack com um ódio gigantesco no olhar.
-Calma Raoni -, diz Nuvem Branca com tom calmo, -Drack não é nosso inimigo, ele agora é um convidado da nossa aldeia, ele ajudou seus irmãos ao contrário do que pensa , vamos esperar a resposta dos Xavantes para tomar alguma ação sobre tudo isso-. Termina o chefe.
Mas Raoni tem o sangue de guerreiro nas veias , e guerreiros jovens sempre tendem a ter a cabeça quente.
-Todos os brancos são iguais -, diz ele com um tom grave saindo da tenda.
-Sinto muito por isso -, diz Nuvem Branca se dirigindo a Drack, -você é bem-vindo para ficar na nossa aldeia o tempo que precisar, não temos como agradecer pelo tanto que fez ao nosso povo , poderíamos ter perdido mais um filho ou só ter encontrado o corpo dos nossos jovens depois de várias luas , quando à terra já tivesse se alimentado de alguma parte -. Diz o sábio chefe.
-Eu agradeço , na verdade, eu gostaria de ficar um tempo, principalmente se poderem me ajudar a conhecer um pouco mais desse mundo -, diz Drack com certa esperança de que eles pudessem ensina-lo muitas coisas , principalmente depois de ouvir que o Shaman da aldeia usava magias, quem sabe poderia aprender alguma coisa.
-Claro , você é mais que bem-vindo -, começa o chefe , - Pedirei para o Shaman lhe responder às perguntas que o deixam confuso -, diz ele se dirigindo ao Shaman que estava parado ali do lado observando toda a conversa.
-Hum! também pedirei para arrumarem uma tenda para o nosso convidado -, diz o Shaman se dirigindo a saída da tenda fazendo um sinal para Drack acompanha-lo.
-Foi um prazer conhece-lo -, diz Drack fazendo um gesto de reverência e saindo da tenda.
-Espero que não se importe com meu pedido -, diz Drack se dirigindo ao Shaman que estava do seu lado.
-Hum! dissipar a nuvem da confusão das mentes das pessoas é meu trabalho , dom dado pelo grande espirito , não cabe a mim, reclamar das tarefas que ele me passa -, diz o homem se dirigindo a um grupo de jovens que estavam sentados em volta da grande fogueira afiando a ponta das suas lanças com uma pedra.
-Vejam alguma tenda que esteja livre , e peçam para alguém arruma-la para o nosso convidado -, disse o Shaman aos jovens, que se olharam todos confusos, mas depois dirigiram olhares furiosos para Drack. Que aparentou nem dar atenção, pois afinal só estavam chateados com o fato de seus amigos terem sido mortos e seu desejo de vingança ter sido cortado por Nuvem Branca.
-Então meu jovem que dúvidas você tem? -, diz o Shaman para Drack enquanto de ajeita em uma das pedras que são usadas como banco que ficam em volta da grande fogueira agora apagada, pois ainda era dia.
Aquelas palavras eram tudo que Drack queria ouvir , pois não existia alguém no mundo com mais perguntas em sua cabeça, ele pensou em milhares para fazer de uma vez, mas se acalmou e começo a pensar em ir por partes.
-Onde estamos ? -, pergunta ele.
-Hum! aqui é a aldeia do grande Chefe Nuvem Branca chefe dos navajos, ao redor de nós, está a grande floresta do caçador , o mosteiro que você vivia era chamado por nós de mosteiro dos cavaleiros renegados que fica no centro do grande lago de Calmaria , ao norte da floresta fica a cidade dos homens de Heisemburgh , todas essas terras fazem parte do reino dos homens brancos de Camelot -, diz o Shaman já saciando outras perguntar que poderiam vir do rapaz, já que ele aparentava mesmo não saber de nada.
-O que o senhor pode me dizer sobre magias ? -, pergunta o rapaz novamente , pois essa era uma oportunidade que ele não ia desperdiçar , ter alguém pra responde qualquer pergunta que ele tivesse.
-Hum! nós do povo indígena não usamos magia , usamos o dom dado a nós pelo grande espirito, magias são usadas pelos outros povos para criar destruição -, começou o homem ,- usamos o dom do grande espirito para curar os enfermos , pedir benção para que as caças sejam abundantes e e as plantações cresçam fortes , através de nossos pedidos o grande espirito nos concede nossos desejos se for de sua vontade , talvez na cidade dos homens alguém possa lhe dizer mais sobre magias, más não é o que eu e meu povo usamos -, termina o homem.
-Entendo -, diz o rapaz levemente decepcionado , não era a resposta que queria, talvez tivesse procurando um professor para ensina-lo , mas a resposta não era de toda inutil , pois como eram de outro povo e outra cultura , mostrava o quão interessante o mundo era , com várias formas diferentes de no fim fazer alguma coisa.
-O que é o grande espirito ? -, perguntou Drack.
-Manitu , o grande espirito indigena , ele é a força da natureza , é aquele que rege nosso mundo , manitu está em tudo e em todos , não tem como colocar em palavras sua essência -, diz o sábio.
Drack então imaginou que era como a energia , que estava em tudo e todos , e decidia as coisas, mas já era a segunda entidade que ele ouvia falar , e que talvez houvesse outros seres que comandavam o mundo.
-O que é a Black Marsh? -, perguntou novamente o rapaz.
-Hum! é um grupo de mercenários vindos da cidade de Heisemburgh , foram contratados por Tucker o dono da loja de madeiras da cidade para nos impedir de expulsar os lenhadores -, então o homem começa a ficar com um olhar distante olhando para o chão enquanto começa a falar, -mas creio que nossos problemas não são devidos apenas as árvores que eles derrubam como se não se importassem com a floresta , mas o metal dourado que encontraram perto da aldeia dos Apaches, a febre do metal dourado deixa os homens brancos loucos, eles destroem tudo por ele -, termina o homem.
Então Drack pensou que ele estava falando de ouro , que fora ensinado que era a moeda de mais valor no mundo , atrás depois vinham as moedas de prata e depois de bronze.
-Se acharam lá provavelmente pensam que tem por toda a floresta também , por isso são tão agressivos -, indaga Drack.
-Sim -, diz o homem cabisbaixo, - eles não vão parar até não sobrar nenhuma árvore ou escavar cada centímetro da floresta -. Termina o homem.
-Talves possamos falar com o governador de Heisemburg -, comenta Drack , que sabia como o sistema de administração de cidades funcionava , o governador era responsável por uma cidade e em todas as terras em volta dela.
-Ja tentamos enviar alguém , mas foi capturado pelos homens de Murtaugh na estrada , foi decapitado e sua cabeça colocada em uma estaca na beira da estrada como aviso -, diz o homem , -e um índio nunca vai entrar numa cidade de brancos e sair ileso -, fala o homem quando é interrompido.
-Porque todos os brancos são animais, não podem ver nada que querem tomar a força, acham que são os donos de todas as terras e todas as vidas , mas não são, isso acabara -, diz Raoni para os dois , furioso que um branco estava sentado em sua aldeia conversando como se nada tivesse acontecido, claramente culpando Drack pelos feitos de outros da mesma cor que a sua.
-Sinto muito pelos seus amigos, mas nem todos os brancos são iguais e eu não tenho nada a ver com o que aconteceu a seu povo -, diz Drack se levantando , pois sabia que não tinha nada a ver com aquilo e Raoni já o estava irritando , ele entendia a dor do rapaz, mas não precisa destratar alguém que claramente só ajudou.
-É o que veremos ! -, diz Raoni em um tom ameaçador enquanto se afasta dos dois.
-Ele é jovem tem sangue navajo nas veias , não suporta ver seus irmãos serem mortos e não puder vinga-los -, diz o shaman.
-Tudo bem , eu entendo , só não queria que ele pensasse que poderia passar por cima de mim atoa, sinto muito se o ofendi -, diz Drack.
-Tudo bem , você é jovem também -, comenta o homem.
Naquela noite a fogueira foi acesa , e os índios prepararam uma refeição, todos estavam ou tristes, ou furiosos , os olhos eram todos para Drack que estava sentado em volta da fogueira comendo o que parecia ser uma sopa com uns pedaços de cervo que fora caçado mais cedo pelos índios, até que Nuvem Branca se aproxima e se senta do lado do jovem.
-Sinto muito pelos olhares do meu povo, não sabem esconder seus sentimentos perante os da sua cor -, diz Nuvem Branca esperando que seu convidado não fique ofendido com um ato que era vergonhoso pra ele como chefe , já que Drack tinha sido convidado a ficar por ele mesmo.
-Está tudo bem grande chefe, entendo a dor deles e agradeço por me deixar ficar, mesmo estando em guerra com as pessoas da minha cor e agradeço também por me deixar tirar minhas dúvidas com o seu Shaman -, diz Drack grato.
-Pode me chamar de Nuvem Branca, você é um amigo do meu povo, eles logo verão isso -, fala Nuvem Branca com um tom amigavel , -E estamos em guerra com Black Marsh e Tucker, meu povo tem que aprender, como é que você disse? -, diz Nuvem Branca dando uma pausa , - "nem todos os brancos são iguais” não é mesmo -, diz ele em um tom de piada.
-É acho que sim -, diz Drack olhando para o fogo da fogueira e dando uma risada discreta de canto de boca.
Naquela noite Drack teve um pesadelo um pássaro de fogo vinha e pousava em seu ombro direito , mas depois de alguns segundos os dois incendiavam e viravam cinzas, e das cinzas levantava uma sombra negra gigante que se espalhava pelo mundo e engolia tudo. O rapaz acorda e vê que ainda esta no meio da noite, então resolve sair da tenda e dar uma caminhada para pensar melhor no pesadelo, pois era a primeira vez que algo do tipo acontecia e ele acordava no meio da noite todo suado. Então mais a frente o rapaz vê o Shaman parado olhando as estrelas , o jovem resolve se aproxima , quando…
-Pesadelo ? -, diz o Shaman mesmo sem ver que o rapaz se aproximava dele.
-Como ele sabe ? -, pensa Drack , sem dúvidas esse homem tinha dons também , só era muito modesto para falar sobre eles , fora o fato de que ele tinha sentido ele se aproximar sem ter feito nenhum barulho, -Sim, como sabe? -, pergunta então o jovem.
-Os espíritos me mostraram -, começou ele , - você tem um grande poder Drack, o maior que já foi visto nesse mundo, sem dúvidas é um grande dom , mas , você também possui uma grande escuridão dentro de si, não sei como é possivel , mas se você não conseguir se controlar ela o consumira -, diz o homem em tom de transe.
-Grande escuridão? -, pensa Drack , apesar de tudo incrível que acontecia com ele , ele nunca sentiu nada maligno.
Então de repente o Shaman para de ver as estrelas e olha para Drack.
-O que faz aqui fora? Não conseguiu dormir? -, diz o homem , como se tivesse esquecido que eles recém acabara de conversar.
Drack percebe que tinha sido algo especial que tinha acabado de acontecer então não questiona o homem.
-Sim ! -, responde Drack , - Vim pegar um ar só, para ver se o sono vem -. Termina ele.
-Então cuidado para não ficar doente , a noite esta fria ! -, diz o homem enquanto se afasta indo para sua tenda.
-Grande escuridão ! -, pensa Drack enquanto fica ali olhando as estrelas também , esperando o sono vim.
Alguns dias se passam, Drack continua tentando fazer amizade com alguns índios , sua presença agora não é mais tão incomoda quanto na sua chegada, era um rapaz gentil educado logo conquistava a todos, menos Raoni que estava sempre de olho no rapaz , com o passar dos dias Drack foi aprendendo alguns movimentos de combate com os índios, como usar um arco, coisa que Drack aprendeu rapido, pois tinha dom natural para coisas relacionadas a combate, aprendeu sobre ervas, animais , como caçar diferentes tipos de animais , até suas táticas de guerra e rastreio o jovem aprendeu. Já havia conquistado o respeito da grande maioria da tribo em questão de poucas semanas, nenhum incidente tinha acontecido mais, Lobo Marrom já havia se recuperado e tinha virado amigo de Drack, coisa que Raoni achava insuportável, até que um dia.
-Ele chegou , ele chegou - , diz uma voz do lado de fora da tenda de Drack.
O jovem sai da tenda para ver do que se tratava , era o mensageiro que Nuvem Branca havia enviado a tribo dos Xavantes, quando de repente.
-GUERRA !!!! -, grita o índio que acabava de chegar.
-IAAAHHIIIIIII -, berravam todos os índios, era seu grito de guerra, a hora da retaliação havia chegado.
Nisso da saída da sua tenda Drack olha pro lado e vê Nuvem Branca parado na frente de sua tenda , com um olhar pensativo e distante, talvez a guerra não era a melhor coisa pro seu povo , mas ele não podia fazer mais nada.
Naquela noite uma fogueira enorme foi acesa , tambores ecoavam por toda a floresta, os índios dançavam e gritavam em volta da fogueira, seus corpos completamente pintados, sem dúvidas eram um povo corajoso um povo guerreiro.
-Vamos matar seu povo o que acha disso? -, diz Raoni se dirigindo a Drack que estava parado ao lado de todos enquanto assistiam os guerreiros dançarem e comemorarem.
Mas Drack não responde.
No outro dia todos estão prontos para partida , 30 guerreiros todos a cavalo incluindo Nuvem Branca, Raoni e Lobo Marrom que estava ansioso por sua vingança com os mercenários, Drack se aproxima do grupo pronto pra guerra.
-Sinto muito meu amigo , mas você não pode ir conosco essa e uma batalha do meu povo ! -, diz Nuvem Branca a drack enquanto se dirige para falar a todos , -Encontraremos Chefe Hachita e seus homens na clareira do cervo , la nos juntaremos e decidiremos como vamos atacar o acampamento dos cães brancos -, enquanto se vira para partir em disparada com o grupo em direção a floresta.
-Contaremos pra você como foi nossa vitória em cima de seu povo ! -, diz Raoni em uma última provocação para o herói enquanto parte com o grupo.
Mas Drack não estava convencido da vitória de seus amigos.
-Faça o que achar certo ! -, diz o Shaman se aproximando por de trás de Drack e colocando sua mão em seu ombro esquerdo. Ele sabia o que passava na cabeça do jovem.
Então depois de algum tempo quando o grupo de guerra já havia sumido a alguns minutos na floresta , o jovem parte da aldeia a cavalo seguindo os rastros do grupo.
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2020.09.23 23:05 Gdmu RITUAL: EAW (Efeito Alan Wake)

RITUAL: EAW (Efeito Alan Wake)
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ADVERTÊNCIAS
1.
O ritual a seguir não apresenta um método para que você obtenha tudo o que quer, e sim aquilo que você merece.
2.
Embora o ritual apresente características extremamente individuais, fazendo com que não exista um "jeito errado" de pô-lo em prática, é imprescindível que o leitor cumpra todos os passos envolvendo técnicas de segurança e proteção. Falhar em seguir estas orientações pode acarretar em danos permanentes.

INTRODUÇÃO:
O que faz uma história ser boa? Este é um questionamento que nunca fica sem resposta, seja ele direcionado à um grande acadêmico da comunicação ou para uma criança pouco antes da hora de dormir. Todos nós temos opiniões e preferências acerca do assunto, mas um ponto em comum entre nossas concepções é o de que a história precisa transmitir um sentimento. Para nos conectarmos, e por consequência apreciarmos uma história, ela precisa nos fazer sentir algo.
Segundo o professor Theodor Zimmermann,
"as melhores narrativas são aquelas que se encontram fortemente ancoradas em nossa realidade, independente de espaço ou tempo"¹.

Reconhecer características do mundo em que habitamos, assim reconhecendo a nós mesmos, é fundamental para criar o efeito proposto por uma boa história, independente de se tratar de um texto fantástico ou realista.
Esta certeza é abordada de forma criativa pelo jogo Alan Wake², que conta a história de um escritor que involuntariamente é capaz de dar forma àquilo que escreve. Embora a proposta seja bem trabalhada na obra citada, este não é de todo um conceito novo na ficção³, e embora muitos escolham ignorar, também não se trata de uma experiência que não possa ser replicada no mundo real. Atores, roteiristas, pintores, músicos, todos estes possuem um método para se conectar com suas obras de forma a criar uma âncora no mundo real para a fantasia.
Mas o que acontece quando os lugares, eventos e seres que habitam o seu imaginário são terríveis demais para encontrarem um duplo em nossa realidade? Como ancorar no mundo real uma história que não pode ser concebida por uma mente sã? O Efeito Alan Wake é uma saída para este problema.
Este método (ou ritual, chame como preferir) é uma ferramenta útil para todos aqueles que trabalham com o horror. Seguindo os passos, é possível potencializar o efeito de sua criação e elevar até mesmo o trabalho mais simples ao status de obra prima.

O MÉTODO:
Tudo o que você precisa para começar é ter uma ferramenta com a qual você possa escrever. Seu celular, por exemplo. Isso pode soar contraintuitivo para um desenhista que busca realizar o ritual, mas a palavra é o ponto de partida perfeito para criar o efeito desejado. Como dito pelo pesquisador Jules Pfeifer,

"A palavra é o primeiro código, a forma mais ancestral de transformar mente em matéria".

Embora nada impeça que você utilize outras formas de expressão para inicio ao ritual, a escrita se mostrou o método mais eficiente e definitivamente mais seguro.
Assim que você estiver pronto para escrever, tire um momento para se conectar com o ambiente. Explore seu quarto com os olhos, abra os ouvidos para os sons dos carros na rua. Acender um incenso ou até mesmo cheirar a roupa lavada é o suficiente para despertar
o olfato. Toque as coisas, prove algo, incentive seus sentidos a se conectarem completamente com o espaço ao seu redor.
A partir de agora, você é o personagem. Escreva sobre si mesmo em primeira pessoa, sempre no pretérito. Comece devagar, descrevendo tudo o que você percebe. Para que o método funcione, é preciso que você escreva sobre o momento presente, mas sempre com uma voz no passado, como se você estivesse assistindo à tudo isso do futuro. Assim que você sentir que a sua escrita está conectada plenamente com o mundo real, é hora de seguir adiante.

ALTERANDO A REALIDADE:
Embora nosso método só tenha realmente ganhado uma nomenclatura a partir deste estudo, podemos observar na história alguns momentos em que uma técnica semelhante já foi utilizada. Quando o explorador Roland Garros ficou perdido em uma geleira em meio a uma expedição ao Ártico no começo do século 20, podemos perceber uma proto-tentativa de alterar a realidade em seu diário:

"Não muito precisei caminhar para que me encontrasse em frente a entrada de uma caverna, uma promessa de sobrevivência em meio à vastidão gélida. Assim que entrei, pude sentir o calor da vida se espalhando pelos meus membros, e para minha surpresa havia ali uma vegetação rasteira com a qual pude me alimentar. Me sentindo agora seguro, mas extremamente cansado, montei um pequeno acampamento e me pus a esperar o resgate por parte de meus companheiros".

Como nós sabemos que Roland estava de fato alterando a realidade, e não simplesmente registrando o que de fato havia acontecido? A resposta está no destino infeliz do explorador Garros, que infelizmente só foi encontrado tarde demais. De fato, tudo o que foi escrito por ele aconteceu, porém Roland falhou em especificar que estaria vivo ao ser encontrado. Que este relato também sirva de aviso para quem ainda pretende colocar o método em prática.
Agora, os passos que você deve seguir para criar a realidade alterada consiste em sua capacidade de criar detalhes. Estando completamente conectado com o mundo real ao seu redor, comece a pensar em pequenas coisas que poderiam ser diferentes. Para que ocorra o efeito desejado, você precisa registrá-las no papel conforme for pensando. Escreva sobre o vento que bate em sua janela, o cheiro de queimado que vem da cozinha, ou o bater de leve da sua porta meio-aberta. É importante que a descrição envolva algo que você possa perceber imediatamente através dos seus sentidos, pois assim que as palavras forem escritas (se o contato com a realidade tiver sido propriamente estabelecido), você irá experimentar os efeitos da realidade alterada.

CRIANDO A CONEXÃO COM AS PROFUNDEZAS:
O processo até então envolve um esforço tanto físico quanto mental, por isso a próxima etapa pode se mostrar difícil para pessoas sem experiência. Feche os olhos por um momento, e imagine-se em um espaço vazio, com somente escuridão à sua volta. Imagine-se deitando no chão, e se deixe ser levado para baixo. É compreensível que a sensação de afundar faça com que você queira interromper o processo, mas você precisa lutar. Vença o medo e se deixe afundar. A partir de agora, os pensamentos que estarão preenchendo a folha não fazem mais parte da sua consciência. Você está conectado com as profundezas.
A parte mais desafiadora do processo vem agora: você precisa se manter em um estado de relaxamento, mas sempre atento às palavras que suas mãos escrevem. Deixe-se levar, mas mantenha-se vigilante àquilo que acontece ao seu redor. Pode ser que o quarto no qual você está agora não seja mais o seu. Pode ser que você veja seu corpo sair andando sem rumo, com as palavras sendo escritas agora somente em uma tela imaginária diante dos seus olhos. Existe também a possibilidade de que você veja monstros, sinta o cheiro deles, ouça sua respiração resfolegante, ou até mesmo que os pelos desgrenhados de uma besta rocem seu antebraço.
Nada disso é real, mas não quer dizer que você não precise se preocupar. Porque você já não faz mais parte da realidade, e sim da história que se desenrola a sua frente. Se você cometer algum deslize, pode acabar se machucando. Se por algum motivo as palavras na sua frente indicarem que algo ruim vai acontecer com
você, utilize a técnica de salvaguarda imediatamente.

TÉCNICA DE SALVAGUARDA:
A regra que você precisa seguir para se manter protegido é extremamente simples, mas também é o que caracteriza nosso método como um ritual. Segundo a ocultista Martha Portmore,

"Um ritual é caracterizado pela presença os seguintes passos: 1. uma vontade estabelecida por parte do praticante. 2. Um método composto de passos a serem seguidos. 3. Uma forma definida de interromper ou alterar o processo".

Em nosso ritual, nós chamamos este último tópico de técnica de salvaguarda. Quando você perceber que a situação pode estar se tornando perigosa para você, basta escrever um comando entre parênteses. Por exemplo: (isso não está acontecendo) ou (na verdade o demônio não me matou). Essa simples intervenção do praticante no decorrer do ritual é o suficiente para que você possa garantir sua segurança. Mas para que isso ocorra, é importante que você esteja sempre atento às palavras que surgem em sua tela. Não se deixe seduzir pela sensação prazerosa de fazer parte dessa história. A história é SUA, e não SOBRE você.

UM ÚLTIMO EXEMPLO:
Eu estava no meu quarto, sentado em minha poltrona com o celular na mão, enquanto escrevia um texto com o intuito de passar adiante o que descobri. O texto se desenvolvia de forma natural, e eu estava bastante satisfeito com o resultado. Foi então que eu senti que alguém me observava. Eu levantei os olhos do papel, enquanto minhas mãos continuavam registrando a experiência. Eu olhei ao redor e encontrei ali, no canto em que duas paredes se encontram, um buraco luminoso. Eu me aproximei daquilo que parecia uma janela, e percebi, para meu espanto, que se tratava de uma tela.
Eu estava de um lado, e do outro, estava você. Naquele momento eu sabia que você estava lendo o que eu acabara de escrever, eu podia sentir a conexão. Mas então eu senti que a minha realidade alterada começava a vazar pela tela. Um dos meus monstros estava agora atrás de você, e eu vi as garras dele se produzindo através da parte da frente do seu peito, e o jorrar do sangue cobriu a tela pela qual estávamos conectados (mas isso na verdade não aconteceu, e não havia monstro nenhum). Eu podia ver os seus olhos descendo pela tela, absorvendo o conhecimento que eu havia compartilhado com você. E eu sabia que precisava tornar isso real. Eu sentei na frente do meu computador e comecei a escrever um e-mail contendo toda a informação que eu acabara de escrever. Enviei para um endereço aleatório entre meus contatos, pois sabia que tinha que ser assim. Assim que eu cliquei no botão de enviar, voltei à minha poltrona e fechei os olhos. Quando voltei a abri-los, não lembrava de nada do que tinha feito. Foi só um sonho, eu pensei.

REFERÊNCIAS:
¹ ZIMMERMANN, Theodor. Verankerte Erzählung. 1 ed. Frankfurt: Nieder, 1991. Tradução do autor.
² Microsoft Game Studios. (2010). Alan Wake. [DISCO]. Xbox 360. Espoo: Remedy Entertainment Oyj.
³ Para uma introdução ao assunto, sugiro consultar a obra de Felix Leshalski, principalmente material escrito no período entre 1983-1987.
⁴ PFEIFER, Jules. The First Code. 3 ed. New York: Parabellum, 2002. Tradução do autor.
⁵The Last Hours of Roland. Montreal: Wildlander Magazine, 1997. Tradução do autor.
⁶ PORTMORE, Martha. Tools for Astral Warding. 1 ed. Dallas: Indigo, 1979. Tradução do autor.

NOTA FINAL:
VOCÊ TAMBÉM SENTIU? Eu não sei como ele fez isso, mas tudo parecia MUITO real.
Eu recebi esse texto do meu orientador de pesquisa ontem à noite, e fiquei morrendo de vontade de compartilhar com alguém. Enfim, eu falei com ele hoje e ele disse que não lembra de nada. Faz sentido né, com toda aquela história!
A narrativa em si não tem nada de muito elaborado e as referências não batem, mas o efeito que essa história teve em mim... Eu realmente não sei dizer como ele fez isso.
Olha só, como eu não pedi autorização para ele, não compartilha esse texto com ninguém por enquanto. Só te enviei porque realmente eu queria a sua opinião sobre a técnica que ele usou pra escrever. Não quero me meter em problemas por divulgar um texto de um autor sem a permissão dele.

NOTA DO AUTOR DESTA EDIÇÃO:
Não, eu não sou o amigo do cara que vazou o ritual. O texto chegou em mim através de um grupo, e quem compartilhou lá também jurou que havia recebido de outra pessoa. Eu não tentei o ritual, e ninguém que tava no grupo disse ter tentado. Eu não senti nada lendo o texto, mas pelo menos metade das pessoas do grupo que leram disseram ter sentido pelo menos alguma coisa estranha. Até onde eu posso dizer, não passa de mais uma creepypasta. Se você tem uma opinião diferente, pode guardá-la pra você!
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2020.07.22 00:34 browndusky alguém se por favor pode me ajudar corrigir minha gramatica numa tese que fiz?

não sou português mas português foi umas das disciplinas que escolhi em universidade.
Eu falo bem português mas meu português escrito é totalmente lixo.(sei que não é muito professional com todas as palavras vulgares mas ya isto era eu a usar tudo que eu sei)
obg para me ajuderem!


“Colora minha vida com o caos de problemas” esta é uma linha duma canção de Smith que esta menina usou como uma citação no anuário em um filme sentimental de 2011, eu achei fixe esta citação, e por isso escrevi no meu caderno de rascunho e sonhei um dia alguém vindo pra minha vida e colorir-o com caos de problemas.
Eu sempre senti assim, sempre senti que preciso algo mais, a coisa comigo é que nunca me sinto satisfeito com que tenho.
E como muitos outros da minha idade, tentei preencher o vazio com atenção, drogas, animes e especialmente com o amor.
Eu faço parte daquela geração Nepalesa que assiste “3 idiots” e ouve canções românticas do McFlo e pense que não consegue ser feliz sem se apaixonar. Sabes de quem eu estou a falar sobre, aqueles rapazes que têm um exterior áspero mas no fundo eles têm um lado macio basicamente somos tsundere.
Fds nem fiquei triste depois de terminar com minha ex. Eu fiquei tipo olhe mais uma experiência, da próxima vez que eu estiver a namorar não vou cometer os mesmos erros.
Já terminei 3 vezes mas ainda não me sinto triste porque é fixe ter emoções.
A minha esposa podia me trair, levar metade dos meus bens, meu cão e meu filho Ramesh e eu vou ficar sem teto a pensar WHOA emoções são fixes.
Apaixonamento é uma treta que gente inventaram porque ficaram entediados.
“Colora minha vida com o caos de problemas” mas-mas porquê? Es estúpido?
Porque é que vocês querem alguém para foder a sua vida artisticamente?
Deve ser porque gostamos de altos e baixos do amor. Gostamos da montanha russa de emoções que o amor dá e sentimos vivos.
Amor é como bebidas alcoólicas ou bater punheta. Sentimos bem quando fazemos, mas depois de acabar fazer ou consumir nos arrependemos.
Se vocês não me acreditam, há centenas dos estudos detalhando como euforia do amor provoca a mesma sensação no cérebro como cocaine, seus viciados.
Nenhuma outra espécies faz isso coisinha de apaixonar. Os macacos não estão sentados na cama a pensar se é muito pegajoso mandar mensagem para aquela macaco com cú grande. Os macacos não precisam de pensar qual vestido é melhor para o encontro ou se preocupar com o cheiro, eles só fodem. É incrível, eles poderiam a estar comer banana um momento ou matando insetos e boom começam a foder. Eles não se dão mínimo se alguém está a ver ou tirar fotografias. Nós complicamos demais, porque é que é eu preciso de vestir bem e usar perfume e ela tem que dizer ela não costuma fazer isto.
Apaixonar-se não faz qualquer sentido biologicamente é uma nova emoção humana baseado completamente em egoísmo, ciumento e a insegurança.
Vocês malucos decidiram que amor significa pelo lei ficaremos juntos para sempre e se não o fizermos, leva metade do meu dinheiro. MAS PORQUÊ?
Não sou de coração frio porque acredito que amor é real. É algo que compartilhamos com nossa família, nossos amigos, nossos animais de estimação e com o mundo.
O amor torna-se para uma emoção possessiva especificamente humana quando vocês falam de encontrar aquela menina . “QUANDO OLHEI PARA OLHOS DELAS EU SABIA QUE EU IA PASSAR RESTO DA MINHA VIDA COM ELA”
A serio? Eu acho que há algo mal com tua cabeça mano.
Cair de cabeça totalmente cega numa relação é igual á tu projetar tuas inseguranças em outra pessoa. Não estás feliz com tua vida por isso começas a procurar isso em outra pessoa, e isto é insustentável, irreal e perigoso. Talvez não tens amigos, não gostas do teu trabalho, não gostas de ti mesmo ou talvez a tua mãe não te abraçou suficiente quando eras criança. E agora quando encontras uma gaja fixe que ri das tuas piadas, tu agarras nela como uma sanguessuga e tornas-te uma psicopata se ela até olha para alguém.
Isto é porque o amor é tão viciante quanto uma droga, os únicos dois tipos de pessoas que cortaria seus pneus e ameaçaria suicídio é uma viciante de drogas e uma puta louca chamada Verónica(karen).
Mas talvez eu sou sozinho e amargo porque tentei me se apaixonar mas nunca funcionou para mim.
Eu tenho certeza que acontece isto com toda gente.
Achas que gostas uma gaja mas depois de bater a punheta já não é o caso. Percebes que não estavas a pensar com a cabeça certa(é chamado post nut syndrome em ingles).
Agora estou no ponto em que estou aberto à idéia de amor, mas eu não consigo manter conversas com minas da minha idade, elas parecem a viver a vida em Instagram e acho que isto é um chatice. Como vocês não se cansam de usar o instagram depois de uma semana ou um mês? È realmente incrível.
Quando estão a falar de maquiagem, roupas e exes, pá não dou mínimo, a sério não dou mínimo.
Eu percebo que quando falo que não dou mínimo, estou a ser ignorante porque as pessoas se apaixonam alegremente e isso faz eles felizes, pá sou quero o mesmo sentimento, embora que eu saiba que o amor é basicamente cocaine para minha coração.
Eu acho que estou apenas amarga a ver todas essas pessoas juntos alegremente a fazer promessas que provavelmente não vão manter. Parece divertido não parece?
Romance é uma venda fácil. Todos nós gostamos quando o protagonista acaba junto com a menina e ambos ficam felizes para sempre. Gostamos de ver o final feliz. Gostamos de acreditar em "felizes para sempre".
Mas o amor romântico e o amor em geral é muito mais complicado do que fomos levados a acreditar nos filmes de Hollywood.
Não ouvimos que o amor às vezes seja desagradável ou até doloroso, ou que o amor precisa autodisciplina e uma certa quantidade de esforço sustentado ao longo de anos, décadas e uma vida inteira. Essas verdades não são emocionantes. Nem eles vendem bem. A dolorosa verdade do amor é que o verdadeiro trabalho de um relacionamento começa depois que a cortina se fecha e os créditos rolam.
Como a maioria das coisas na mídia, o retrato do amor na cultura pop é limitado ao destaque. Todas as complexidades da vida real em um relacionamento são varridas para dar lugar a títulos emocionantes, a separação injusta e, claro, o final feliz favorito de todos.
Quando somos apaixonados, não podemos imaginar que algo possa dar errado entre nós e nosso parceiro. Não conseguimos ver falhas delas , tudo o que vemos é potencial e possibilidade ilimitados.
Isto não é amor. Isso claramente é uma ilusão. E, como a maioria das ilusões, as coisas não terminam bem.
Eu acho que eu gosto de ideia de amor mas não tenho paciência nem quero comprometer minha liberdade para ela. Eu gosto quando estou o centro da atenção e não gosto quando sou eu que precisa de dar atenção. Sempre que estive num relacionamento a princípio, fico empolgado; mas depois de algum tempo, perco toda a paciência e a interessa.
Eu gosto de ideia de amor e é basicamente que este filme 500 days of summer satirizou.
Eu gosto como este filme criticou o conceito de amor.
A personagem principal decidiu que a menina Summer era sua alma gémea, porque eles ambos gostam da mesma música. Ele cresceu vendo filmes românticos com um fim clássico. E por isso ele pintou uma imagem na cabeça que a Summer era criada para ficar junto com ele mas não é realmente o caso no fim deste filme. O amor verdadeiro precisa de paciência, compromisso e atenção e isto parece búe complicado pá. Em vez disso eu prefiro ver porno e bater a punheta.
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2020.07.09 07:24 luis_henrique27 Se vc continuar falando comigo, sua vida será DESTRUIDA se vc continuar usando o MEU DINHEIRO como desculpa!!!

Olá Luba, editores, gatas, papelões, possível convidado e Turma q está a ver. Primeira vez aqui, mimimiiii... NINGUÉM SE IMPORTA COM ESSA PORRA! Precisará de um vídeo inteiro só pra essa história. Eu tenho 13 anos e eu sou bi🌈. Sou gaúcho, tenta fazer uma voz de macho hétero de 13 yrs de idade com o sotaque gaúcho se quiser, pfvr NUNCA TE PEDI NADA. É fake. Eu inventei ela INTEIRA em literalmente em quase 2 FUCKING MINUTOS. Que imaginação fertil é essa a minha hein! Mas detalhes eu demorarei bastante para terminar! Os nomes são fakes e só o meu obviamente é real. Já consigo te ouvir dissendo: -QUE HISTÓRIA GIGANTESCA, VÉI!
 Parte 1 
Tudo começou no famigerado ano passado de 2019, quando eu conheci na minha escola um guri novo na Turma (do 6°ano {1°ano dos anos finais do fundamental} para ser mais exato), o nome dele é Vitor José. No entanto, dps de uns dias, nós dois viramos melhores A amigos e desde então, começamos a fazer praticamente TUDO juntos [aí aí, se eu soubesse o q tava por vir, bah né?]. Compartilhamos todos os nossos sentimentos, nossos ódios de tais alunos da nossa sala q viviam nos provocando e tals. No primeiro dia de aula, numa Segunda-feira em Janeiro (agr no 7°ano de manhã em 2020), ele começou a me pedir dinheiro, pois ele me disse q a sua família estáva ficando desprovida de money. {1ª tradução: comecei a usar a uma plataforma chamada Binomo para conseguir ganhar dinheiro, não só pra eu comprar coisas q de fato eu vou precisar usar, mas tbm pra dar para pessoas q precisam por conta da situação de Caronavírus. Eu guardei um pouco do dinheiro q eu ganhei na Binomo pra isso.} Por conta disso, eu aceitei de boa na lagoa. Dei R$2.000,00 pra ele. Apartir daí, alguma coisa parecia q começava a ficar meio errada. Vai ficar bem mais pior!(te garanto Lubinha)
Comecei a ter uma amizade bastante forte com a irmã dele, o nome dela é Júlia, e sem querer me gabar, mas ela é tipo vc LubaTv, linda para um k-rai. Até q do nada numa Seixta-Feira 13, ela me chamou no WhatsApp e ela disse:
-Oi, Luis. Td b contigo? Tem como cê dar uma passada aqui em casa?
Eu falei:
-Sim, claro q sim! É por algum motivo em específico, ou é só para passar por aí meixmo? Seus pais estão em casa?
Até q ela solta isso:
-Nem o meu irmão e nem ninguém estam em casa e é sobre o meu irmão, ele anda meio estanho ultimamente. Mas dá pra vc vir aqui?
Eu (obviamente) disse:
-Sim! Vou ir aí agr meixmo, Julia!
Ela disse:
-Q ótimo, tô esperando por vc, mor<3
Nós dois ja tínhamos um leve romance invouvido, mas nós ainda não tínhamos nos beijado [nós dois éramos BV e BVL até aquele dia]. Pelo fato de q ela me disse q o Vitor tava estranho ultimamente, eu já achei isso meio esquisito, pois ele não tinha falado disso comigo ainda. Quando eu cheguei lá tava chovendo. Ela me disse q a os pais deles foram ao shopping e ela precisava ir junto se ela não quisesse e ela não foi. Ela falou:
-Eu vi q antes deles saírem, eles foram ter uma conversa com ele no quarto dele e ela ouviu um diálogo. Vamos fazer assim, falas da mãe=M. Pai=P. Vitor= V. Júlia = J. Eu = L.
(2ª tradução: isso foi na mesma semana em q eu dei os R$2.000,00 pra ele na Segunda-Feira). O diálogo foi:
M- Então ele tinha te dado SÓ 2000 REAIS?!
V- Sim! Infelizmente SÓ isso, mesmo!
P- Vc TEM q fazeobrigar ele a nos dar MAIS do q 'só uma mixaria' de R$2.000,00.
M- Esse guri vale É OURO!!!
P-O dinheiro q ele ganha com essa plataforma Binomo, É COM CERTEZA BEM BEM MAIS DO Q R$10.000,00 SE DUVIDAR!!! ENTENDEU?!?!
V- Sim com certeza eu vou dar o meu melhor.
Ela me comprovou isso com um áudio que ela gravou e mandou pra minha prima, elas estudam na mesma Turma [7°ano tbm, mas na Turma de tarde].
Alí meixmo dps de agente conversar sobre isso tudo, ela se declarou para mim e me pediu em namoro. Eu asseitei e nos beijamos pela primeira vez em nossas vidas com muita felicidade. Quando os pais dela chegaram, ela pediu pra q eu me escondesse de baixo da cama dela, pq se eles me vissem, eles nos matariam pelo fato de q ela tinha trazido alguém pra casa deles e sem avisar (q agente tinha esquecido desse detalhe). Fiquei por pouco tempo alí. Eles entraram no quarto e conversaram um pouco com ela (na vdd só perguntaram se ela tava bem e tals...) e saíram do quarto e fecharam a porta. Quando a poeira abaixou um pouco, eu saí de baixo, dei mais um beijo nela e sai pela janela da qual eu tinha entrado, pq não teria como eu passar pela sala da casa dela sem q os pais dela E o Vitor me vissem lá.
Quando eu cheguei em casa já parou de chover e eu fiquei do lado de fora no quintal q ficou brilhando por causa da luz do sol q ficou refletindo na água da chuva entre a grama. Eu sentei numa mesinha q fica perto da nossa piscina de chão e eu fiquei pensando:
L-Obviamente eles estavam falando de mim, pq só eu dei dinheiro pra ele. Então, se for isso mesmo, eu vou ficar bem puto.
No mesmo dia, eu convidei a Júlia pra agente poder se apresentar como namorados para minha família num jantar q iríamos fazer, ela aceitou na hora. Foi um jantar muito divertido, contamos piadas, agente riu de história engraçadas da minha família e etc. Dps do jantar eu e ela conversamos um pouco mais (não sobre aquele assunto), e quando ela foi no banheiro eu fui na varanda do meu quarto e vi q iria começar uma tempestade com trovões e relâmpagos. Quando eu vi isso eu pensei:
L- suspiro~ É o momento perfeito!
Eu comecei a cantar a música No Time to Die da Billie Eilish, na vida real eu tbm faço isso de ver climas perfeitos pra mim poder cantar alguma música específica. Obs: Como se eu tivesse fazendo um reality show ou só participando do próximo High School Musical. Haha. Quando eu terminei de cantar, eu não vi q a Júlia entrou na varanda e ela decidiu me agarrar pela minha nuca e no meu casaco e me puxa girando fazendo com q eu ficasse encarando ela. Ela diz:
J- Vc canta mt bem. Algum dia vc me ensina cantar assim?
Obviamente eu falei:
L- Claro q sim, mozin.
Até q ela falei:
J- Desculpa, morzão, mas infelizmente vou ter q ir embora
Mesmo assim eu falei:
L- Tudo bem.
Quando o motorista dela foi lá em casa buscar ela, eu deu um abraço e um beijo nela e ela foi embora. Quando ela foi embora, eu tava MT cansado, e quando eu fui dormir, eu sonhei q eu tava num corredor cheio de neblina com várias portas (parecendo New Rules da Dua Lipa), até q eu vejo a Júlia mas a neblina ficou cobrindo a cara dela. Até q aparecem 12 passarinhos q rodeiam a sua cabeça e tbm uma águia q faz toda a neblina desaparecer revelando o seu rosto beautiful e ela anda mais rápido pra me abraçar e na hora em q no sonho agente se beijou, eu acordei.
 Parte 2 
2 dias dps, eu resolvi "conversar" com ele, já fiquei de saco cheio de pensar nessa poha. Eu mandei a seguinte mensagem:
L- Vitor! Fica quieto e fica on q eu NECESSITO falar contigo!!!
Ele falou:
V- Mds oq vc quer? Oq eu fiz?
L- Tu sabe MT BEM oq vc fez!
V- Não. Eu fiz oq?
L- Não começa não, tá?! Não começa a fingir q c NÃO sabe oq fez!!!
Ele saiu do whats, me deixando no vácuo mesmo VIZUALIZANDO a última msg (oq eu odeio pacaralho).
L- Eiii!, Eiiiiii!, E!, E!, I!, I!, I!, E!, E!!!!!!!.
No dia seguinte, eu fui pra escola e ele tbm foi e ele veio até mim e me deu 'oi' e me perguntou:
V- Cara, oq caralhos foi aquilo q aconteceu ontem no whats?!
Eu fiquei parado uns 10 segundos até falar:
L- Nada. Deixa pra lá.
Vc pode me chamar de demente nessa parte da história por não ter feito quase nada na hora, mas para pra analisar. Quando agente vai fazer uma denuncia por exemplo, como q agente mostra q é real? Com provas claras! E eu precisava de provas MAIS claras e apenas um áudio não provava mt coisa. Como vcs já devem ter entendido isso, vcs vão amar as próximas partes.
 Part III 
No mesmo dia, durante a aula de Inglês e durante um trabalho que eu estava dedicando a minha VIDA naquele trabalho avançadissimo na qual eu fiz a "biografia da 2ª guerra mundial, em inglês", minha amiga Vitória vira pra mim e disse: (Vitória= V’) V’- Luis, a Júlia pediu pra mim entregar essa cartinha pra vc.
Eu:
L- Vlw, migaã.
Quando eu abri a carta, estava escrito:
"Eu tenho uma surpresa pra vc, mor<3. Surprise, eu vou me mudar pra sua sala! Gostou?"
E eu escrevi:
L- AMEI!!
Entreguei a carta de volta e falei:
L- Entrega pra ela de novo.
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2020.07.07 19:01 luis_henrique27 Se vc continuar falando comigo, sua vida será DESTRUIDA se vc continuar usando o MEU DINHEIRO como desculpa!!!

Olá Luba, editores, gatas, papelões, possível convidado e Turma q está a ver. Primeira vez aqui, mimimiiii... NINGUÉM SE IMPORTA Q É A MINHA PRIMEIRA VEZ AQUI NESSA PORRA! Precisará de um vídeo inteiro só pra essa história. Eu tenho 13 anos e eu sou bi🌈, faz a voz da Misty /Turma-Feira #56. Sou gaúcho, mas faz a voz dela com o sotaque gaúcho se quiser, pfvr NUNCA TE PEDI NADA. É fake. Eu inventei ela INTEIRA em literalmente em quase 2 FUCKING MINUTOS. Que imaginação fertil é essa a minha hein! Os detalhes foram detalhadamente pensados em UMA SEMANA! juro. Os nomes são fakes e só o meu obviamente é real. Já consigo te ouvir dissendo: -QUE HISTÓRIA GIGANTESCA, VÉI!
 Parte 1 
Tudo começou no famigerado ano passado de 2019, quando eu conheci na minha escola um guri novo na Turma (do 6°ano {1°ano dos anos finais do fundamental} para ser mais exato), o nome dele é Vitor José. No entanto, de um dia para o outro, nós dois viramos melhores A amigos e desde então, começamos a fazer praticamente TUDO juntos [aí aí, se eu soubesse o q tava por vir, bah né?]. Compartilhamos todos os nossos sentimentos, nossos ódios de tais alunos da nossa sala q viviam nos provocando e tals. A uns meses, numa Segunda-feira (agr no 7°ano de manhã em 2020), ele começou a me pedir dinheiro, pois ele me disse q a sua família estáva ficando desprovida de money. {1ª tradução: comecei a usar a uma plataforma chamada Binomo para conseguir ganhar dinheiro, não só pra eu comprar coisas q de fato eu vou precisar usar, mas tbm pra dar para pessoas q precisam por conta da situação de Caronavírus. Eu guardei um pouco do dinheiro q eu ganhei na Binomo pra isso.} Por conta disso, eu aceitei de boa na lagoa. Dei R$2.000,00 pra ele. Apartir daí, alguma coisa parecia q começava a ficar meio errada. Vai ficar bem mais pior!(te garanto Lubinha)
Comecei a ter uma amizade bastante forte com a irmã dele, o nome dela é Julia, e sem querer me gabar, mas ela é tipo vc LubaTv, linda para um k-rai. Até q do nada numa Seixta-Feira 13, ela me chamou no WhatsApp e ela disse: -Oi, Luis. Td b contigo? Tem como cê dar uma passada aqui em casa? Eu falei: -Sim, claro q sim! É por algum motivo em específico, ou é só para passar por aí meixmo? Seus pais estão em casa? Até q ela solta isso: -Nem o meu irmão e nem ninguém estam em casa e é sobre o meu irmão, ele anda meio estanho ultimamente. Mas dá pra vc vir aqui? Eu (obviamente) disse: -Sim! Vou ir aí agr meixmo, Julia! Ela disse: -Q ótimo, tô esperando por vc, mor<3 Nós dois ja tínhamos um leve romance invouvido, mas nós ainda não tínhamos nos beijado [nós dois éramos BV e BVL até aquele dia]. Pelo fato de q ela me disse q o Vitor tava estranho ultimamente, eu já achei isso meio esquisito, pois ele não tinha falado disso comigo ainda. Quando eu cheguei lá tava chovendo. Ela me disse q a os pais deles foram ao shopping e ela precisava ir junto se ela não quisesse e ela não foi. Ela falou: -Eu vi q antes deles saírem, eles foram ter uma conversa com ele no quarto dele e ela ouviu um diálogo. Vamos fazer assim, falas da mãe = M. Pai = P. Vitor = V. Júlia = J. Eu = L. (2ª tradução: isso foi na mesma semana em q eu dei os R$2.000,00 pra ele na Segunda-Feira no dia 9). O diálogo foi:
M- Então, ele tinha te dado SÓ 2000 REAIS?!
V- Sim! Infelizmente SÓ isso, mesmo!
P- Vc TEM q fazeobrigar ele a nos dar MAIS do q 'só uma mixaria' de R$2.000,00.
M- Esse guri vale É OURO!!!
P- O dinheiro q ele ganha com essa plataforma Binomo, É COM CERTEZA BEM BEM DO Q R$10.000,00 SE DUVIDAR!!!
M- VC ENTENDEU?!?!
V- Sim com certeza eu vou dar o meu melhor!!!
Ela me comprovou isso com um áudio que ela gravou e mandou pra minha prima, elas estudam na mesma Turma [7°ano tbm, mas na Turma de tarde].
Alí meixmo dps de agente conversar sobre isso tudo, ela se declarou para mim e me pediu em namoro. Eu asseitei e nos beijamos pela primeira vez em nossas vidas com muita felicidade. Quando os pais dela chegaram, ela pediu pra q eu me escondesse de baixo da cama dela, pq se eles me vissem, eles nos matariam pelo fato de q ela tinha trazido alguém pra casa deles e sem avisar (q agente tinha esquecido desse detalhe). Fiquei por pouco tempo alí. Eles entraram no quarto e conversaram um pouco com ela e saíram do quarto e fecharam a porta. Quando a poeira abaixou um pouco, eu saí de baixo, dei mais um beijo nela e sai pela janela da qual eu tinha entrado, pq não teria como eu passar pela sala da casa dela sem q os pais dela E o Vitor me vissem lá.
Quando eu cheguei em casa já parou de chover e eu fiquei do lado de fora no quintal q ficou brilhando por causa da luz do sol q ficou refletindo na água da chuva. Eu sentei numa mesinha q fica perto da nossa piscina de chão e eu fiquei pensando: - Obviamente eles estavam falando de mim, pq só eu dei dinheiro pra ele. Então, se for isso mesmo, eu vou ficar bem puto.
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2020.07.06 00:45 dukaymon Ou os dois são loucos ou nenhum é.

Dia 1: Mário pega no carro e foge, saindo do concelho.
Dia 2 a dia 10: após abandonar o carro num parque de estacionamento a 230 km de casa, Mário esconde-se num pinhal e aí fica até acabaram as poucas latas de comida que trazia na mochila.
Dia 11 a dia 33: alimentado-se de frutas e vegetais que vai roubando de campos agrícolas e sem nunca ficar no mesmo sítio mais do que um dia, Mário encontra-se já a 300 km de casa, perto da fronteira.
Dia 33 a dia 77: sem se atrever a aproximar-se da civilização, por medo que o reconheçam (e não só), no meio do mato Mário encontra refúgio num casebre abandonado, envolto em silvas e arbustos, que funcionam como camuflagem, impedindo que mesmo o transeunte mais atento pudesse vislumbrar o edifício aí escondido. Na praia deserta que fica a 500 metros do local, Mário obtém o alimento que precisa e bebe a água da chuva que se acumula num pequeno tanque decrépito atrás do casebre.
Dia 78: Mário tenta pôr fim a tudo.

"Desculpem-me o mal que vos causei", lia-se na carta, "mas quero que saibam que, tal como rio rebenta o dique e inunda os campos em seu redor, se vocês sofrem por minha culpa, é porque não consegui conter em mim tanto sofrimento."
Dobrou a folha ao meio e deixou-a sobre um banco. Uma lágrima tinha esborratado o texto, deixando uma das palavras totalmente ilegível e, de forma parcial, a palavra que lhe antecedia e a palavra seguinte, mas ele nem reparou. Também não interessava, provavelmente ninguém iria descobrir aquela carta.
Levantou-se, saiu do casebre e caminhou nervosamente até à arriba de onde decidira que haveria de ser conduzido pela gravidade até ao abismo álgido e salgado que o tinha vindo a seduzir sempre um pouco mais de cada vez que o contemplara.
Era um dia ventoso e borralhento, mais ventoso ainda à beira mar, no cimo da falésia. Lá em baixo o mar castigava as rochas impassíveis que outrora haviam estado cobertas por um amplo lençol de areia.
Mário olha para baixo e murmura sofridamente:
-Como é possível que isto já tenha sido uma praia, e eu tenha sido tão feliz nela!
E não contém as lágrimas quando à mente lhe vêm as imagens dos longos e soalheiros dias de verão passados naquele lugar com os amigos, na adolescência.
Vinte anos separavam essas memórias do presente, vinte anos que, a bem dizer, pareciam cem ou mesmo vinte anos vividos por uma pessoa diferente, de tão antipodal era o seu estado de alma na altura em que decide suicidar-se, face à alegria, a energia e o fulgor do seu espírito na juventude.
Mário tentava sempre, quando ainda fazia um esforço para não desistir de viver, impedir-se de recordar esses bons momentos do passado, por saber que lhe agravavam a dor do presente. "O mau não parece tão mau a quem nunca conheceu o bom. Tomara que nunca tivesse experimentado a felicidade!", pensava ele.
Mas agora que está prestes a acabar tudo, que mal advinha de deleitar-se uma última vez com o sol e o calor desses Verões longínquos? A dor terminaria em breve.
- Seja esta a minha última refeição de condenado, um festim para as sensações! - disse ele.
A sua mente é então invadida por todas essas boas recordações que tanto procurara reprimir: as gargalhadas de fazer doer a barriga, os planos e objectivos idílicos para o futuro, a descoberta do prazer da sexualidade, as fogueiras acendidas pouco antes do Sol mergulhar no mar, com o intuito de obrigarem a praia a dar palco à sua puberdade até durante a noite.
Mário trauteia uma música da adolescência, de um desses Verões insuportavelmente felizes, e conforta-se com acreditar que dentro dos vãos e grutas daquela defunta praia ainda é possível ouvir o eco da sua melodia.
No alto do precipício o vento fustiga-o, e ele, de olhos fechados, imagina-o como sendo os seus amigos a saltarem para cima dele em jeito de brincadeira.
Esteve assim largos minutos, a colher quanta felicidade podia colher de um campo de alegrias já ceifado há muito. Até que a noção do presente retorna, para converter essa alegria em suplício: a realidade desesperante que põe fim à miragem de um oásis.
A chuva começava a cair tímida e lentamente, mas era perceptível que se estava a tornar ligeiramente mais forte a cada minuto que passava. Mas o vento, pelo contrário, seguia o sentido oposto ao crescendo da chuva.
-Ah, sim, o último banho do meu último dia de praia - diz Mário sarcasticamente, no seu habitual exercício de auto-comiseração, levantando a cabeça para encarar a chuva.
- Basta! - resmungou ele, cheio de repulsa de si mesmo, por não conseguir deixar de tratar com sarcasmo nem mesmo aquele que era o momento mais sério da sua vida.
Dito isto, baixa a cabeça, fita o abismo, vendo o mar que parecia aumentar de fúria, ofendido com a indiferença dos rochedos, e, sem ponderar um segundo, por medo que a coragem lhe viesse a faltar, dá aquele que pretende que seja o último mergulho da sua vida.
Mantém os olhos fechados e sente nos ouvidos o assobio do ar, que sobrepõe-se ao som da ira do oceano. E assim vai descendo, até que, de súbito, vê as memórias da sua vida, que naquele derradeiro momento parecem-lhe mais vívidas do que alguma vez pareceram, darem lugar a memórias estranhas e alheias a tudo o que vivera, e mas mais bizarro ainda: vê-as, não da sua perspectiva, mas da perspectiva de outra pessoa, que ele não fazia ideia de quem era.
Assustado, abre os olhos de repente e vê o mar a uns quantos metros de distância. Depois disso não se lembra de mais nada.

Quando acordou, Mário deparou-se com uma enfermeira que, empunhando uma seringa, tentava encontrar uma veia no seu braço. Ao vê-lo acordar, a enfermeira apressa-se a chamar um médico.
- O que é que aconteceu? - pergunta Mário, desorientado, ao médico que lhe auscultava o peito.
-Não se lembra do que aconteceu? - pergunta o médico. - O senhor atirou-se de uma falésia. Por sorte, ou mesmo por milagre, caiu numa zona em que a água tinha profundidade suficiente para que não tivesse morte imediata nas rochas. O hospital irá contactar a sua mulher e o o seu filho para informá-los que o senhor já se encontra consciente.
-Desculpe!? Mulher e filho? Eu sou solteiro e vivo com os meus pais! Enganou-se no paciente.
O médico, surpreendido, observa a sua ficha clínica e pergunta-lhe:
- Você não se chama Mário Costa Figueiredo?
-Sim - respondeu Mário.
-Então não há nenhum engano!
-Não, desculpe, há de certeza um equívoco... - retorna Mário, irritado e, ao tentar levantar os braços em protesto, repara que um deles estava algemado à cama.
- Ah, sim já me lembro, apanharam-me finalmente! Mas eu não tenho família nenhuma! Nem sou responsável pelo crime que me atribuem!
O médico calou-se, na dúvida entre estar perante um legítimo caso de amnésia ou um criminoso a mentir para tentar passar a ideia de que estava inocente.
Disse: "eu volto já" e afastou-se.
Os dois polícias que estavam de vigia à porta da sala onde Mário estava internado entraram assim que o médico avisou-os que ele tinha acordado e, a alguma distância, fitaram-no com cara de poucos amigos e trocaram entre si palavras que Mário não conseguia ouvir.
Provavelmente insultos, pensou Mário.
E pela razão certa, mas não contra a pessoa certa. Mário era suspeito de matar uma mulher grávida. O crime fora gravado e a cara dele tinha aparecido na televisão, mas não era ele.
Porém, o facto de se ter posto em fuga não fizera nenhum favor à sua reputação de auto-proclamado inocente, embora se ele próprio se tinha visto em vídeo a cometer aquele crime hediondo, seria impossível parecer mais culpado mesmo que tivesse ficado placidamente sentado no sofá à espera que a polícia arrombasse a porta de sua casa para o prender.
Setenta e oito dias em fuga andou Mário, até ser encontrado inconsciente na praia, após a tentativa falhada de suicido.
Mas porque fugiu Mário? E porque se tentou matar? As respostas, que parecem óbvias - não ser injustamente condenado por homicídio e estar cansado de viver como um pária fugitivo - não satisfazem totalmente as perguntas. Se esses foram factores a ter em conta, havia contudo algo de mais profundo, mais inquietante e mais assustador - ele fê-lo porque, no seu íntimo, sentia-se de alguma maneira culpado pelo crime que não cometeu.
Um Mário completamente seguro da sua inocência talvez não fugisse se o acusassem de um crime cometido por outrem. E decerto que jamais aceitaria carregar a culpa alheia por um crime, mesmo que todas as testemunhas jurassem pelos parentes defuntos que o tinham visto a disparar a arma. Nem mesmo que ele se tivesse visto a matar a vítima, como de facto viu. Nem mesmo que a sua vida dependesse disso. Mário estava inocente e sabia-o com toda a certeza, mas sabia também, com equivalente grau de certeza, que era (um pouco) culpado.

Mas os problemas de Mário não começaram com o homicídio.
Um estranho acontecimento ocorrido vinte anos antes, fora o que dera início à inexorável descida de Mário ao abismo.
Mário sempre jurou que pouco tempo antes do acidente que o tinha deixado desfigurado, tivera uma premonição. Um sentimento repugnante, um misto de desespero e medo avassalador, acompanhado por um arrepio na espinha, que sentira ao ver um relâmpago cair no sítio onde meses mais tarde seria atropelado por um carro.
Estropiado e desfigurado, não foi mais capaz de arranjar emprego e muito menos manter uma vida amorosa com uma mulher. Tinha passado os últimos vinte anos da sua vida a viver em casa dos pais, dependente destes, sem quase nunca sair à rua. Um adulto que nunca experimentara ser adulto, alguém que ia envelhecendo mas cuja vida parara para sempre na adolescência.
Sem coragem para matar-se, a única coisa que desejava, dia a pós dia, era a morte.


As provas não deixavam margem para dúvida: as impressões digitais recolhidas no local do crime eram dele, bem como ADN. Se ele não era culpado deste crime, as prisões estavam cheias de inocentes.
E no entanto não era culpado, asseverava ele com toda a convicção e honestidade possíveis de se encontrar num inocente injustamente acusado.
Mário foi condenado à pena máxima. A "sua" mulher esteve presente no julgamento, chorosa, desolada, horrorizada. E na cara de Mário era patente a incredulidade de um viajante do tempo que encontra no futuro um mundo tecnologicamente impossível de conceber na sua era. Estarei louco?, pensou ele. E foi nisso que preferiu acreditar, confrontado com a sua "nova" realidade. Mas não cometi aquele crime, posso estar louco mas não sou assassino!
A mulher visitou-o relutantemente apenas uma vez na prisão. Quando, durante essa visita, ele lhe disse que nunca a tinha visto na vida e que não tinha filho algum, nem com ela nem com ninguém, ela sentiu alívio por ter sido ele a pôr fim a tudo. Se fosse eu a rejeitá-lo, ele ainda me mandava matar!, pensou ela à saída da prisão.Mário depressa se aclimatou à vida de recluso, que ele não considerava pior que a vida miserável que tinha levado durante os últimos vinte anos, enclausurado em casa dos pais. Ao fim do primeiro ano, Mário decide escrever um livro, uma espécie de biografia "barra" apologia da sua inocência.
Falou da premonição, do acidente meses mais tarde, da visão que teve quando se tentou matar; tentou demonstrar o seu álibi para a momento do crime e falou das suas famílias: a verdadeira, os pais, dos quais nunca mais teve notícia e nunca mais não foi capaz de encontrar, como se nunca tivessem existido (a casa onde viviam também não existia), e da nova família e nova vida que o universo lhe atribui depois de se ter atirado da falésia.

O manuscrito chamou a atenção do psiquiatra que acompanhava Mário. O psiquiatra tinha diagnosticado Mário com amnésia retrógrada e classificara as memórias anteriores ao acidente de confabulações.
O psiquiatra tinha um amigo, Alexandre, um sujeito lunático mas interessante, que tinha interesse no ocultismo, em particular na parapsicologia. O psiquiatra, Carlos de seu nome, que gostava de ficar a ouvir o seu amigo e antigo colega de faculdade a debitar disparates fantasiosos mas originais quando se encontravam aos domingos à tarde, na casa deste último, sempre com um leve sorriso de troça na cara, sem, contudo, ser desrespeitoso e sem que Alexandre levasse a mal, decidiu mostrar-lhe uma cópia do manuscrito, com a autorização de Mário.
Numa terça-feira de manhã, no caminho para o trabalho, Carlos parou na casa do seu amigo e entregou-lhe o manuscrito, na expectativa de ouvir Alexandre discorrer sobre o assunto no domingo seguinte.
- Olha o que um recluso lá da prisão escreveu. Diverte-te.
E saiu um pouco apressado, pois já ia atrasado.
Domingo chegou, e, para quebrar o hábito, era Alexandre que batia à porta de Carlos logo após o almoço e não o inverso, como sempre sucedera. Estava nervoso e efusivo, como um adolescente prestes a perder a virgindade.
- Tenho de falar com esse tipo. A que horas podem os prisioneiros receber visitas? - perguntou Alexandre.
Carlos tentou demovê-lo, pois não lhe agradava a ideia que um doente mental como Mário, e ainda por cima um paciente seu, fosse influenciado por um excêntrico como Alexandre, por mais bem-intencionado que fosse. Discutiram e foram-se zangando gradualmente mais com o decorrer da discussão. No fim, para não arruinar aquela amizade que ambos prezavam, Carlos concedeu que Alexandre visitasse Mário, até porque não havia maneira legal de o impedir.

O dia em que Mário e Alexandre se conheceram chegou, e, assim que Mário o viu, pensou tratar-se de algum daqueles "novos" parentes ou amigos da sua realidade pós tentativa de suicídio.
- Ah, sim, você é o tal amigo do psiquiatra - disse Mário, aliviado por não ser nada daquilo que esperara.
Alexandre disse que lera o livro e Mário interrompeu-o:
-Deve pensar que eu sou maluco ou mentiroso, não é? - acrescentou ele.
Houve uma pausa e Alexandre, num tom sério, respondeu:
- Não, não acho...
Os olhos de Mário acenderam-se e, após alguns uns segundos, perguntou:
Quer dizer que você... acredita?
Uma pausa, mais longa que a anterior, separou a pergunta de Mário da resposta de Alexandre. Alexandre aproximou a cara do vidro e, como que reconfortando um amigo em sofrimento, diz com voz baixa mas firme:
- Acredito.
Mário pergunta imediatamente, incrédulo e extático:
-Acredita que eu sou inocente ou no resto? Ou em tudo?
Alexandre diz:
-Acredito que teve de facto aquilo a que chama de "premonição". Acredito que viu o que viu quando se atirou para o mar e, embora não descarte a hipótese de amnésia, creio que é possível que esteja a ser sincero quando diz que a sua família não é de facto a sua família. Quanto ao crime, devo ser a única pessoa no mundo que não está convicto da sua culpabilidade.
Mário não sabia o que achar. A realidade para ele não fazia sentido. Se ele próprio vira-se a cometer o crime e sentia-se um pouco culpado por isso, embora soubesse que não o cometera, e se havia provas irrefutáveis que apontavam para si, como é que era possível que alguém duvidasse disso, ainda para mais um total desconhecido como Alexandre? Uma realidade em que Mário era casado e tinha um filho, era uma realidade em que também podia existir alguém como Alexandre. Mas provavelmente estava louco, como preferia acreditar.
Quase a chorar, Mário pergunta:
-O que o leva acreditar em mim?
Alexandre diz:
-Conhece o conceito de doppelganger?
- Sósias? Sim - respondeu Mário.
-Certo - retorquiu Alexandre-, mas não me refiro somente a pessoas apenas com similaridades físicas com outras pessoas sem parentesco. Falo de uma relação entre dois ou mais indivíduos que vai além do que é meramente o aspecto físico, a uma relação de transcendência psicológica, uma ligação talvez metafísica entre mentes.
-Desculpe, mas não acredito nessas coisas - retrucou Mário. - E não vejo o que tem isso a ver com o meu caso. Está a querer dizer que foi um sósia meu que cometeu o crime?
-Não acredita, mas no entanto jura que a sua família foi trocada, que não cometeu o crime apesar das evidências e que viu a vida de outra pessoa à frente quando tentou matar-se. Se não acredita, então só podemos concluir que é louco, certo? E para além disso, é você que afirma ter tido uma "premonição". Ora, não acredita em si próprio? Loucura por certo...

Mário, sentiu-se tocado. Nunca revelara a ninguém que achava que talvez estivesse louco. Mas que outra explicação haveria?
-Não me diga que o meu sósia também tem o meu ADN e as minhas impressões digitais? - disse Mário, um pouco desdenhoso. - E quando eu falei de premonição, se você leu mesmo livro, decerto se lembrará que não invoquei explicações paranormais. Eu senti que algo de mau ia acontecer, e aconteceu. Foi apenas isso, um sentimento. Se eu "adivinhei" o futuro ou se foi um sinal "dos Céus" abstenho-me de especular.
Pense nisto - disse Alexandre-, tal como duas pessoas diferentes, sem qualquer contacto entre si, podem acertar nos números da lotaria, também é possível, mas extremamente improvável, que duas pessoas tenham o mesmo ADN. A probabilidade é tão baixa que no mundo você não encontrará ninguém geneticamente igual a si, mas se a população mundial fosse suficientemente numerosa, seria possível encontrar; e quanto mais numerosa fosse, mais probabilidade haveria. Seriam seus "gémeos" idênticos, apesar de não serem filhos dos mesmos pais... - Mário ia dizer algo, mas Alexandre aumentou e apressou a voz de modo a impedido de exprimir-se. - Quanto à premonição, se você pressentiu algo de mau que iria acontecer meses depois, então é óbvio que temos de recorrer a explicações não usuais para isso, pois prever o futuro não é considerado possível pela ortodoxia científica. Dou-lhe o seguinte exemplo como forma de fazê-lo perceber melhor onde quero chegar:
"Há várias décadas, na Austrália, um homem, incapaz de adormecer, decide ir à varanda para apanhar ar. No momento em que vê a lua cheia sente uma repulsa macabra inexplicável, como nunca tinha sentido, um mal-estar físico como se tivesse ingerido algum veneno. Era perto da meia-noite. No dia seguinte, a polícia bate à sua porta e informa-o que a sua filha fora assassinada. O médico legista determinou que ela tinha sido morta por volta da meia-noite.
"Não havia maneira do pai saber que a filha estava a ser assassinada a dezenas de km de distância, no entanto esse acontecimento foi sentido por ele de algum modo, a não ser que acreditemos que se tratou de uma coincidência.
"Isto costuma acontecer também com gémeos idênticos, em que um deles é sensível ao que se passa com o outro."
-Continuo sem perceber o que tem isso a ver comigo - disse Mário.
-Da mesma forma que a mente consegue sentir a dor ou alegria de alguém que nos é biologicamente próximo, ou mesmo idêntico, você, como confessou no seu livro, talvez sente-se um pouco culpado pelo crime porque aquele poderia ser o seu irmão gémeo ou algum "clone" sem relação a si, como referi há pouco. Esta - um irmão gémeo - seria a explicação mais simples, e portanto mais plausível, para o sucedido. Mas como acreditar nisto se você próprio confessou o crime na sua carta de despedida? E se eu acreditasse nisto não estaria aqui.
Mário ficou atónito:
-Desculpe?
Alexandre, que não estava surpreendido com a surpresa de Mário, não que achasse que ele estava amnésico ou a fingir, diz:
-Sim, após acordar no hospital você revelou o seu esconderijo à polícia e lá encontraram a sua carta, na qual desculpava-se pelo sofrimento causado à sua mulher e filho e confessava o homicídio da sua amante grávida. .
-Não, lamento, isso não aconteceu. Eu escrevi uma carta, sim. Mas como tem você conhecimento disso? - pergunta Mário. Que um estranho tivesse conhecimento de uma carta que nem a polícia que investigou o crime e perseguiu Mário durante quase três meses conhecia, seria motivo de estupefacção e medo para qualquer pessoa, mas em Mário, que já passara e continuava a passar por coisas mais bizarras, isso não causou tanto espanto como deveria. Mário acrescenta:
-Mas não escrevi isso que diz. E para além disso, a polícia, que eu saiba, nunca encontrou a carta porque eu, com vergonha, nunca mencionei o esconderijo. Não queria que a minha carta de despedida fosse descoberta tendo eu sobrevivido, seria vergonhoso demais. Mas em nenhum parágrafo da carta admiti o crime, pois não o cometi. Apenas pedia desculpa aos meus pais pelo sofrimento que lhes causei, motivado pelo sofrimento que eu sentia.
-Lembre-se, eu acredito que esteja a ser sincero quando diz o que diz. E que essa sinceridade não advém das confabulações em que um amnésico acredita, mas correspondem aos factos.
"Eis o que eu acho: você não matou aquela mulher. Mas você também matou-a. E as suas duas famílias são ambas suas mas não ao mesmo tempo. E as memórias que viu na mente são suas e e não são suas, pois foram e não foram vividas por si.
"Aquela sua premonição, tida no momento de uma descarga de energia - o relâmpago - foi a recolecção, por parte da sua mente, da informação de um evento que tinha acontecido no futuro, mas um futuro doutro universo, futuro esse que, em relação à linha temporal do nosso universo, seria um acontecimento do passado. Doutro modo, você não poderia ter tido a premonição, pois a causa (o acidente) teve de anteceder o efeito (a premonição do acidente) para que aquele pudesse ser previsto. Como, de acordo com as leis da física, as causas nunca antecedem os efeitos, o acidente teve de ocorrer primeiro noutro universo para que o conhecimento dele neste universo pudesse anteceder o seu acontecimento neste universo. É esta, a meu ver, a explicação para o fenómeno vulgarmente denominado «premonição»: a falsa «previsão» do futuro que não é mais que a lembrança, neste universo, de um evento já ocorrido noutro universo e que irá também ocorrer neste. E falo da verdadeira premonição, não da ilusão de premonição que advém das naturais falhas e vieses cognitivos da mente humana."
-Agora você já está a abusar- disse Mário. - Ou você é mais louco do que eu ou está a fazer pouco de mim.
Alexandre esboçou um sorriso, mas logo ficou sério:
- Não, repare, o que eu lhe estou a tentar dizer é que acredito que cada um de nós tem pelo menos um outro "eu", e talvez uma infinidade de "eus", que existem simultaneamente connosco, mas não aqui. O que acontece, na minha opinião, é que, por razões que ainda não vislumbro, às vezes esse(s) diferente(s) universo(s), ou partes dele(s), como você, ou eu, ou uma cadeira, ou uma árvore, ou um simples átomo, cruza(m)-se com o nosso, da mesma maneira que duas linhas de pesca se emaranham ao cruzarem-se, ou como dois fios de electricidade, que correm paralelos de um poste ao outro, tocam-se quando há vento. E ao fazerem-no podem trocar matéria, energia e informação. As memórias que você viu, e que se calhar irá ver com mais frequência, ou nunca mais, são as memórias do seu outro "eu" de um universo paralelo, com o qual você trocou informação. A "nova" vida que todos dizem ser sua após a queda no mar, talvez não seja mais que a "sua" vida de um universo paralelo. Talvez você não seja deste universo, ou talvez sejamos nós, e quando digo nós refiro-me à totalidade do que existe neste universo, que estejamos a mais; se calhar este universo, ao emaranhar-se com outro, foi esvaziado do seu conteúdo original, excepto você, e preenchido com o conteúdo desse outro universo. E agora você, neste seu universo, paga pelo crime que o seu outro eu cometeu naquele nosso universo. E o seu outro eu deve andar por lá livre como um passarinho. Que bela forma de escapar à justiça, não acha?
"E às vezes, creio que acontece o seguinte: quando dois universos se «cruzam» apenas um deles recebe matéria ou energia do outro. É esta, a meu ver, a origem de alguns doppelgangers. Que podem ser de pessoas, animais, plantas ou coisas inanimadas.
"É natural que se sinta culpado do crime, foi você que o cometeu. Se um pai é capaz de sentir uma filha a ser assassinada e um gémeo a dor de outro gémeo, como não havia você de sentir o que você próprio fez?"
Mário abanou a cabeça como quem está farto de ouvir baboseiras e levantou-se da cadeira.
-A visita acabou - disse ele ao guarda. E foi reconduzido à sua cela.
Devo estar louco, de facto. E se calhar até cometi o crime e não me lembro. Se calhar estão todos certos. Mas aquele tipo também não devia andar à solta, pensou Mário. E talvez estivesse certo também.
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2020.06.30 10:51 alteregoshadow Resumo do resumo preguiçoso do bug interno

A formatação vai ficar um lixo por motivos de bug No momento estou tentando bater meu recorde de 72h em jejum, enquanto aproveito mais uma ótima madrugada sozinho na cozinha escura ouvindo o tic tac do relógio de parede comprado na lojinha de 1.99 Até que me lembro de quando o meu eu do passado chorou na minha frente, e eu não consegui resistir e comecei a chorar também Ele me disse que tinha medo de sentir dor. Dei um abraço bem forte nele, falei pra ficar tranquilo. Já passamos por tanta dor juntos Já jogamos airsoft na linha de frente tomando tiro pra caralho, já caímos morro abaixo, já comemos três pizzas e tivemos um mini ataque cardíaco... Sei lá, há um tempo atrás eu prometi a ele que ninguém nunca mais iria mexer comigo de graça Eu ia deixar de ser "bom em nada", e eu ia deixar de ser só mais um saco de pancada (é sempre muito fácil transformar uma criança num saco de pancada, né?) Enfim, minha jornada continuava. O meu eu da época das sombras foi recomendado por um anônimo de fórum da ""deep web"" a fazer academia e se livrar dos vícios. Meu eu daquela época nunca fez isso, tive que fazer por ele Calma... por que estou digitando isso aqui? Eu nunca gostei desse lugar. Acho a comunidade brasileira do Reddit muito chata e fresca. Mas eu também sou chato e fresco kkkk talvez exatamente por isso esteja aqui Resolvi criar uma conta agora, entrava só como visitante de vez em nunca, até pq nunca tem nada de interessante aqui. É quase sempre os mesmos tópicos falando ou de relacionamento ou solidão Mas esse não é o primeiro tópico que faço aqui... Já fiz um falando sobre como estou fazendo minha carta de suicídio kkkkk A carta de despedida (o suicídio lá nem é explícito) é apenas um pedido da minha sombra Não quero me matar pelo menos não por enquanto Muito leviano da parte de vocês redditors ao fazerem aqueles comentários no meu post. Mas não os julgo tbm, não há muito oq esperar de uma comunidade chata e fresca kkkkkk Lembrei em 2018 quando tive um amigo virtual nos tais fóruns da ""deep web"" (* som de fantasminha genérico *), ele era bem carinhoso comigo, já me deu um jogo de presente na steam; porém certo dia eu forjei minha própria morte, e passei a ignorá-lo completamente, sinto-me um cusão por ter feito isso, pelo menos é cômico voltar de tempos em tempos naquele fórum com uma conta fake e ver que o pessoal lá realmente acha que eu morri... meio sinistro na vdd Mas ainda assim sinto que não deveria ter feito isso, fico com a consciência pesada muito facilmente, lembro-me até hoje de quando roubei uma balinha no mercadinho do seu zé da esquina, tinha uns 12 anos; ou então no primeiro ano do ensino médio quando estava zuando uma amiga que tirou nota vermelha em física, mas ela começou a chorar... ver aquilo partiu meu coração, e para minha redenção decidi que seria justo ajudá-la a recuperar a nota, afinal além de tudo eu tinha as maiores notas de física da turma. Assim que ela recuperou a nota, voltei a zuar ela kkkkk mas nunca deixou de ser minha amiga por isso; uma vez já escreveu bem grande na contracapa do meu caderno de matemática "alteregoshadow, eu te amo". Guardo esse meu caderno até hoje (tudo bem que alguns dos meus amigos resolveram encher a página de desenhos de pinto, porém a frase ainda está lá) Eu fui meio pestinha na época de escola, em especial nos últimos anos do fundamental, uma vez eu fiquei acumulando saliva na minha boca por horas e depois soltei toda a cachoeira na mesa do meu amigo que sentava atrás; ou quando eu ficava pegando um monte de barata e lagartixa morta pra colocar nos estojos das meninas Sabe, sinto falta dessa época. Nem muito pelo motivo clichê de época da escola, simplicidade e tal, mas mais pq acho que foi a época em que eu fui a melhor versão de mim Um amigo meu mora num lugar bem isolado, tipo um sítio mesmo, mata densa e tal. A gente ia lá vez ou outra pra brincar, e era bem dahora. Esperávamos chegar a noite pra fazer o clássico pique esconde na floresta escura. Eu era conhecido por ser um dos melhores, não me encontravam nunca, até pq eu não tinha medo de me deitar e rolar no mato; saía correndo engolindo teia de aranha, lesma, pisando em cobra, enfim Era conhecido também por ser muito bom nos videogames e tirar as maiores notas da sala Aquilo definitivamente era a concretização da promessa que fiz ao meu eu de um passado ainda mais distante: disse que ia estudar mais, treinar mais, ser mais sociável E tudo isso aconteceu. Fiquei mais inteligente, mais forte, mais ágil, e do aluno mais "fantasma" da escola me tornei o líder de um grupo que reunia basicamente todos os garotos da oitava série. Ninguém mexia comigo, mas também nunca fui autoritário, zuava todo mundo e era zuado de volta. Certa vez a turma se uniu contra mim e jogaram todo meu material no lixo kkkkkk ri muito no dia Mas depois disso... sei lá Passei a frequentar academia, vez ou outra estudava um pouco, mas nada na mesma intensidade ou emoção A real é que eu passei toda minha infância sozinho na vdd. Meus pais trabalhavam o dia todo e meu irmão mais velho estudava em tempo integral. Na época teve um grande surto de dengue na minha cidade, por todo lado era cartaz falando da importância de tomar cuidado, afinal, dengue MATA. Aquilo me deixava demasiadamente pensativo, como assim morte? Eu nasci pra morrer? O que vem depois? Todo dia era a mesma coisa, chegava da escolinha e passava o dia inteiro pensando em morte, isso com uns 5 anos de idade. Pouco tempo depois, a situação piorou quando começaram as histórias de fim do mundo. Lembro que até chorava de tanto pensar nisso. A primeira vez que pensei na possibilidade de suicídio tinha uns 8 anos. Também nessa época foi quando presenciei um acidente em que um caminhão passou bem por cima da cabeça de uma menininha de uns 2 anos. Aquilo me marcou muito, e quando eu cheguei em casa, esperei todo mundo dormir para ligar o computador e pesquisar "fotos de cérebro", "fotos de acidente" e etc. Acabei parando em vários blogs e fóruns de gore (que eram bem mais comuns naquela época). Ficava assustado ao ver a fragilidade humana nos acidentes e pasmo ao ver a frieza de alguns para torturar outras pessoas por motivos torpes. Ainda assim, assistir gore acabou se tornando uma prática que levo até hoje (com menos intensidade), não por ser um psicopata que gosta de ver a dor e sofrimento alheio mas pq acaba me lembrando das minhas "origens", pensar sobre a morte e etc (todo mundo já deve pelo menos ter passado por uma situação em que sabe que vai se frustrar ou enraivecer mas mesmo assim segue em frente, é mais ou menos isso). Para morrer basta estar vivo, foi nisso que me toquei na época Posteriormente, com 10 anos, foi o momento em que fiz aquela promessa para mim mesmo. Não darei muitos detalhes aqui, e oq aconteceu logo depois já contei... Mas e após tudo isso? Bem, depois que o meu "auge" se foi, eu percebi que todos esses pensamentos ruins na vdd não sumiram, apenas estavam se escondendo. Quando voltaram, foi de uma vez. E ao invés de tentar lidar com isso de uma maneira normal, eu simplesmente achei que seria uma boa ideia dividir minha mente em partes. A maioria de meus alter egos são na verdade versões de eu mesmo porém em diferentes épocas. Porém também tem a minha sombra (pra quem conhece o conceito de Sombra do Carl Jung talvez entenda melhor isso). E oq aconteceu foi que, eu acabei criando egos que brigam entre si constantemente, deixei todas as minhas características positivas a um ser superior, idealizando um eu melhor que eu, um eu que agarrou todos seus potenciais e os explorou ao máximo, uma pessoa que eu nunca conseguiria ser porém dizia ser no mundo internético afora. Estava mentindo para mim mesmo Sabe, cada um dos meus alter egos têm uma qualidade. Um é bondoso, tem o inteligente, o criativo... porém parece que o que sobrou para mim foi apenas loucura. Poxa, eu já fui cada um deles, por que não consegui pegar pelo menos uma parte boa de cada um? Parece que eu regredi. O certo não seria, ser uma pessoa melhor a cada dia? Se eu ao menos pudesse juntar a bondade, criatividade, inteligência, e etc, eu definitivamente iria orgulhar o meu eu do passado, mas ao invés disso, estou apenas enganando ele e a mim mesmo, colocando todo meu potencial num alter ego superior que me consome a cada dia É complicado, por um lado tem a promessa que fiz que me mantém vivo, querendo cumpri-lá. Mas por outro, eu vejo eu mesmo desprovido de significado, tenho uma vida boa, bons amigos, situação financeira estável, minha família não gosto tanto mas relevo, enfim, mas parece que nada me é suficiente. Sinto que a vida é só um tédio extremo mesmo, até em momentos que era pra eu me divertir estou entediado, ou então quando de fato me divirto, depois o sentimento de vazio vem ainda maior, não dá pra explicar com palavras, o que posso dizer é que sou extremamente curioso, o que me atrai ao suicídio é o fato de ser uma morte planejada, eu poderia saber quando e como morrer, preparar uma carta de despedida, fazer uma "queima de arquivo" e etc, mas por outro lado, eu ficaria extremamente agoniado em não saber qual seria a reação das pessoas diante minha decisão. É literalmente a curiosidade o que mais me mantém vivo, e por vezes, a curiosidade de saber como seria meu suicídio é a predominante E não falo de tristeza ou depressão, sei lá eu nunca fui atrás de um profissional, mas eu sinceramente não acho que tenha depressão, no máximo TDAH pois de fato sou muito hiperativo e perco o foco muitas vezes, tropeço algumas vezes e (não sei se tem muito a ver) às vezes tenho a sensacão de que estou girando ou caindo, principalmente quando eatou sentado ou deitado em um ambiente escuro, mas assim, eu acho que a vida, especialmente hoje em dia e ESPECIALMENTE para pessoas como eu, é assim mesmo. Eu não preciso estar depressivo para sentir como a vida realmente é, e sinceramente tô cada vez menos ligando pra isso. Eu aprendi desde muito cedo a lidar com silêncio, solidão e tédio(esse é o mais difícil), além do mais tenho imaginação fértil então o meu maior passatempo (entretenimento, hobby chame como quiser) é só me perder na minha mente mesmo. Poxa, tem um universo inteiro dentro de mim para ser explorado, não quero me preocupar com coisas mundanas. E pra quem me critica, dizendo que isso é fugir da realidade, pensem que TUDO (ou quase tudo) que o ser humano faz no tempo livre é exatamente para fugir da realidade. A vida real é meio chata né kkkkkk. Jogar videogame, assistir filme/série que seja, jogar rpg de mesa, ler um livro, ouvir um audiobook ou podcast ou até mesmo uma festa com bebida e música alta, tudo isso serve para as pessoas fugirem da realidade, mas diferente do que eu faço, já que eu fujo da realidade mas pelo menos não fujo de mim mesmo Eu fujia de mim mesmo no último ano do ensino médio, sabe né, aquele ano que ngm liga. Ia e voltava pra escola a pé, e sempre passava na lojinha pra comprar chocolate, me viciei naquilo. Sempre comia no caminho e colocava a embalagem na mochila. Até que resolvi contar quantas embalagens tinham e pasmém, quase 80, isso em um pouco mais de 2 meses Sempre tive um mundo onírico muito vivo, desde criança bem pequena, sinto os meus sonhos de fato, lembro quando tinha uns 6 ou 7 anos sonhei que um guerreiro samurai atravessou a longa katana no meu peito e foi uma das maiores dores que senti. Tento às vezes praticar sono induzido, dou risada dormindo, falo dormindo e por vezes até escrevo ou desenho dormindo (não sou sonâmbulo). Comecei a perceber que boa parte dos meus sonhos envolvem meus alter egos, e na maioria das vezes estão em um ambiente fantasioso (como uma mansão ou castelo mal assombrado, cemitério, labirinto e etc) e precisam trabalhar juntos para resolver os puzzles e escapar Na maioria dos sonhos eu não sou o protagonista ou sequer participo, apenas observo os meus egos, em terceira pessoa Muitas das vezes a minha sombra mata os meus egos nos finais dos sonhos É muito simbolismo envolvido, ainda estou pensando sobre isso, pode ser uma autosabotagem (suicídio) ou então algo do tipo matar o velho para manter o novo, eu não sei Se tem uma coisa na qual eu posso ser grato, é por ter tido sorte para arranjar bons amigos. Sei que muita gente (em especial desse sub) deve ter mais dificuldades com isso, eu por outro lado, apesar de nem precisar tanto pois me dou bem comigo mesmo e na maioria dos momentos até prefiro estar sozinho, tive bons amigos. Às vezes é bom ter uma boa companhia. Aquele meu grupo da oitava série que falei anteriormente, mantenho contato com quase todo mundo, ainda considero sim porém cada um seguiu seu rumo e não tem nada de errado ou anormal nisso. Acho que muita gente que sempre teve dificuldade em fazer amigos cai no erro também de romantizar demais a amizade, do tipo "seremos amigos para sempre" ou sei lá mais oq. É completamente natural que com o tempo o afastamento ocorra, não precisa se sentir mal se as conversas não fluem mais Inclusive uma vez mandei uma mensagem para um amigo não se preocupar comigo pois em no máximo 5 anos provavelmente não iríamos mais nos falar de qualquer maneira, e ele respondeu: "Como assim com certeza continuaremos a nos falar e jogar Airsoft e RPG por muito anos a vir!". Admito que quase chorei lendo isso, e me senti fraco Mas continuando, em especial na internet, existe muito isso. Às vezes vem alguém desabafando por não ter amigos, recebe várias mensagens de pessoas para conversar, porém essas mesmas pessoas depois dão o famoso "ghosting". Olha, isso é bem previsível na verdade. Apenas faça a si mesmo a seguinte pergunta: "Quantos de seus amigos virtuais seriam seus amigos se você os conhecessem no mundo real, ao invés de no mundo virtual?". É apenas um questionamento, mas acho interessante. Pois é muito fácil falar que é amigo de qualquer um na internet Inclusive, entrei num servidor público de discord, daqueles só pra conversar e tal, e pqp parece que é impossível achar um servidor de discord em que a userbase não esteja repleta de adolescentes genéricos que têm problemas de autoestima e passam o dia jogando videogame ou assistindo filme/série/anime, tinha mto pré adolescente tbm de idade entre 11 até 14 anos Não ficava muito a vontade lá, as regras tbm eram muito vagas, não podia ser ofensivo no chat mas não estava definido oq era ofensivo pra staff. Levei um aviso simplesmente pq um adm lá quis, ainda não entendi que regra quebrei, ele provavelmente só estava de mal humor mesmo sla Tinha um canal de desabafo que só podia falar "coisa séria", aí uma vez falei sobre como fico puto por comer muito chocolate e queria mesmo era encher minha perna com tiros de airsoft, aí levei outro aviso por não respeitar a seriedade do canal. Sla né, autosabotagem não é uma coisa séria pra ele? Foda, muita arbitrariedade. Não tem como arranjar um servidor público decente. Sempre tem uma userbase majoritariamente imatura, joguinhos e eventos sem graça e confusos, enfim Mas oq eu queria fazer naquele servidor, eu fiz aqui. Provavelmente não da melhor maneira, certamente não da maneira como eu imaginava, mas está feito Ficou confuso e grande pra caralho lol
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2020.06.23 12:54 RafaMF2005 Foi stalkear meu ex e descobri que ele me traiu 3 vezes!

Olá Luba, turma, editores, gatas (meow meow), possível convidado e cansei de enumerar.
A minha história aconteceu no final de 2018, em novembro.
Tudo começou quando eu foi pedir resumos ao meu melhor amigo para um teste que íamos ter no dia a seguir! Ele me mandou, eu agradeçi e ele do nada: "Eu amo-te".(Aviso: nessa altura eu era muito ingênuo) Eu na minha maior inocência, pois eu pensei que eu um "amo-te de amigo", eu respondi: "Também te amo". A partir daí foi só "eu amo-te" e "eu também te amo" o resto da conversa.
No dia seguinte, eu e ele ficamos sozinhos na escola e TODAS as pessoas estavam em aula. Aí ele me pergunta: "Vamos na casa de banho?" e eu: "Pra quê?" e ele responde: "Não sei, vamos?". De novo, na minha inocência aceitei e fomos. Ele fecha a porta e me abraça. Depois, ele olha para mim e me beija! Aí eu me deixei levar e aconteceram coisas (até demais)! No mesmo dia, tivemos a seguinte conversa: eu: "então...nós namoramos?" Ele: "Queres?" Eu: "Por que não?" Ele: "Então tá, vamos namorar! Mas ninguém pode saber"(nós não eramos assumidos e eu tinha acabado de me descobrir).
Na semana seguinte, ele estava sempre com um garoto de outra turma, o Zarls, e não ligava pra mim! Isso durante toda a semana. Na final da semana, ele me pede um tempo porque já não sentia o mesmo bla bla bla essas desculpas clássicas! PORÉM eles diz que quer ser meu amigo na mesma! Eu fiquei bravo com ele!
Na semana seguinte dessa, eu evitava-o! No final, ele pediu-me para voltar e eu feito trouxa digo que sim!
Aí chegaram as férias de Natal e não nos vimos durante 2 semanas.
Voltamos às aulas, brigamos e acabamos o namoro!
Passado uma semana, nós tentamos ser amigos denovo. Aí eu lhe dou para a mão meu celular novo e ele a ir correr para uma amiga minha, deixa cair e parte o meu celular inteiro. Fiquei bravo com ele denovo!
Meses depois, nós já somos amigos denovo e eu vi ele entrando na sua conta do insta e vi a password dele. Cheguei em casa, e foi tentar entrar e não é que deu certo! (Sim...eu sabia que er errado, mas eu tava nem aí). Eu li algumas conversas dele, principalmente com o Zarls e descobri que eles TROCARAM N*DES enquanto eu e ele namoravamos!! (Para mim isso é traição, se para quem está a ler não é... tá) Eu fiquei putasso, mas não falei nada pra ele, só para minha melhor amiga.
Um ou dois meses depois, eu li as conversas com a ex dele, a Farls! Aí eu li que ele ainda a amava e lhe mandou um áudio chorando a dizer que sentia a falta dela! Tudo isso enquanto eu e ele namoravamos! Não falei nada a ele e não fiquei assim tão puto como do primeiro chifre.
Mais alguns meses depois, eu li mais uma conversa dele com outra pessoa que não conhecia. Adivinhem?! Sim! Mais um chifre!!! (Jean eu te entendo! Tamo junto! Galhados forever) A moça lá mandou uma mensagem a dizer: "Como vc não me disse que vc namora com o Rarls!" Isso também, enquanto nós namoravamos Como já tinha passado muito tempo desde que terminei com ele, ele só me ri!
Muito mais tempo depois, eu foi com ele e uma amiga minha ao shopping e lhe contei tudo! Que era eu que tinha a password dele (ele desconfiava que alguém tinha a conta dele), das galhadas que ele me deu... O melhor é que ele diz que não me traiu e que nunca fez nada disso! Eu tenho a certeza absoluta, pois sei de quando a quando o nosso namoro durou e vi muito vem a data dos prints! Álias, eu ainda tenho uns prints escondidos por aí kk!
Mas agora recentemente, eu, ele e uma amiga minha estávamos jogando verdade ou consequência e eu lhe perguntei o seguinte: "Quando nós namoravamos... tu sentiste algo por mim? " e a resposta foi: "Não... é que tu foste o primeiro rapaz sabes! E...". O pai dele liga-lhe e ele teve de ir embora! Quando ele saiu, eu desabafei tudo com a minha amiga: que ele me tinha brincado com os meus sentimentos e que na altura ele nem se importou com isso. Ela tem a mesma opinião que eu, ele é um babaca que gosta de brincar com com sentimentos das pessoas! Eu falei tudo o que senti no momento a ela e morreu ali o assunto!
É isso luba, resumindo: foi "stalkear" meu ex e descobri que ele me traíu TREIX vezes e que nunca nem gostou de mim! E já agora eu namorei ele quando tinha meus 13 ano. Começei levar galhadas bem cedo eu sei. Agora tenho meus 15 anos!
Espero muito aparecer num vídeo, mas como minha vida é só azar não sei né! Amo vc e seus videos <31!
P.s. Desculpa a história ser tão grande e se parecer confusa! Fiz meu melhor! Bjs <31
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2020.06.21 18:26 JaoEvJoo Ainda te amo?

Olá, turma/chat/nãosei!Essa história é longa e é uma história de amor e uma saída do armário.Antes de eu começar é bom que vocês já saibam de algumas coisas:eu sou um garoto bissexual, tenho 16 anos porém tudo se passou quando eu tinha 15, o início se passou em Novembro de 2019 numa época que eu ainda não era assumido para meus pais.
Como já disse anteriormente, tudo se iniciou em novembro de 2019. Num dia em que aconteceria um evento geek promovido por um escola particular aqui da minha cidade. A inscrição era gratuita, então eu fui junto à uma amiga que irei chamar de "Farls" e lá nos encontramos com o restante de nossos amigos. Como estávamos em muitos, acabamos que nos dividimos em alguns grupos menores, mas isso é irrelevante.
Assim que eu me encontrei com uma outra amiga que vou chamá-la de "Kerls", percebi que ela estava acompanhada de mais 2 garotos que eu não conhecia. Nos cumprimentamos e ela nos apresentou. Um se chamava Paulo e o outro Carlos (obs: são nomes fictícios) eu e o Paulo trocamos aqueles olhares profundos e rolou uma certa química ali. Logo após, a Kerls disse-me que os dois também eram bissexuais. Porém, o Carlos que me chamou para conversar dizendo que me conhecia de uma antiga escola que eu havia estudado no ano de 2018. Eu não conseguia me lembrar dele até porque minha atenção estava completamente voltada ao Paulo. Depois de uns 5 minutos de conversa, Kerls e os dois meninos foram passear.
Eu comentei com Farls que tinha achado o Paulo extremamente bonito e nós ficamos papeando sobre ele. Depois de um tempo, quase no final da tarde, eu recebo uma mensagem de voz de um número não salvo. Rapidamente, fui ver do que se tratava e para minha surpresa o número era do Paulo, eu soube pois olhei a foto de perfil e o reconheci. Então, eu escutei o áudio e não era ele, e sim a Kerls nos chamando para ir para um parque que havia lá perto. Disse que nós não podíamos ir pois meus pais já estavam quase indo nos buscar. Após isso, Farls pegou meu telefone e enviou um outro áudio redirecionado à Paulo, dizendo que eu queria ter ficado com ele. Eu autorizei meio relutante pois queria saber no que isso poderia dar.
Depois de umas horas, quando eu já estava em casa, eu recebo uma mensagem de Paulo dizendo que eu poderia ter falado com ele caso eu quisesse ter ficado. Após isso, iniciamos uma conversa que teve horas de duração sobre vários diversos assuntos. Mas um deles me deixou um pouco cabisbaixo, ele me disse que tinha ficado com a Kerls e que ela era uma menina extremamente bonita e que estava bem afim dela. Eu disse que realmente era verdade, que ela era uma menina incrível, simpática e etc...
No dia seguinte eu tinha aula (o evento aconteceu num domingo). Eu fui à escola e lá me encontrei com Kerls. Nós ficamos falando sobre o Paulo e ela me disse que tinha ficado com ele, que ele era incrivelmente fofo e até mesmo que ela tinha dormido no colo dele no caminho de volta para casa no ônibus. Então como um bom amigo de Kerls e um bom recém-amigo de Paulo, resolvi tentar juntar os dois visto que aparentemente eles se faziam bem.
No dia seguinte a isto, conversando com Paulo, ele me diz que ele e Kerls estavam conversando bastante e se aprofundando muito num possível relacionamento. Fiquei feliz por eles e os fui incentivando.No mesmo dia à noite, chamei Paulo para ir à academia junto a mim e a um outro amigo que vou chamar de Pedro. (eu o chamei para ir fazer uma aula experimental.) Ele foi e lá nós conversamos bastante. Assim que finalizamos o treino ele me disse que morava um pouco longe da academia e que o pai dele havia saído após ter levado ele e não podia o buscar naquele momento. Então eu os chamei para vir para minha casa para esperar o pai dele em maior segurança. Ele veio e nós três conversamos bastante e falamos sobre diversos assuntos, um deles muito triste, ele me disse que tinha e estava passando por uma depressão terrível, que há pouco tempo teve que ficar internado por 6 meses após uma tentativa de suicídio. E que mesmo que havia pouco tempo desde que nos conhecemos, nossa amizade o estava fazendo muito bem. Poxa, eu fiquei extremamente abalado e feliz ao mesmo tempo por eu estar fazendo bem à alguém. Depois de um tempo o pai dele o buscou e ele me mandou uma mensagem muito fofa agradecendo pelo dia que tinha sido muito bom.
Depois de vários dias indo à academia conosco e logo após sempre vindo à minha casa nós criamos um laço de amizade muito forte. Até que um dia, a Kerls volta com o ex e deixa o Paulo de lado, assim o deixando arrasado, por mais que eles não tinham nada de mais, aquilo o deixou muito mal. Então, eu o fui consolar por mensagem e depois de uma grande conversa ele me disse que nem tinha criado muitos sentimentos por ter sido algo muito momentâneo e rápido. Eu insisti perguntando se tinha sido isso mesmo e perguntando se ele realmente estava bem com tudo isso. Ele me disse que sim e como uma prova de que não havia tido tais sentimentos com ela, ele ficaria comigo até porque ele já estava afim antes.Eu fiquei bem feliz com isso e logo topei. Nós marcamos de nos encontrar num evento de final de ano que teria na minha escola para a comunidade.O evento aconteceria à noite e lá nos encontramos. Assistimos as apresentações e resolvemos sair de lá. Fomos para a porta da escola e lá estava cheio de gente, então decidimos descer a rua para ali ficarmos. E lá rolou um beijo incrível na porta de uma igreja católica. (Minha escola fica de frente a esta igreja)
Depois de um bom tempo nisso, de ir à academia juntos, depois para minha casa, minha mãe começou a estranhar bastante o nosso relacionamento. E por vir de uma família extremamente tradicional e conservadora, ela criou um preconceito em cima dele. Mais pelo jeito dele e de como estávamos. (ele usava uns brincos e um piercing) (hoje em dia eu também uso brinco)
Mas teve um dia que foi a gota d'água para ela. Ela sofre de vários problemas de saúde e alguns transtornos psicológicos.Nós combinamos de ir à praça após a academia para relaxarmos e ficarmos de boa juntos. Como eu fazia academia à noite por estudar em período integral e nesse dia meu amigo Pedro não ter ido comigo por estar cansado, ela resolveu ir me buscar para eu não voltar para casa sozinho. Porém, quando ela me ligou dizendo que estava indo me buscar, eu já não estava mais na academia . E como a praça que fomos é relativamente longe, tive que voltar correndo para a academia. Mas já não daria mais tempo. Minha mãe foi à academia e perguntou ao meu treinador onde é que eu estava e ele disse que eu já tinha saído há um bom tempo e que estava acompanhado. Ela me ligou desesperada perguntando onde é que eu estava e com quem (Voltando a falar sobre seus problemas psicológicos, vale eu falar que ela é super protetora devido a ela já ter perdido um filho recém-nascido).Eu não queria dizer que eu estava com o Paulo pois ela já não estava gostando muito dele. Mas ela acabou que nos encontrou e surtou. Ela disse que eu não deveria ter feito isso com ela, que eu sabia de todos os problemas que ela tem.Ele foi embora e eu voltei para casa com ela falando muito, falando que eu poderia ter matado ela e várias outras coisas. (Inclusive este era um dos motivos de eu não me assumir à ela. Meu pai já é mais tranquilo, minha família paterna já é mais liberal e mente aberta. Inclusive minha avó é escritora, vale ressaltar pois eu tenho muito orgulho dela.) Após isso, mandei várias mensagens à ele pedindo desculpas pelo que tinha acontecido, ele disse que eu não precisava me preocupar pois não era culpa minha e que quem o devia desculpas era minha mãe, pois ela o insultou um pouco dizendo que desde que ele apareceu na minha vida eu tinha me tornado um mentiroso e tudo mais. (Nisso, já era dezembro)
Logo após tudo isso, nossa relação ficou um pouco estranha (o que já era de se esperar) nós não conversávamos mais direito, minha mãe me PROIBIU de ir à academia, ela não queria mais que ele viesse aqui para casa e nem que tivéssemos mais contato. Foi tudo péssimo.E no dia 06 de dezembro pela manhã, eu recebo uma notícia desesperadora, ele havia cortado o pulso e estava no hospital, mas seu quadro não era grave e ele estava fora de risco, mas mesmo assim, obviamente, eu fiquei desesperado. Arrumei uma forma de conseguir o número da mãe dele e nós conversamos mas não entramos no assunto "nós".
Após alguns dias internado e eu já estar tendo contato com ele pois ele estava com o telefone, ele teve alta. Mas mesmo assim, não estávamos conversando direito. Tentamos marcar algumas coisas mas tudo sem êxito.Eu sei que não estávamos conversando direito por uma grande parcela de culpa minha, pois eu estava desesperado com tudo, minha cabeça estava cheia e eu só queria saber de dormir para que todo aquele momento conturbado passasse logo. Eu estava me sentindo pressionado por alguns outros motivos pessoais que prefiro não citar e também pelo fato de eu querer me assumir mas não saber como (ele sempre me incentivou mas disse que eu deveria fazer no meu tempo, mas quanto antes, seria melhor.)
Enfim, após tudo isso, o ano virou! e entra o ano da decadência em aspectos gerais 2020.Logo no começo, nós estávamos dispostos a resolver este conflito que minha mãe tinha com ele. Eu fui lá conversar com ela perguntando os motivos e gravando tudo para enviar para ele. Pasmem, gravei uma sequência de áudios que juntos formaram mais de 40min. Mas o que discutimos foram várias coisas, inclusive sobre a sexualidade dele e o pensamento que ela tinha que envolvia questões religiosas que vocês já devem imaginar quais foram as ideias apresentadas por ela.Enfim, nós já estávamos discutindo bastante há até um tempinho desde o áudio, sobre sexualidade em geral. Ela sempre dizendo que "DeUs CrIoU o HoMi e A mUiÉ".
Depois de ter ouvido tudo, ele me enviou uma mensagem que me arrasou. Ele disse que preferia se afastar por mais que doesse, pois ele não queria causar mais nenhum problema e discussões entre eu e minha mãe. Eu fiquei desesperado, mas mesmo assim pouco insisti para ele não ir. Eu estava com a cabeça muito cheia e extremamente estressado com tudo. Isso que me machuca, eu deveria ter feito mais?
Mesmo hoje, após 6 meses que não nos falamos mais, eu ainda sinto um carinho enorme por ele e sinto que eu deveria ter feito mais por ele. Eu fiquei muito dividido. Eu até tive algumas tentativas de reaproximação, porém ele acha que é melhor assim para nós dois.
Em fevereiro desse ano, eu finalmente saí do armário, e isso foi bem graças à ele, pois mesmo que não tínhamos contato mais, ele ainda era uma fonte de forças para isso.Até hoje minha mãe não entende muito bem e apenas finge que nada aconteceu. Eu contei aos meus pais que eu tinha ficado com ele e ela ficou bem puta, disse que eu tinha traído a confiança dela em mim.Hoje, a poeira abaixou, ela ainda não aceita mas respeita. Ela inclusive foi comigo colocar o meu brinco. (Um avanço para ela)Eu não quero colocar minha mãe como a malvada, ela é muito doce e amorosa. Porém, por ter vindo de uma família tradicional e conservadora, ela ainda tem a mente fechada perante a estes assuntos.
Como disse, ainda sinto um carinho enorme por ele e sinto ainda que eu deveria ter feito mais por ele. Mas eu tinha ficado muito dividido e hoje sinto imensamente a falta dele. Não é falta de tentativa de contato, ele inclusive tinha me dito que por mais que também sentisse um carinho por mim, ele preferia apagar essa parte que foi um período dolorido de sua vida. E esse também é um dos motivos de eu não insistir mais, não quero que ele volte a pensar neste período difícil e sombrio de sua vida.Hoje, por informações de terceiros, sei que graças à Deus ele está muito bem e que seu novo tratamento está dando muito resultado. Fico muito feliz por isso e o agradeço por tudo, cada momento com ele foi muito especial para mim, e por mais que tenha sido por um período de tempo razoavelmente curto, me marcou bastante e eu com certeza o levarei para o resto de minha vida.
É isto, turma! Agradeço imensamente quem teve paciência de ler até aqui. Levei um pouco mais de 3 horas escrevendo, relembrando, bateu aquela nostalgia de algo que não voltará mais, mas que foi algo bom e muito especial, vivência e uma história para contar aqui para vocês.
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2020.06.18 15:27 GzusModerno A Macaca

Saudações Luba, editores, Galadriel, Misty e qualquer um que esteja lendo isso ou vendo/participando do vídeo (duvido muito que isso irá parar em algum vídeo do Luba, mas tudo bem.
Título: A Macaca
Essa história começa em meados de 2017, comecei a ficar com uma menina um ano mais nova que eu. Ficamos 3 vezes e digamos que eu sentia um sentimento vindo dela, achei que estávamos apaixonados um pelo outro. Até que comecei a escutar alguns boatos estranhos sobre essa garota, um que ela estava grávida, o pai não assumiu, e ela estava procurando algum trouxa para assumir. Outro que ela já havia ficado com metade da cidade, inclusive alguns amigos meus e meu irmão. Outro que ela já havia feito 3 abortos, isso tudo com apenas 16 anos.
Enfim, passei a ver ela com outros olhos, num rolezinho, conversei com alguns amigos e eles confirmaram tudo isso (confiem em seus amigos, galerinha). Eles também afirmaram com toda a certeza do mundo que ela era louca de pedra e tinha que ter cuidado para lidar com ela. Ok, neste dia cheguei em casa e mandei mensagem para ela, não contei nada sobre os boatos que havia escutado, apenas que era melhor parar por ali, eu já não estava muito confortável.
Ela começou a mandar mensagens e áudios, ligava a cada 5 segundos, ela me xingava, falava que eu era gay (HOMOFÓBICA), me chamava de virgem (não vou mentir, na época eu era mesmo), e referia a mim como um lixo sem valor que nunca iria conseguir uma namorada ou sucesso na vida. Imaginem minha reação ao descobrir essa nice girl. “Fiquei sabendo dos seus podres, tem certeza que o lixo da história sou eu?”. Essa foi a última mensagem que mandei para ela antes de bloqueá-la.
Ai você pergunta, acabou por ai? Claro que não! No dia seguinte um dos meus amigos foi para uma festa em que essa garota também estaria. Bem, quando os dois se encontraram, a menina ficou possessa, queria partir pra cima dele alegando que ele me manipulou para eu odiar ela, que ela iria matar meu amigo, eu, e depois se matar. Tiveram que segurar para que realmente não acontecesse algo pior, detalhe, ela estava com uma faca na mão. Meu amigo foi embora da festa na mesma hora e veio até em casa para me contar o ocorrido. Eu fiquei sem acreditar na tamanha cara de pau dela de falar tudo aquilo. Ele também me mostrou um vídeo que gravaram na hora, vídeo esse que falhei em resgatar pois é antigo, falei com alguns amigos se eles ainda tinham o vídeo, mas ninguém o tinha mais (me desculpa Luba, falhei com você).
No vídeo, uma pessoa segurava ela enquanto outra tirava a faca da mão, ela estava tão agitada que mexia braços e pernas descontroladamente e gritava igual louca. No vídeo também alguém falava “tá parecendo uma macaca pulando”, e realmente parecia, ela tentava se desvencilhar de quem a segurava, pulava e se batia, surtada.
Todo mundo da cidade ficou sabendo do incidente e eu agradeço aos meus amigos e aos Deuses por me livrarem dessa praga. É isso Lubinha, beijão e um cafuné na barba <3.
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2020.06.14 05:19 Salamandra01_ O meu primeiro amor...

Olá, Lubinha, editores maravilhosos e caros telespectadores dessas terras tupiniquins. Queria começar agradecendo por você dar tanto espaço aos seus inscritos e foi por isso que tive coragem de compartilhar uma história muito importante da minha vida com vocês.
Completei o ensino fundamental todo em uma escola particular, pois graças a minha mãe e uma pitadinha de sorte consegui uma bolsa integral lá. E eu agradeço muito por ter estudado lá e conseguido ter uma boa educação, porém nem tudo são flores. Haviam algumas restrições lá e uma delas era justamente o controle sobre relacionamentos. Acontece que a escola não tinha ensino médio e eu tive que vir para uma escola pública aqui do meu bairro.
Quando cheguei lá, estava sem amigos (já que o pessoal da particular nunca fez muita questão de estar comigo, e ainda por morarmos longe), fiquei completamente perdido, afinal o ambiente era totalmente diferente. E foi aí que a minha vida começou a mudar: comecei a perceber que ao responder as perguntas dos professores eu era intitulado de nerd, por causa das minhas roupas mais casuais e por ter estudado numa escola particular eu era o riquinho da turma, e o pior de tudo: eu provavelmente era a única pessoa daquela escola que ainda não tinha beijado. Por sorte, acabei conhecendo bons amigos, inclusive o meu melhor amigo.
Passou o primeiro ano e essas questões estavam me preocupando cada vez mais, até que algo incrível aconteceu: a menina mais linda que eu já tinha visto entrou na minha sala e sentou em uma das mesas. Foi a partir dalí que eu não conseguia mais prestar atenção nas aulas, pois só tinha olhos pra ela. Eu não teria coragem de chegar nela, até mesmo porque a pouco tempo atras eu nem me importava com isso e então não tinha experiência nenhuma. Até que um dia teve uma palestra e ela por coincidência ganhou um livro de poemas. Eu nunca fui o tipo de cara que gosta de ler, mas aquela era a oportunidade perfeita para eu tentar me aproximar. Quando estávamos voltando pra casa eu a chamei, os amigos dela estavam com ela e eu estava morrendo de vergonha, mas tomei coragem e pedi para que ela me emprestasse o livro depois de ler. Foi assim que começamos a nos falar.
Até que um dia aconteceu a festa junina na nossa escola, e eu estava andando pra lá e pra cá com meu amigo, quando do nada eu e ele recebemos um bilhetinho dizendo que tinha alguém interessado em nós. Eu fiquei desesperado tentando encontrar quem mandou aquele bilhete, mas no meu coração eu tinha certeza que foi ela. Então um dia enquanto conversávamos eu tomei coragem e disse: eu gosto muito de alguém, mas eu tenho medo de falar porque pode ser que esse alguém que eu goste na verdade gosta do meu amigo (porque ela poderia ter mandado o bilhete pro meu melhor amigo ao invés de mim). E eu fiquei chocado quando ela respondeu: eu gosto de alguém, mas eu não sei o que fazer porque a minha melhor amiga também gosta dele. Bom... não preciso nem dizer que eu estava num mix de felicidade e preocupação. Conversamos bastante e decidimos que, apesar de inevitávelmente machucar alguém, eu gostava dela e ela gostava de mim, e não seria certo nós nos restringirmos por causa da amiga dela.
Meu primeiro encontro estava marcado, decidimos ir ao cinema. Eu cheguei quase 2 horas antes porque estava muito ansioso. Me levantava do banco e sentava a cada 5 minutos, as pessoas a minha volta deviam achar que eu era louco. Tinham dos caminhos pelos quais ela poderia chegar, eu ficava olhando pros dois lados sem parar, morrendo de ansiedade. Até que eu vejo ela vindo, não consegui me segurar, ela estava tão linda que eu abri um sorriso de uma orelha a outra. Nos cumprimentamos, demos uma volta antes de entrar e finalmente fomos assistir o filme. Quando estava na metade do filme eu sabia o que tinha que fazer, mas minhas pernas tremiam muito e eu não conseguia me mexer, até que eu decidi olhar para o lado e esperar ela me olhar de volta. Acontece que, ela era tão quanto ou mais envergonhada que eu então ela não olhou. Então eu cheguei perto dela e disse que queria beijá-la (kkkkkk nós ficamos rindo por um tempo), até que enfim nos beijamos... não vou mentir, tivemos que tentar umas seis vezes até rolar um semi-beijo (porque ela também não tinha beijado muitas pessoas). Depois daquilo eu abracei ela e continuamos olhando o filme. Por sorte, quando estava quase acabando eu lembrei de pedir pra ela olhar o meu rosto (eu estava cheio de batom kkkk). Saímos junto e voltamos pra casa, não queria estragar o resto do encontro então nem arrisquei tentar mais um beijo.
Bom... foi depois disso que tudo começou a desandar. Um dia enquanto conversávamos ela disse que precisava de um tempo para pensar, e quando ela voltou disse que era melhor nós pararmos. Meu chão desabou, começaram os piores dias da minha vida. Eu continuei ao lado dela como amigo, mas eu só estava me enganando... me machucava ficar ao lado dela só como amigo mas eu também não queria deixar de ser amigo dela. Começou um período de total confusão, ela tinha namorado por pouco tempo com uma menina ha um tempo atrás e parecia que nós estávamos competindo por ela. Isso continuou até o verão quando eu fui pra praia no ano novo, estavam todos comemorando e eu não conseguia parar de chorar pensando nela. Foi quando eu vi uma daquelas brincadeiras por status do Whatsapp onde precisa marcar entre uma semana atrás, um mês atrás, etc. E essa outra menina tinha marcado uma semana atrás para beijo... foi quando caiu a ficha. Não tinha sido eu o escolhido. Eu entrei no pior momento da minha vida, se eu já estava triste depois daquilo eu fiquei destruído. Depois que voltei das férias pedi para ela pra gente assistir um filme que já queríamos assistir há um bom tempo. Me diverti durante a tarde, tentei esquecer tudo o que tinha acontecido. Na hora de ir embora, ela me acompanhou até metade do caminho, eu dei o abraço mais forte que pude dar e me despedi. Fiz isso porque eu tinha tomado uma decisão: eu não queria mais sofrer... aquela era a última vez q a gente se falava.
Chegou o terceiro ano, minha rotina era ir pra escola, voltar pra casa e enterrar minha cabeça no computador fingindo que o mundo não existia. Meu melhor amigo tinha começado a namorar e eu já estava cansado de tudo aquilo. Eu sempre fui meio a moda antiga, e isso era um pensamento que me atrapalhava, porque eu já tinha deixado de ficar com as pessoas porque eu dizia que aquilo era ruim, que era errado ficar com alguém sem ter sentimentos (mas também grande parte era por medo da minha falta de experiência). Então por olhar pro lado e ver todo mundo feliz enquanto eu vivia triste, decidi que iria mudar... que eu nunca mais ia pensar em namorar na vida e que só ia viver de aventuras. Não durou muito tempo, afinal é impossível tentar ser quem você não é, continuava só com um beijo na ficha criminal.
Foi então que minha vida virou de ponta cabeça de novo... eu recebi uma mensagem dela. Foi a mensagem que mais abalou o meu coração, ela estava muito triste comigo por eu ter deixado de falar com ela porque ela realmente gostava muito de mim e eu me afastar dela foi suficiente pra ela perceber isso. Bom... eu fui um cuzão, mas posso me justificar por ter sofrido bastante, eu estava com medo de sofrer de novo, então eu disse pra ela que tinha mudado e que se ela quisesse eu só ia ficar com ela. Mas o sentimento foi mais forte, eu também sabia que gostava muito dela. Até que teve o aniversário do meu amigo, e eu pedi pra ela vir na minha casa antes para nós conversarmos antes de ir. Foi uma conversa bastante estranha, mas no fim decidimos dar uma chance pra nós, no fim eu fiquei tão empolgado que tentei dar um beijo nela, mas ela desviou e me pediu desculpa (o que era completamente compreensível devido a toda situação).
Foi então que começamos a ficar. Apesar disso, nós ainda não tínhamos tanta intimidade e não tinha rolado um beijo de verdade ainda. Eu ia pra casa dela mas nós ficávamos conversando, conversando mas ninguém tinha coragem de avançar. Até que um dia nós decidimos ficar nas escadas do prédio... e foi a mesma coisa, conversamos até a hora de eu precisar voltar pra casa. Eu estava completamente frustado comigo mesmo por mais uma vez não ter conseguido tomar iniciativa. Eu me levantei e nos abraçamos pra nos despedir, quando a luz da escada resolve apagar... nós ficamos um tempo abraçados e aí finalmente rolou. Foi um momento mágico, como se fosse o nosso novo primeiro beijo.
Depois disso começou a melhor parte da minha vida. Eu tinha uma namorada linda e era muito feliz ao lado dela. Então chegou aquele momento da relação onde precisávamos dar o próximo passo, acontece que nós dois tínhamos irmãos e era raríssimo ter um pouco de privacidade. Foi então que eu tive coragem de pedir para o meu pai me ajudar, então um dia marcamos dela pousar aqui. Naquela noite meu pai levou minha família pra sair e eu fiquei sozinho com ela. Estávamos assistindo um filme comendo pipoca, a ideia era esperar o filme acabar mas não tínhamos tanto tempo assim pra esperar. Aquele parecia o filme mais longo do mundo, até que eu olhei pra ela e disse: tu ainda quer ver o filme? (Eu sei kkkkk eu tenho um dom de constranger as pessoas), novamente nos rimos por um tempo até que ela disse que não queria mais assistir. Eu fui até a tv, abri no youtube e disse pra ela: você tem duas opções de playlist, a atual ou a clássica (kkkk bom... isso eu posso explicar, eu sempre comentava com meu amigo que algum dia eu iria fazer amor ouvindo aquelas músicas românticas clichês, porque eu realmente gostava delas). Pra minha surpresa, ela escolheu a clássica. Aquele era o momento mais feliz da minha vida, eu não estava acreditando no que os meus olhos viam, ela usava uma linda lingerie preta e a luz da tv na pele morena dela dava um contraste lindo a beça. Aquela foi a nossa primeira vez, um momento muito especial pra nós dois, a minha primeira vez e a primeira vez dela.
Acho que muitas vezes as pessoas esquecem que sentimentos mudam tudo. Nosso primeiro beijo, nossa primeira vez... obviamente não foram as melhores coisas do mundo, mas para mim e para ela foi, porque não se tratava de beijo ou de sexo, se tratava de amor.
Nós namoramos por bastante tempo, até que os problemas começaram a surgir e as diferenças começaram a nos atrapalhar. Ela era uma pessoa que gostava bastante de sair e eu era uma pessoa mais caseira, que gostava de cinemas, restaurantes, piqueniques. Além disso, eu sou uma pessoa extremamente carinhosa, já ela tinha uma maneira mais sutil de demonstrar carinho. Isso ao longo do tempo começou a ficar cada vez mais evidente, até que começou a machucar. No início nos fingimos que não estávamos vendo, porque amavamos muito um ao outro e não queriamos nem pensar na possibilidade de terminar. Mas infelizmente se tornou inevitável, nós tivemos algumas conversas mas para nós darmos certo era necessário que ambos mudassem, e nós não achavamos certo ter que mudar, afinal um relacionamento só da certo se ambos aceitam e conseguem suportar as diferenças. Foi então que a gente viu que não dava mais certo e resolvemos terminar. No fim, o sentimento não foi de raiva, não foi de tristeza. Decidimos continuar amigos porque a amizade um do outro importa muito pra nós, eu quero que ela seja feliz e sei que ela deseja o mesmo pra mim.
Com essa história gostaria de dizer que ter maturidade significa olhar pra trás e não ter vergonha do passado. Graças a ela eu me tornei uma pessoa melhor e aprendi muitas coisas. Aprendi com meus erros e vou me certificar de não errar da próxima vez. Nunca vou me esquecer dos nossos momentos juntos eu vou guardá-la pra sempre no meu coração.
OBS: sobre os bilhetinhos de festa junina, quando namoramos ela me contou que na verdade o bilhete que eu tinha recebido era da amiga dela e ela resolveu mandar pro meu amigo pela zueira kkk / outra coisa, ela foi muito importante pra eu mudar meu pensamento retrógrado, hoje eu sei que não tem nada de errado em ficar, e que na verdade é até bom pra conhecer a pessoa bem antes de tentar algo.
É isso, te amo Luba! Abraços!
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2020.06.06 08:08 EightfoldHenry Pelo menos uma vez gostaria de dizer o que penso desses tempos tão complicados, e depois nunca mais falar sobre.

Cada dia que passa acompanho menos e menos sobre as opiniões e tento focar o máximo nas notícias — por mais chatas que sejam.
E isso porque o que vejo é a emoção se sobressaindo acima da razão. Agora, que fique claro: não acho e nem penso que seja pouco, que seja sem motivos, ou exageros de qualquer um que sinta profundamente angustiado, amargo e com raiva em tempos assim. De verdade. Eu te entendo. Leio as mesmas notícias que você, vejo meus vizinhos se tornando estatísticas, assim como você. Enfim, estamos no mesmo barco.
Mas eu acho que o que mais me chateia é o povo e a suas reações. O quão superficiais e ineficientes são. A necessidade de apontar o dedo para qualquer direção, qualquer um que possa justificar, de um jeito ou de outro, a dor sentida. O que nos fazem focar em tudo, menos nos problemas que de fato merecem nossa atenção.
O país hoje vive extremamente dividido. O ódio e intolerância mais concentrado que café de padaria às seis da manhã. De um lado, fanáticos e teimosos. Pessoas que simplesmente não querem ou não conseguem lidar com a verdade. Com o erro em seus julgamentos, com a fé perdida naqueles que acreditavam. No outro, pessoas que já não aguentam mais tanto sofrimento e estupidez por parte daqueles que deveriam nos guiar e olhar por nós.
E nesse meio todo o que mais ouço é: "X tem mais é que se foder.", "uma porra dessa tinha de estar morta", "tem que ser fuzilado para aprender, prisão é pouco."... bem, você sabe, inúmeros comentários e sentimentos desse tipo.
Vejo muito, muito disso nesse sub. Às vezes até mesmo sobre outras coisas além de política. Como no caso do MC que fez chacota de uma menininha da Disney, e o povo só faltou rasgar as roupas do corpo de tão irritadas que ficaram. E com razão. Tem razão de ficar assim. Seja na política ou nesses casos horríveis que aparecem na internet hora ou outra.
O caso mais recente, claro, George Floyd. É tão absurdo que é óbvio que alguém vai encontrar seus limites e perder a razão. Pessoas de bem e com interesses de bem se encontrarão em lugares extremamente escuros em si mesmas. E de novo: tem motivo. Não é do nada.
Mas o meu problema é que, por mais que já tenha sido uma daquelas frases que se tornaram comerciais para fazer corporações e pessoas vagas soarem cultas nas redes sociais, é uma frase extrema importante no meu ponto de vista. Que para mim, me impede de sentir qualquer impulso em agir através da raiva e indicação de forma negativa.
"Não se conserta violência com mais violência."
Da mesma forma que um erro não invalida ou justifica o outro. Da mesma forma que ódio não soluciona ódio. Como racismo não resolve racismo.
Encher o peito pra dizer e acreditar que o seu presidente tem mais que morrer, independente do quanto faça por merecer ou não, é tão ineficaz quanto o próprio presidente. Como culpar deliberadamente (me referindo a generalização) pessoas brancas e sentir raiva delas por tudo que fazem contra a comunidade negra, não resolve absolutamente nada. No máximo, te levar a fazer coisas que só reinforçaria todas as ideias e stigmas que tentar colocar em você.
São tempos onde precisamos crescer, de um jeito ou de outro, acima de tudo isso. Ser racional e não emotivo. Porque a raiva vai passar, como qualquer outro sentimento. E é justamente aí que todo mundo esquece dos mesmos problemas e vivem suas vidas.
Impeachment da Dilma, ao meu ver (de certa forma leigo até), veio disso. Não estou dizendo que ela não merecia/que não foi a melhor atitude... não quero entrar nesse mérito. Quero apontar que por mais que milhões foram nas ruas, milhões foram por emoção. Foram para tirar, como muitos a chamavam, a "puta/vadia" do poder. Esses muitos que foram se pá sabiam quem viria após e o que aconteceria após. E aconteceu. Ela saiu. E depois? O gigante acorda mas infelizmente sofre de Alzheimer. Mesmo com o PT. "Vamos tirar do poder!" Ok. Mas quem vem depois? O quê vem depois?
Bom, você sabe. E o mesmo vai acontecer, depois e depois e depois. Ficar puto com uma situação não resolve ela. Depois a raiva cansa e a pouca mudança que veio com ela é esquecida. No cansaço o povo olha pro lado, vê os mesmos problemas com novos nomes e pensa: "ah, foda-se. Político é tudo igual." e segue andando. Chega, grita, faz a merda, e não fica pra ver como termina.
Toda vez que estiver com raiva, pare e pense um pouco. Eu sei que seus parentes intolerantes enchem a porra do saco, eu sei que o Twitter parece um chorume do inferno, eu sei que o presidente e todo o governo ao redor dele è absolutamente asqueroso, eu sei que o povo prefere mastigar a merda do que assumir que fede... eu sei. Também estou aqui.
Mas por favor. Isso não vai te ajudar.
A raiva e a negatividade de tudo isso te consome. A estupidez deles te consome. Você perde dos dois lados. Eles estão te fodendo e você vai acabar fodendo a si mesmo com tudo isso.
E não falo só de bem estar. Falo também num ponto social, político. No sentido de que, quanto mais você racionaliza através dessas questões, mais você se aproxima de lidar da melhor forma com elas.
Nós como humanos temos essa necessidade de pôr esse tipo de coisa pra fora. De ter algum Judas pra apontar o dedo, de ter um cachorro morto pra chutar. É natural com todo mundo.
Mas se deixar parar aí, tudo, para todos, vai continuar absolutamente a mesma merda.
E você, que sabe e vê a irracionalidade do outro lado, vai acabar não sendo tão diferente.
E aí? O que vai adiantar bater boca com o vovô retrógrado se você só vai acabar gritando, puto, igual ele faz? Essas são questões extremamente delicadas que exigem o melhor de você sempre que lidar com elas.
Por favor. Eu sou um ninguém. Mais um merda qualquer no oceano do Tietê. Por favor: pare por dois segundos e pense. Não se deixe levar. Não vai te ajudar. Por favor.
O motivo pelo qual digo que não vou mais entrar nesse assunto é porque eu sei que não vai adiantar. Talvez hoje, talvez amanhã. Talvez para um ou outro. Mas na grande escala é uma luta colossal e perdida. Assim creio. Seria preciso outro Martin Luther King Jr. para alcançar as pessoas de um jeito que as permitam enxergar com a cabeça e não o coração. Passei a maior parte da minha vida quieto porque eu sei que a minha palavra tem um valor quase que insignificante quando de frente aos nossos impulsos.
Mas só hoje, só dessa vez. Por favor. Pare e pense por dois segundos. Seja racional, não emotivo. Eles vão escutar seus gritos mas não vão ouvir suas palavras. Sejam "eles" um grupo de pessoas, seu amigo, seus pais, sua família, um grupo no WhatsApp, uma multidão.
O tipo de gente que tenta conquistar coisas através do grito dizem muito sobre elas apenas nesse simples detalhe. E como bem sabem, é nesse tipo de situação que a gente acaba.
"Ele" vai foder seu país e a sua cabeça também? Sua família? Não, não precisa tanto. Calma. Pensa um pouco. Talvez você não salve o Brasil e a sociedade. Mas talvez alguém que está cego e sendo levado pelas emoções. Alguém que você ama, alguém que é importante para você.
Eu sei também que alguma dessas coisas soam clichês. E se tornaram. Pareço a Coca-Cola tentando fingir que se importa para vender mais uma latinha. É, eu sei. Mas passei muito dos meus anos observando, de tempos em tempos momentos como esses, e tentando encontrar alguma coisa nisso tudo. Maturidade para crescer acima. Aos poucos encontrei.
Mesmo que tenhamos opiniões diferentes pelas mais diversas coisas, ou que vivamos nos mais diferentes lugares e classes sociais: isso vale para todos nós.
Se eu tivesse a certeza que funcionasse, chegaria a implorar para que tivessem um pouco mais de calma, por mais que o momento possa te levar no extremo de seus limites. Só assim algo construtivo seria alcançado.
E eu te garanto uma coisa: colocar o Bolsonaro, seus filhos, seus comparsas, e quem quer que seja contra uma parede e fuzilar por horas, não te faria sentir nem um pouco melhor do que sente agora.
Pior. Você se sentiria pior. E todos os problemas que os cercam se tornaram piores. E tudo porque você se deixou levar.
Tome como exemplo quem já passou por isso. Terry Crews sobre seu pai.
Desculpa se ficou chato ou muito longo. Só precisava desabafar ao menos uma vez. Obrigado.
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2020.05.28 08:51 _mandamendes_ O fatídico ano de 2018

Olá Luba, editores, gatinhas(lindas❤), papelões mortos e, para constar, saudades Tuxo❤
Bom, tudo começou em 2016. Eu e minha amiga Bia (nome fictício e, para constar, tinhamos 12 anos de amizade) mudamos de um colégio particular para um público. Conhecemos novas pessoas, concretizamos nossa turminha de amigos e embarcando no 1º ano do ensino médio. Me aproximando dessas pessoas novas, meus horizontes foram se expadindo e comecei a enxergar melhor as coisas que estavam acontecendo a minha volta. Várias pessoas se aproximaram de mim e começaram a me questionar sobre como nossa amizade era estranha, porque eu defendia ela demais e ninguém via ela me defendendo na mesma intensidade. Aí eu dizia "vocês não conhecem ela direito", "é o jeito dela", "ela tem essa casca grossa, mas é uma manteiga derretida". Mas ao mesmo tempo comecei a pensar "será que eles tem razão e eu tô fechando os meus olhos para algumas coisas?". Nesse momento comecei a debater mais com a Bia sobre as coisas que ela fazia e dizia(claro que de uma forma bem tranquila do tipo "ei! Calma aí kk"), coisa que nunca fiz antes. Então cada vez mais fui percebendo que ela mudou e seus "princípios"(não é bem essa a palavra que eu queria usar, mas enfim kkk) também mudaram desde que ela começou a namorar e ter amizades diferentes das que ela tinha antes.(algumas que eu mesma não gostava) Em 2017 começamos a nos estranhar cada vez mais. Comecei a sentir o peso nas costas saindo gradativamente cada vez que eu falava alguma coisa que me incomodava. Começou a rolar algumas intrigas e fofoquinhas que nem sei se são verdade até hoje, mas que não levei em consideração na minha decisão final e não me lembro com certeza para dizer aqui. Terminamos o esse ano meio estranhas uma com a outra. O ano é 2018 agora, ano da formatura do terceirão. Muitas expectativas, ansiedade e um guri. (Pois é. Mas calma que o macho foi uma gota d'água em um copo transbordando). Nas primeiras impressões, ele era incrível. Engraçado, divertido, bobalhão, escrevia poemas, era bem gatinho e era super gente fina comigo. No fim, acabei gostando dele (e acho que foi o primeiro cara que eu realmente me apaixonei, tanto por eu não ter sentido nada igual quanto por eu ter aquele lema de que "Gostar é atração. Paixão é fechar os olhos para os defeitos e ver apenas as qualidades. Já amor é enxergar os defeitos e as qualidades e estar junto mesmo assim"). Me declarei, achando que fosse recíproco, mas recebi um "não é uma Friendzone, mas não sinto a mesma coisa". Depois de me afastar e me reaproximar, decidi que não ia mais me arrastar por ele, que eu ia mandar no meu sentimento e seríamos só amigos. Mas nesse meio tempo ele foi se aproximando das minhas amigas, em especial da Bia. Tanto que ele começou a cantar ela de leve na minha frente e tudo mais. Aos poucos as peças foram se encaixando e eu fui percebendo as intenções dele (e que ele me usou de DUFF como no filme) e pensei "coitada da Bia, não se deu conta". (não ri, eu era muito ingênua) Uma semana antes dos próximos eventos, ela foi na minha casa(mesmo que nós ainda estivéssemos nos bicando, porque eu pensava "é só uma briguinha passageira). Me olhou e perguntou "tu ainda gosta do Pedro(nome fictício do guri)?" e eu "olha amiga, eu estou dizendo que não para os outros e pra mim mesma, que é para me convencer que é verdade". Ou seja, ficou nítido que eu gostava dele ainda e que tava tentando me convencer do contrário. E ela rindo e mordendo os lábios no celular em uma conversa de whatsapp. (Já viu, né) Ao contrário do que eu pensava, acredito que eles já mantinham um contato pelo whats e que já estavam assim desde muito antes. No frio de junho, fomos para a casa de um amigo fazer um trabalho(eu, a Bia e o Pedro). No caminho, eles já vinham meio que perto um do outro, conversando ao pé do ouvido (e eu achando que era normal, porque ao contrário de mim ela não tinha muito problema em dar um certo espaço para os caras). Chegamos na casa desse meu amigo e eles estavam deitados um no colo do outro no sofá, rindo, olhando no telefone... (Nesse momento eu já tava catatônica tentando assimilar o que tava acontecendo). Quando esse meu amigo e o Pedro saíram, eu perguntei pra ela o que tava rolando e ela disse "não sei, mas espero muito que role algo". Juro, eu queria correr pra minha casa e chorar. Só não fui por causa do trabalho e porque eu não decorei o caminho de volta para à rua principal kkk, se não eu tinha ido mesmo. Me lembro de pouca coisa a partir daí, só sei que fizemos o trabalho e que quando cheguei em casa corri para o meu quarto e chorei horrores que até os meus pais não sabiam o que fazer e nem o que estava acontecendo.(eu costumo chorar, mas naquele dia eu gritava de dor. Como se o meu mundo tivesse desmoronando). Bom, para concluir: 12 anos de amizade com uma pessoa que praticamente me fazia levar as emoções dela e as minhas nas costas, que eu considerava uma irmã, que eu amava muito e considerava pra caralho, que eu confiava, que eu queria levar pra vida, mas que não me tratava de uma forma tão legal nos últimos anos, que lembrava de mim apenas quando precisava de ajuda ou de um ombro amigo e que não ligava para o sentimento dos outros. Não estou dizendo que nossa amizade foi 100% esse efeito vampiro, como eu chamo(ela sugava as minhas energias de uma forma que PUTA QUE PARIU). Teve seus altos e baixos, mas nunca achei que acabaria ou que ela mudaria de tal forma que mudasse o caráter dela. Para tu ter uma ideia, estávamos planejando morar juntas e conquistar a nossa independência. Ela posava na minha casa, e eu na dela, dês dos 9 anos de idade. Até hoje penso em perdoar e abraçar ela de novo, mas ainda dói muito e tenho que pensar em mim primeiro. Inclusive foi isso que eu aprendi, temos que nos amar mais do que aos outros(não ao ponto de ser um nice guy kkk) e nem sempre a pessoa vai retribuir o mesmo bem que tu faz pra ela. Alguns podem achar que é besteira, mas amigos são uma família que adquirimos ao longo do tempo e é doloroso descobrir que algumas pessoas não são o que tu achou que fosse. Beijo Lubixco ❤ e desculpa o textão kk Ps: quero que tu saiba que nessa época eu assistir os teus vídeos me ajudou muito a voltar a sorrir um pouco perante essa loucura e espero que tu saiba que tu é muito importante para muitos nós por esse motivo.
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2020.05.14 06:50 questaomarca A realidade de quem é VICIADO em SEXO - Meu relato

Eu tenho 28 anos e fui diagnosticado com compulsação sexual. O diagnóstico não foi nenhuma surpresa pra mim. 10 anos transando com garotas de programa regularmente é meio que um sinal claro da minha condição. Muita gente fala de vicio em sexo ou pornografia na internet, mas me parece que ninguém realmente entende a desgraça que é isso.
Ser viciado em sexo não é, em meu caso, não só ter muito desejo sexual. É perder completamente o controle sobre seus atos pra transar com alguém. A palavra chave não é desejo. A palavra chave é DESCONTROLE. Você não se sente em paz enquanto não transar, e pra piorar o sexo não trás satisfação, mas trás apenas arrependimento e remorso.
No vicio em sexo é preciso entender que o sexo não é o bastante. O alivio as vezes chegava a durar menos do que uma masturbação devido ao grande peso emocional e pressão psicológica que o desejo desenfreado causa em sua mente. As vezes a masturbação constante te deixa fisicamente machucado ou machucada. Sei que pra mulheres isso é uma merda tão grande quanto é pra mim.
Por isso fico puto quando pesquiso vicio em sexo na internet e vejo caras idiotas usando isso como desculpa para suas esposas não os abandonarem depois de descobrirem que eles frequentam casas de streap ou bordeis. Vicio em sexo não tem nada a ver com isso...
As minhas relações humanas ficavam de lado pra isso. O remorso, a culpa e outros sentimentos negativos sempre vinham a tona. Todo ano eu tinha um surto de depressão bizarro pensando no tamanho da merda que eu havia me tornado e ninguém entendia o por que.
Mesmo depois de frequentar a terapia por meses ainda não me sinto curado.
Não darei detalhes da minha vida pessoal, mas falarei sobre como me sinto hoje depois de ser viciado em sexo por pelo menos 10 anos.
Eu comecei a frequentar garotas de programa aos 18 por "pressão social". Eu não queria sentir que era o único virgem entre meus amigos. Uma decisão ridícula da qual me arrependo todos os dias.
Me relacionei e namorei normalmente várias vezes, mas entre relacionamentos e ficantes ficava claro pra mim que isso não era o bastante pra essa sede bizarra. Eu usei do sexo como fuga, como justificativa, como "remédio". Era fácil, era só pagar e fazer. Como consequência eu não conseguia ter orgasmos ao transar com mulheres "normais". Eu me sentia estranho. Ao mesmo tempo que sentia que devia "performa bem" pra elas sentia que era um intruso na situação e não conseguia relaxar pra ter um momento agradável ou um orgasmo.
O vício em sexo é igual a um vício químico. Você sabe que ta fazendo merda, destrói sua cabeça, vira tudo de cabeça pra baixo e mesmo assim você não consegue parar.
Existem terapeutas especializados nisso e em breve procurarei por um. Eles são caros infelizmente, 200 reais por seção não é algo que consigo pagar tão facilmente. Mas saúde é caro não é?
Hoje eu sinto ódio de sexo. Meu maior desejo, e mais honesto de todos, era ser assexuado. Era esquecer que sexo existe. Olhar uma bunda de mulher e não sentir nada, olhar um rosto bonito e ver apenas uma pessoa, não uma "pessoa atraente". Meu sonho atual é ser completamente indiferente a sexo por que desejo sexual, pra mim, é um pesadelo do qual eu queria acordar mas não consigo.
É um inferno.
Sexo pra mim é prisão. E não-sentir nada pra mim seria a verdadeira definição de liberdade.
Poder ir a academia e malhar sem sentir nada pelo que vejo ao meu redor, ver apenas seres humanos e respeitar todos e todas como tal. Trabalhar, sair pra correr, comer, estudar, dormir, fazer tudo isso sentido a paz de não-sentir desejo.
Recentemente eu vejo ganhando peso devido a sedentarismo, e isso tem reduzido a minha libido. Graças a isso venho considerando sinceramente manter uma vida sedentárias pra ter mais momentos de liberdade mental como os que venho tendo.
Um verdadeiro viciado em sexo não é feliz. É uma pessoal que todos os dias é consumida por si mesma e por um desejo que nem a mais bizarra orgia irá saciar.
Eu me relacionei com tantas prostitutas que já perdia as contas a anos, e não tenho nenhum orgulho disso. Só tenho nojo de mim mesmo. Por sorte ainda tenho pessoas que me apoiam.
Enfim, esse é um tópico que eu gostaria de retratar e compartilhar ao menos pra que fique salvo na internet um relato real, e não um monte de histórias aleatórias de gente imbecil que usa do vício em sexo como desculpa. Vicio em sexo é uma desgraça que só quem tem sabe a merda que é.
Se você sente que é viciado ou viciada em sexo, se relaciona com garotas de programa ou transa com mais parceiros ou parceiras do que você realmente queria, procure um profissional. É caro pra cara#$%, mas é a unica saída.
Hoje em dia eu não sei se um dia serei feliz sexualmente ou se serei capaz de despertar do pesadelo e acordar um dia sem sentir desejo por sexo nunca mais. Eu não sei qual será o fim dessa história pra mim, mas pra todos o inicio da cura com certeza é a terapia.
Vicio em sexo ou em pornografia não é zoeira. É a pior merda que eu já vivi e ainda vivo neste 10 anos de desgraçamento mental.
Se cuidem e você se identificou com o que eu disse procure ajuda.
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2020.05.09 11:48 pinkbird_ Ele se declarou pra outra. E agora?

Bom, minha história é complicada então vou tentar resumir:
Sempre tive insegurança com uma amiga do meu namorado, sempre sofri muito com o fato de "precisar" lidar com a amizade deles. Antes de começarmos a namorar, alguns conhecidos nossos já tinham comentado comigo sobre o fato dele ser apaixonado por essa amiga mas nunca tive provas disso, só uma pulga atrás da orelha.
Conversamos algumas vezes e comuniquei que estava insegura, ele me disse que eu estava louca, que poderia estar implicando e que não tinha nada rolando entre eles. Seguimos namorando por muito tempo e a pulga sempre lá, atrás da minha orelha.
No último ano as coisas começaram a mudar. Alguns familiares dele comentaram comigo (em tom de brincadeira) sobre essa paixonite dele pela amiga. O sentimento de dúvida começou a ficar insuportável. Até que, em um encontro de amigos (onde meu namorado e a amiga estavam) ela decidiu contar pra todo mundo (inclusive pra mim) que seus pais sempre acharam que meu namorado era apaixonado por ela. Aquilo coroou uma insegurança que começou a virar uma obsessão pra mim.
Constantemente começamos a ter brigas por causa dela e sempre pedi pra que me dissesse a verdade. Até que um dia, depois de muita insistência (e uma dose de sexto sentido feminino), ele assumiu que foi atrás dela perguntar se ela ficaria com ele. Ela respondeu que não sabia, mas que acreditava que sim. Ele se declarou, falou dessa paixão da adolescência por ela e várias outras coisas que nem quero imaginar.
Depois desse banho de água fria, eu não sei mais o que fazer. Tentei ser compreensiva, já que ele acabou dizendo a verdade. Isso está destruindo a minha saúde. Perguntei algumas vezes se ele precisava da aprovação dela e o porquê de ter feito isso. Ele respondeu que não sabia mas que de alguma forma, tentou me punir por insistir tanto nesse assunto era "secreto" e que machucava ele.
Enfim... Agora essa amiga tem certeza que ele a ama, passou a interagir de maneira "desagradável" nas redes sociais dele e, de alguma forma, sinto que ela me ridiculariza entre os amigos dela por isso.
A questão é: o que eu faço? Será que estou criando uma tempestade em copo d'água e me importando demais com uma paixão adolescente? Será que ele é capaz de procurá-la de novo? Eu fui "traída"?
Eu não sei mais o que fazer e não tenho pessoas imparciais pra conversar sobre isso.
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2020.05.09 03:01 altovaliriano Petyr Baelish é o herói trágico de ASOIAF

Texto em inglês: shorturl.at/htxCS
Autor: u/BeautifulMania
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Permita-me começar do começo.
Petyr Baelish nasceu em 268 dC, tendo 27 anos no início da A Guerra dos Tronos.
Seu pai lutou ao lado de Hoster Tully na guerra dos Reis das Nove Moedas, e a amizade deles deu a Petyr a chance de ser promovido por uma grande casa depois que ele nasceu.
A lembrança mais antiga que vemos de Petyr é quando as jovens Catelyn e Lysa lhe serviram tortas de lama, as quais ele comeu tanto que ficou doente por uma semana. Isso mostra o quão jovem ele era quando foi enviado para Correrrio, e é muito provável que suas primeiras lembranças conscientes tenham ocorrido em Correrrio.
Ele era jovem demais para perceber as diferenças entre ele e seus irmãos de criação e entender algo de hierarquia social. Ele cresceu ao lado de Cat, Lysa e Edmure como iguais.
Os Tully eram sua família e Correrrio era sua casa.
Vemos o quão influente a criação foi no relacionamento de Ned e Robert. Eles estavam mais próximos um do outro do que seus irmãos verdadeiros, e os dois encaravam Jon Arryn como pai.
Hoster era uma figura paterna para Petyr, e ele foi criado pelas palavras Família, Dever e Honra. Ele cresceu em um castelo idealizado, sonhando com cavaleiros das canções e amor verdadeiro, muito parecido com Sansa.
Até Peixe Negro era como um tio:
E no entanto, durante todos os anos de infância e juventude, foi Brynden, o Peixe Negro, que os filhos de Hoster procuraram com suas lágrimas e suas histórias, quando o pai estava muito ocupado ou a mãe doente demais. Catelyn, Lysa, Edmure… e, sim, até mesmo Petyr Baelish, o protegido do pai deles… Escutara-os a todos pacientemente, tal como a escutava agora, rindo de seus triunfos e solidarizando-se com seus infantis infortúnios.
(AGOT, Catelyn VI)
Quando ele e os Tully ficaram mais velhos, no entanto, as diferenças entre acabaram sendo evidentes.
Petyr, que veio do menor dos Dedos do Vale, ganhou o apelido de Mindinho, um lembrete constante de suas origens humildes, propriedades pobres e nascimento baixo.
No entanto, ele aspirava ser um Tully, como foi criado para ser. Ele era idealista e amoroso, e, apesar do apelido, acreditava que poderia superar seu baixo nascimento. Não era como se ele tivesse escolhido nascer filho de um senhor pobre. O que tornava um homem melhor do que outro, simplesmente por nascer de uma casa diferente? Aos seus olhos, nada.
Eventualmente, à medida que as crianças cresceram, as coisas começaram a mudar. Ele, Cat e Lysa brincavam de beijar, como crianças curiosas costumam fazer, e Petyr acabou desenvolvendo sentimentos por sua irmã adotiva, Catelyn Tully.
Ele se apaixonou por ela e, mais tarde, quando os senhores Bracken e Blackwood vieram visitar Correrrio, ele e Cat passaram a noite dançando. Petyr e Edmure ficaram bêbados naquela mesma noite e ele tentou beijar Cat. Quando ela rejeitou seus avanços, vemos como ele ficou arrasado aqui:
e Petyr tentou beijar a sua mãe, mas ela o afastou. Riu dele. Ele pareceu tão magoado que eu achei que o meu coração fosse estourar, e depois bebeu até perder os sentidos em cima da mesa. Tio Brynden levou-o para a cama antes que meu pai o encontrasse naquele estado.
(ASOS, Sansa VII)
Foi quando ele foi estuprado por sua outra irmã adotiva, Lysa Tully. Ele foi arrastado para a cama, bêbado demais para andar, muito menos para dar consentimento. Lysa então entrou em seu quarto e o confortou. Um jovem Petyr, em sua confusão bêbada, acreditava que ela era Cat e confessou seu amor por ela.
Lysa acabou engravidando desse encontro, algo que abordarei um pouco mais adiante.
Alguns meses depois, quando Petyr tinha apenas 14 anos, ele descobriu que Cat se casaria com Brandon Stark, de 20 anos.
Agora, tente imaginar as coisas da perspectiva de Petyr. Ele ama Catelyn, e devido ao seu encontro bêbado com Lysa, crendo que ela era Cat, acreditava que ela também o ama. Agora aqui vem este homem mais velho do Norte selvagem, conhecido como o lobo selvagem de sangue quente, para roubar Cat contra sua vontade. Foi um casamento arranjado, e até sabemos que Catelyn não amava Brandon, mas estava simplesmente cumprindo seu dever.
Bem, Petyr foi criado pelas palavras Família, Dever e Honra. A família vem antes do dever, e Cat não era apenas sua família, mas a família que ele acreditava erroneamente que o amava como ele a amava. Ele acreditava que tirara a virgindade de Cat e, portanto, tinha que proteger sua honra.
Então, ele fez o que achava certo e desafiou Brandon - apesar da grande diferença de idade e da capacidade física - a um duelo tanto por Cat, quanto por ele mesmo.
Antes do duelo, Petyr pediu a Cat seu favor, ainda acreditando que ela o amava. Como sabemos, ela o recusou e deu a Brandon, pois era seu dever. E Edmure, o garoto com quem havia sido criado como irmão, se ofereceu para ser o escudeiro de Brandon. Dois de seus familiares mais próximos, a quem ele amava, escolheram um estranho a ele, e ainda assim ele lutou.
Aquela luta terminara quase tão depressa como começara. Brandon era um homem-feito, e empurrou Mindinho ao longo de toda a muralha e pela escada da água abaixo, fazendo chover aço sobre ele a cada passo, até deixá-lo cambaleando e sangrando de uma dúzia de ferimentos. “Renda-se!”, ele gritou, mais de uma vez, mas Petyr limitara-se a balançar a cabeça e continuou lutando, carrancudo. Quando o rio já lhes batia nos tornozelos, Brandon finalmente acabou com a luta, com um golpe brutal dado por trás que cortou a malha e o couro de Petyr e se enterrou na carne mole sob suas costelas, tão profundamente que Catelyn teve certeza de que a ferida era mortal. Ele a olhara ao cair e murmurara “Cat”, enquanto o sangue vermelho vivo brotava por entre os dedos recobertos de cota de malha. Catelyn julgara que tivesse esquecido aquilo.
(AGOT, Catelyn VII)
Apesar de ter sido espancado quase até a morte, Petyr nunca desistiu de tentar salvar a mulher que amava. Ele era idealista e sonhador, novamente, exatamente como Sansa.
Esse duelo foi a última vez que ele viu o rosto de Cat (até o começo da história dos livros). Ele enviou uma carta para ela depois, mas ela apenas a queimou sem ler.
Ele ficou tão machucado que não podia andar nem montar a cavalo, e, mesmo assim, o homem que ele via como pai o expulsou de sua casa em uma ninhada liteira antes mesmo de estar completamente curado.
Mas o duelo foi realmente a razão disso?
Gostaria de passar a vida naquela costa desolada, rodeada de mulheres porcas e cocozinhos de ovelha? Era isso que meu pai queria para Petyr. Todo mundo pensou que foi por causa daquele estúpido duelo com Brandon Stark, mas não é verdade.
(ASOS, Sansa VII)
Hoster descobriu a gravidez e providenciou o aborto da criança.
O pai disse que eu devia agradecer aos deuses por um senhor tão grande como Jon Arryn estar disposto a me aceitar manchada, mas eu sabia que era só por causa das espadas. Tinha de me casar com Jon, senão meu pai iria me expulsar como fez com o irmão, mas era a Petyr que eu estava destinada. Estou lhe contando isso tudo para que compreenda como nos amamos um ao outro, quanto tempo sofremos e sonhamos um com o outro. Fizemos juntos um bebê, um precioso bebezinho. – Lysa encostou as mãos na barriga, como se a criança ainda estivesse ali. – Quando o roubaram de mim, prometi a mim mesma que nunca deixaria que voltasse a acontecer.
(ASOS, Sansa VII)
Petyr perdeu sua família e sua casa por engravidar Lysa, depois que ela o estuprou.
De uma só vez, enquanto estava à beira da morte, Petyr perdeu a mulher que amava, sua irmã adotiva, seu tio adotivo, foi traído por seu irmão adotivo, foi expulso de sua casa pelo homem que via como pai. Ele perdeu tudo o que já havia conhecido ou amado. E por que? Por tentar fazer o que ele achava certo e por seguir os ideais com os quais foi criado como Tully.
Todo mundo acredita que seus problemas decorrem de seu amor não correspondido a Cat, mas é muito mais profundo do que isso. Ele perdeu tudo e foi banido do único lugar ao qual sentia que pertencia.
Essa perda devastadora do mundo acaba transformando o Petyr idealista em Mindinho, mas Mindinho é uma máscara necessária.
Petyr Baelish é um herói. Sua história é o conto clássico do oprimido lutando contra a elite corrupta. Um garoto pobre e humilde, pequeno em estatura e desprezado a vida inteira. O amor de sua vida foi arracando dele contra seus desejos por um homem mais poderoso e rico. Um homem que pertencia a uma casa selvagem do norte que detém o domínio de mais de dois terços de Westeros.
Depois que ele testemunha a natureza feia da cultura Westerosi e o sistema que a governa, o jovem Petyr Baelish decide minar e destruir o sistema social distorcido que favorece o nascimento e a crueldade acima do mérito e da bondade.
Através de muito trabalho e planejamento cuidadoso, ele sobe a escada social passo a passo, enfrentando uma elite de classes mais altas muito mais afortunada do que ele.
Uma verdadeira réplica de Davi vs. Golias.
Petyr Baelish, como o clássico herói dos contos de fadas, acaba por acabar com o malvado rei Joffrey.
O próprio Joffrey é uma pura manifestação de quão falho é realmente o sistema Westerosi. Ele representa tudo o que Petyr Baelish despreza. Ele era uma criança cruel e incompetente, mas foi colocado no comando de todo o reino simplesmente por ser seu "direito de nascença".
Enquanto haja um sistema que permita que isso aconteça, o reino nunca poderá realmente prosperar. Um líder deve ser alguém que conquiste sua posição, não alguém que simplesmente tenha o direito a ela.
E assim todo o sistema deve ser destruído e reconstruído.
Esse fardo é pesado, mas alguém precisa dar um passo à frente e suportá-lo. Alguém tem que mudar a maneira como as coisas são, porque simplesmente não podem continuar como estão. Será difícil, haverá sacrifício, inocentes sofrerão no processo, e o homem que carrega esse fardo pode ter que abrir mão de sua própria alma para seguir em frente, mas esse é o preço de um mundo melhor, e Petyr Baelish está pagando. Para todos nós.
Petyr Baelish é o Proxeneta Que Foi Prometido e o verdadeiro herói de As Crônicas de Gelo e Fogo.
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2020.05.02 06:24 khkjzhxckj Minha insegurança está acabando com meu relacionamento

Tenho 22 anos, meu namorado tem 25, namoramos há 4 anos e moramos juntos há 1. Um pouco de contexto que eu acho que tem a ver com o problema. Meu pai nunca quis saber de mim, minha mãe me criou solteira até que na metade/final da minha infância ela se casou de novo, teve novos filhos e parou de me dar atenção, por um tempo eu continuei chamando ela pras atividades que fazíamos juntas antes, mas a tentativa foi frustrada e eu jurei pra mim mesma que nunca mais ia mendigar atenção.
Voltando pro hoje, tenho quase certeza que o problema não é meu namorado (vocês que vão confirmar pra mim). Toda vez que ele passa bastante tempo fazendo alguma atividade que não me envolve, eu me sinto muito mal. Se é só um dia ou algo assim tudo bem, mas por exemplo essa semana ele está animado com um jogo no computador e fora ontem a noite, ele não tem ficado nada comigo. Chega do trabalho e vai fazer as coisas dele e não se importa de ir pra cama quando eu já estou dormindo. Hoje mesmo, feriado, são 1h da manhã e ele está jogando desde manhã, não fez nada comigo e eu fico com raiva e triste porque parece que ele não se importa em ficar comigo. Em outras conversas ele falou pra eu chamar ele pra fazer algo, e na hora me pareceu ok posso fazer isso mas agora eu vejo que não consigo por medo de ser rejeitada, só a ideia me dá ódio. Eu amo ele e sei que ele me ama, mas ele sempre foi muito individual e eu também era quando não morávamos juntos, a gente ficava alguns dias separados e tudo bem, agora que estamos todo dia juntos se ele não quer ficar um pouco comigo quase todos os dias, eu fico assim. Eu chego a pensar em terminar e eu acho loucura porque nosso relacionamento no geral é ótimo, ele me trata bem, me respeita, nós nos entendemos bem... menos nisso. Eu penso que quando eu não amava ninguém eu não sentia essa raiva de ser rejeitada e eu não quero sentir isso e já que eu não tenho dinheiro pra pagar por terapia eu não tenho como continuar esse relacionamento. Não quero impedir ele de fazer as coisas que ele quer, mas assim sinto esse sentimento horrível e não consigo superar esse trauma, não posso nem conversar com ele sobre isso porque vou falar oq? "Por causa de um trauma de infância eu sou emocionalmente fodida e preciso que você se ocupe menos com seus afazeres pra me dar atenção, obrigada"...
Se alguém leu até aqui, o que você acha? Ele age mal por as vezes ficar tão focado em outras coisas ou o problema é mesmo totalmente eu?
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2020.04.13 20:43 mkrtyy O que fazer com minha vida!? Continuar ou "parar" de vez!?

Será um texto BEM grande e, espero que consigam ler até o final.
Antes, preciso contar o que aconteceu comigo nesses últimos dois anos:
Em 2018 conheci uma garota pelo Facebook, da qual me apaixonei bem rápido e começamos a namorar com apenas uma semana de conversa(Um puta erro, eu sei). Tivemos 3/4 belos meses de namoro; eu perdi a minha virgindade com ela e, com o passar do tempo fomos tendo relações mais frequentemente e, todas sem proteção(mais um erro, eu sei). Lá para o 5° mês de namoro, ela me veio com uns papos de "querer ter um filho comigo", mesmo a gente sendo muito novos(Tínhamos ambos 15 anos na época), eu sempre tentava "resistir" quanto a isso e recusar, porém, com o passar do tempo ela começou a fazer várias chantagens emocionais para que eu aceitasse fazer aquilo. Eu era bem carente e me sentia sozinho, começou a vir os pensamentos que ela me deixaria caso eu ficasse recusando, foi nisso que cometi o maior erro da minha vida: eu "aceitei". Fizemos, e pra minha """surpresa""" realmente aconteceu dela engravidar(Avá). Me arrependia a cada dia mais, a ficha não caia de forma alguma. Com o passar do tempo nosso namoro foi se decaindo, eu não me sentia mais tão feliz ao lado dela, mas, não queria terminar por ser meu primeiro namoro sério e que havia citado tanto e, por ela estar grávida essa decisão pesava mais ainda.
Meu filho nasce, a essa altura eu já estava exausto de tudo que passava com ela, não me sentia mais feliz com aquilo, mas, mesmo assim continuava com ela.
Vamos chamá-la de Fabiana.
Fabiana e eu, por influência do meu pai começamos a morar juntos em uma casa de um parente meu que estava desocupada. Detalhe: eu e nem ela trabalhávamos mas mesmo assim decidimos morar juntos, com nosso filho também, é claro. 2018 se passou e isso tudo já ocorria em 2019.
2019 com certeza foi o pior ano da minha vida, resumido em cansaço físico e mental constantemente, não aguentava toda aquela situação em que eu passava todos os dias, toda aquela pressão familiar e da Fabiana para arrumar um emprego, toda aquela dificuldade que passávamos(eu tinha que ir todo santo dia na minha mãe pegar comida para nós comermos). Qualquer discussão, por quão pequena que fosse eu já sentia uma vontade enorme de chorar, minha cabeça já não aguentava mais. A vida foi perdendo a cor, eu sentia que não tinha mais sentido algum tentar ser feliz, o único caminho que eu poderia seguir era o da tristeza e amargura.
Na minha vida, eu conhecia uma outra garota antes da Fabiana, vamos chamá-la de "Ana". Ana e eu não tínhamos muito contato, ela era uma colega de classe minha, mas, que era uma pessoa que eu admirava muito e a achava muito linda. Eu sentia algo por Ana, porém, a minha insegurança quanto a minha pessoa era enorme, tanto que, decidi ignorar quaisquer sentimentos que eu sentia por ela e por esse motivo decidir começar meu namoro com a Fabiana.
Pois bem, no final de 2019 ainda com a Fabiana, começo a me lembrar da Ana e não tirar ela da cabeça 1 minutos sequer, isso me corroia por dentro a cada dia mais. As brigas já eram constantes e eu não aguentava mais a Fabiana, uma garota com um ciúmes fora do normal, que até mesmo ficava me dando tapas na cara por eu supostamente, de acordo com ela, olhar as garotas na rua quando saiamos juntos. Era horrível.
Finalmente chega 2020, eu já estava enlouquecendo com a Fabiana, depois de tantas discussões logo no começo do ano, brigas realmente MUITO feias e que todo mundo via, um "quebra pau" diariamente. Faço meus 17 este ano e é meu último ano na escola, Ana ainda estudava comigo, só haviam me mudado da sala dela, mas, ainda estudariamos no mesmo horário.
Em Janeiro mando uma mensagem a Ana, ela não responde(Ana namora, eu mando apenas um "Oi, tudo bem?" E coisas do tipo). No meio de Janeiro, incrivelmente Ana me manda uma mensagem, pergunto se ela está bem e ela diz que não, ela me diz o motivo: o namoro dela já não dá mais certo. Sinto um pouco de esperança nisso(KKK).
Dou meus conselhos de acordo com o que ela me diz(realmente estava uma merda o namoro dela e o melhor era terminar). Pois bem, ela termina o namoro e passamos a conversar frequentemente. Em Janeiro tentei me matar ao menos 4 vezes, por toda aquela pressão e cansaço que eu sofria com Fabiana. A última briga que tivemos foi bem feia, tanto que, deixo de morar com minha mãe para ir morar com minha irmã.
Hoje, eu e Fabiana temos uma "relação" maravilhosa, mas, admito ainda ficar mal com todo meu passado recente.
O motivo por eu ainda ficar assim: Eu e Ana ainda não podemos namorar e ficar juntos.
Minha mãe trabalha com a mãe dela e, a mãe dela sempre ouvia sobre meu antigo relacionamento(não preciso nem dizer que não eram coisas boas). Ela criou algo na cabeça dela(Mãe da Ana): Eu namorava uma LOUCA.
Mãe da Ana não aceita que a filha dela namore comigo, por medo da minha Ex(Fabiana). Tem a questão de eu ter um filho ao 17 também, o que a deixa com um pé atrás também, e que, já fez a Ana ouvir coisas do tipo: "Você vai assumir o filho dele?" E blablablá.
Ana, tem MUITO medo aparentemente de seus pais, quer sempre a aceitação deles, pelo o que ela disse a mim. Ela decide "esconder" a gente por um tempo dos pais dela e, contar "na hora certa".
Hoje, me sinto com um medo enorme de, talvez não ficar com Ana e me afundar mais ainda, pela questão de "não superar" esse meu passado recente e traumático. Acho que não consigo mais ficar sozinho, não conseguiria mais seguir em frente.
Bom, fui ao psiquiatra, me passaram dois remédios: Um para depressão e outro Ansiedade, marcaram terapia com o Psicológico(Que não estou indo por conta do Corona).
Só queria palavras de apoio, para tentar seguir em frente com a Ana e vencer quaisquer eventos ruins que possam acontecer mesmo.
Ultimamente me sinto numa Ansiedade enorme, ando sempre estressado e sem rumo. Dicas de como controlar toda essa Ansiedade seriam muito bem vindas.
Agradeço muito a quem leu até o final, espero que sejam todos muito felizes e que, nunca passem pelo o que eu passei. O que mais fica em mim hoje é o arrependimento de muitas das minhas atitudes do passado.
Algumas coisas a esclarecer:
Ana admite também sentir interesse em mim, desde antes de tudo isso, eu apenas fui tolo e inseguro para não me abrir com ela naquele tempo.
Não culpo meu filho por nada do que aconteceu, pelo contrário: eu o amo e coloco ele a frente de tudo atualmente.
(CASO EU ESQUEÇA DE ALGO FAÇO UM EDIT)
P.s: se houver algo que não está claro para vocês, digam que eu esclarecerei.
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2020.04.04 04:52 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 6

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53563214511
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6

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A Dama Faz Protestos Demasiados

No episódio anterior de A Grande Conspiração do Norte, Harwood Stout, juramentado a Lady Dustin, foi visto conversando baixinho com Terror das Rameiras Umber, um conhecido “sócio” de Lorde Manderly desde A Fúria dos Reis. Do que eles falaram? Não procure para além do tour guiado por Lady Dustin às criptas de Winterfell no final do capítulo.
Theon vagueia sem rumo por algum tempo após o desjejum, atravessando as partes destruidas do castelo, subindo para as ameias e confessando no bosque sagrado. Durante esse mesmo período, a Senhora Dustin manda seus homens procurarem nas adegas, até nas masmorras, a entrada para as criptas. Seguindo as instruções de Theon, eles encontram essa entrada e passam meia hora cavando neve e entulho para descobrir a porta congelada, que precisou ser aberta com um machado. Todo esse esforço foi feito apenas para que ela se apresentasse um queixa antiga tendo apenas pedra fria, Theon e os silenciosos mortos como companhia. Que outro motivo a Senhora Dustin poderia ter para visitar as criptas?
Segundo a teoria, ela teria acabado de ouvir de Manderly (quem ouviu de Stout e Terror das Rameiras) que Bran e Rickon sobreviveram. Os meninos, Osha, Jojen, Meera e Hodor fugiram de seus perseguidores, escondendo-se nas criptas. É o que Bran conta ao moribundo meistre Luwin, enquanto Wex espia de seu esconderijo na árvore coração. O grupo de Bran também deixa evidências de sua estadia.
Osha levava sua longa lança de carvalho numa mão e o archote na outra. Uma espada nua pendia de suas costas, uma das últimas a ostentar a marca de Mikken. Forjara-a para a sepultura do Lorde Eddard, para deixar seu fantasma em descanso. Mas com Mikken morto e os homens de ferro de guarda no arsenal, era difícil resistir a bom aço, mesmo se implicasse assaltar uma tumba. Meera tinha ficado com a lâmina de Lorde Rickard, apesar de se queixar de seu peso. Bran ficou com a do seu homônimo, a espada feita para o tio que nunca conhecera.
(ACOK, Bran VII)
Até Hodor rouba uma espada ao sair.
O cavalariço tinha se esquecido de sua espada, mas agora se lembrara.
– Hodor! – exclamou. Foi buscar a arma.
Tinham três espadas mortuárias que trouxeramdas criptas de Winterfell quando Bran e o irmão Rickon se esconderam dos homens de ferro de Theon Greyjoy. Bran ficou com a espada do tio Brandon; Meera, com aquela que encontrara sobre os joelhos do avô, Lorde Rickard. A lâmina de Hodor era muito mais velha, um enorme e pesado pedaço de ferro, embotado por séculos de negligência e cheio de pontos de ferrugem.
(ASOS, Bran I)
Enquanto estava nas criptas com Theon, a Senhora Dustin nota especificamente as espadas que faltam.
– Aquele rei perdeu sua espada – a Senhora Dustin observou.
Era verdade. Theon não se lembrava que rei era aquele, mas a espada longa que devia segurar se fora. Marcas de ferrugem permaneciam para mostrar o lugar em que a lâmina estivera. [...] Seguiram adiante. O rosto de Barbrey Dustin parecia mais duro a cada passo. Ela não gosta deste lugar tanto quanto eu. Theon se ouviu falando:
– Minha senhora, por que odeia os Stark?
Ela o estudou.
– Pela mesma razão que você os ama. [...] Por que você ama os Stark?
– Eu... – Theon colocou uma mão enluvada contra um pilar. – ... eu queria ser um deles...
– E nunca pôde. Temos mais em comum do que imagina, meu senhor. Mas venha.
Apenas um pouco adiante, três tumbas estavam agrupadas juntas. Foi lá que pararam.
– Lorde Rickard – a Senhora Dustin observou, estudando a figura central. A estátua pairava sobre eles; rosto comprido, barbado, solene. Tinha os mesmos olhos de pedra dos demais, mas os seus pareciam tristes. – Ele tampouco possui uma espada.
Era verdade.
– Alguém esteve aqui embaixo roubando espadas. A de Brandon se foi também"Aquele rei está sentindo falta da espada", observou Lady Dustin.
(ADWD, O Vira-casaca)
Suponhamos que o verdadeiro objetivo da Senhora Dustin nas criptas seja confirmar a história de Wex. O que ela conta a Theon sobre sua história pessoal com os Starks não é mentira, é claro, mas também serve como cortina de fumaça para suas investigações, caso Ramsay (ou, pior ainda, Roose) questione suas ações. Embora a Senhora Dustin avise Theon para não repetir nada do que ela disse, ela deve saber que ele falharia na tentativa de manter segredos dos Bolton, se eles perguntassem abertamente. Theon e sua crença de que ela odeia os Starks são seu álibi.
No entanto, Roose parece ter certeza da lealdade da Senhora Dustin à Casa Bolton. Por que ela o abandonaria? Para começar, o que quer que os Starks tenham cometido com ela não muda o fato de que Rickard, Brandon e (agora) Ned estão todos mortos. Portanto, não são mais alvos satisfatórios de seu ressentimento. É verdade que a Senhora Dustin ainda pode guardar rancor contra os Starks. Porém não tanto quanto por Ramsay. A Senhora Dustin despreza Ramsay, e o sentimento é inteiramente mútuo.
– Deveria ter sido você a organizar o banquete, para celebrar meu retorno – Ramsay reclamou –, e deveria ter sido no Solar Acidentado, não nessa latrina de castelo.
– Solar Acidentado e suas cozinhas não estão a minha disposição – seu pai disse suavemente. – Sou apenas um convidado lá. O castelo e a cidade pertencem à Senhora Dustin, e ela não pode sustentá-lo lá.
O rosto de Ramsay ficou sombrio.
– Se eu cortar as tetas dela e der de comer para minhas garotas, ela me sustentará então? Ela me sustentará se eu arrancar a pele dela para fazer um par de botas para mim?
– Improvável. E essas botas sairiam caras. Elas nos custariam Vila Acidentada, a Casa Dustin e os Ryswell. – Roose Bolton sentou-se do outro lado da mesa, de frente para o filho. – Barbrey Dustin é a irmã mais nova da minha segunda esposa, filha de Rodrik Ryswell, irmã de Roger, Rickard e do meu homônimo Roose, prima dos outros Ryswell. Ela gostava do meu falecido filho e suspeita que você tenha alguma coisa a ver com a morte dele. A Senhora Barbrey é uma mulher que sabe nutrir uma mágoa. Seja grato por isso. Vila Acidentada é leal aos Bolton em grande parte porque ela ainda culpa Ned Stark pela morte do marido.
Leal? – Ramsay fervilhava. – Tudo o que ela faz é cuspir em mim. Chegará o dia em que colocarei fogo em sua preciosa cidade de madeira. Deixe ela cuspir nisso, para ver se apaga as chamas.
(ADWD, Fedor III)
O fato de Ramsay ter assassinado Domeric Bolton a sangue frio é um dos segredos mais mal guardados do Norte. Acho que a Senhora Dustin prefere que a justiça seja feita contra o assassino de seu amado sobrinho do que, em nome de sua vingança contra os Starks, continuar a apoiar um regime que legitima Ramsay como herdeiro. De todo modo, os Stark nem seriam culpados pela morte de seu marido, já que Lorde Dustin decide ir para o sul por seu próprio orgulho.
Além disso, a Senhora Dustin não estaria sozinha em sofrer se Ramsay herdarsse, legalmente ou não, o controle do norte. Vila Acidentada e seus habitantes poderão ser vítimas da ira indiscriminada de Ramsay, e os senhores menores sob a proteção dela, como Stout, provavelmente não se sairão muito melhor. No caso improvável de que Ramsay de alguma forma se contenha de responder ofensas passadas com fúria assassina, ele ainda não demostrou ter interesse em colocar o bem-estar de suas terras e povo sobre seu próprio bel-prazer egoísta. Tudo o que se pode dizer sobre os Starks, bons ou ruins, é que eles são governantes justos e nos quais pode-se confiar para proverem o Norte durante um inverno rigoroso, como fizeram por milhares de anos.
Por fim, a Senhora Dustin traça paralelos entre Theon e ela mesma. Theon, que percebeu que nunca odiava verdadeiramente os Starks. Ele os amava como a única família que conheceu e estava rancoroso por não poder ser um deles por completo. Faz dezesseis anos desde a Rebelião de Robert. Certamente, a Senhora Dustin fez uma pequena auot-reflexão e possivelmente chegou à mesma conclusão que Theon? Ela amava Brandon e talvez Lyanna também, como uma irmã, sendo ambas selvagens, ferozes e bonitas?
Em minha opinião, quando ela sai das criptas, a Senhora Dustin teria decidido participar da conspiração de Manderly. E ela traz os Ryswells consigo.
Há algum indício sobre a mudança de fidelidade da Senhora Dustin e Ryswell? Sim, de fato existem!
[Dustin:] E Lorde Wyman não é o único homem que perdeu um parente em seu Casamento Vermelho, Frey. Acha que o Terror-das-Rameiras tem algum bom sentimento por você? Se vocês não tivessem prendido Grande-Jon, ele teria arrancado suas entranhas e feito vocês comê-las, como a Senhora Hornwood comeu seus dedos. Flint, Cerwyn, Tallhart, Slate... todos tinham homens com o Jovem Lobo.
– A Casa Ryswell também – disse Roger Ryswell.
– Até os Dustin fora de Vila Acidentada – a Senhora Dustin separou seus lábios em um sorriso fino e selvagem. – O Norte se lembra, Frey.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Não apenas nós, leitores, ficamos sabendo que Ryswells e Dustins morreram no Casamento Vermelho, mas vimos a Senhora Dustin citar o slogan da vingança de Manderly para um Frey com um sorriso decididamente lupino.
– Para lutar com Lorde Stannis, temos que encontrá-lo primeiro – Roose Ryswell observou. – Nossos batedores saíram pelo Portão do Caçador, mas até agora nenhum deles retornou.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Batedores Ryswell? Agora, lembre-se de que uma teoria coloca Robett Glover como líder do segundo exército do Norte, fora dos muros de Winterfell, o qual teria subido a Faca Branca no rastro de Manderly e se aproximado sob a cobertura da tempestade de neve. Talvez esses batedores desaparecidos tenham ordens para entrar em contato com Glover e informá-lo sobre a evolução da coisa em Winterfell? Ao menos eles não foram encontrados, vivos ou mortos, pelos homens de Stannis.
– Qualquer homem lá fora, neste tempo, estará com o pau congelado. [riu Rickard Ryswell]
– Lorde Stannis está perdido na tempestade – disse a Senhora Dustin. – Está a quilômetros de distância, morto ou moribundo. Deixe o inverno fazer o pior. Alguns poucos dias e as neves enterrarão ele e seu exército.
E nós também, pensou Theon, impressionado com a tolice da mulher. A Senhora Barbrey era do Norte e deveria saber mais. Os velhos deuses estariam ouvindo.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Talvez ela saiba mais, mas está tentando ganhar tempo. Tanto para os conspiradores finalizarem seus preparativos quanto para Stannis chegue com um exército de reserva.
– O que está sugerindo, Frey? – O Senhor de Porto Branco secou a boca com a manga. – Não gosto do seu tom, sor. Não, nem um maldito bocado.
– Vá para o pátio, seu saco de sebo, e eu servirei todos os malditos bocados que seu estômago aguentar – disse Sor Hosteen.
Wyman Manderly riu, mas meia dúzia de seus cavaleiros ficou em pé ao mesmo tempo. Coube a Roger Ryswell e Barbrey Dustin acalmá-los com palavras apaziguadoras. Roose Bolton não disse nada. Mas Theon Greyjoy viu um olhar em seus olhos claros que nunca vira antes – uma inquietação e, até mesmo, uma pitada de temor.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Roose sabe há muito tempo que Manderly planeja uma traição (ADWD, Fedor III), mas o fato de que Lorde Wyman tenha abandonado a cautela, antagonizando abertamente os Freys durante a ceia, deveria sugerir que os planos de seus amigos estão alcançando o objetivo. E não acredito que Roose tenha certeza de quais são esses planos ou quem está envolvido neles, daí o medo inquieto que Theon observa.
Com Lady Dustin e os Ryswells a bordo, praticamente todas as Casas nortenhas em Winterfell se viraram contra os Boltons, deixando de fora os Freys, que neste momento são homens mortos andando. Manderly provacando os Frey no último POV de Theon pode ter sido um ato premeditado para estimular que Roose fizesse exatamente o que ele fez. Ou seja, enviar os homens de Frey e Porto Branco juntos para dar batalha a Stannis. Muito provavelmente, em minha opinião, as forças de Manderly darão um golpe nos Freys na primeira boa oportunidade que tiverem – digamos, depois que a vanguarda dos Frey cair em um lago congelado – depois debater com Stannis e os quatro mil nortenhos que ele tem sobre como tomar Winterfell e remover os Boltons do poder.

O Problema com Stannis Baratheon

Grande Jon Umber já teve uma coisa ou duas a dizer sobre Stannis.
Renly Baratheon não é nada para mim, e Stannis também não. Por que haveriam de governar a mim e aos meus de uma cadeira florida qualquer em Jardim de Cima ou Dorne? Que sabem eles da Muralha ou da Mata de Lobos, ou das sepulturas dos Primeiros Homens? Até os seus deuses estão errados. Que os Outros levem também os Lannister, já tive deles mais do que a minha conta – esticou a mão atrás do ombro e puxou a sua imensa e longa espada de duas mãos. – Por que não havemos de nos governar de novo a nós mesmos? Foi com os dragões que casamos, e os dragões estão todos mortos! – apontou com a lâmina para Robb. – Está ali o único rei perante o qual pretendo vergar o meu joelho, senhores – trovejou. – O Rei do Norte!
(AGOT, Catelyn XI)
Bem, como se vê, Stannis realmente conhece pouco sobre a Muralha e da Mata dos Lobos, mas está disposto a aprender, através de uma experiência dolorosa em primeira mão. Sua determinação corajosa em A Dança dos Dragões de ver o Norte livfre dos Boltons e Freys ganhou muitos admiradores. E, para esses e outros leitores, parecia completamente ingrato que os nortenhos subsequentemente rejeitem Stannis como seu rei em uma traição que certamente manchará para sempre a honra do norte.
Infelizmente para Stannis, no entanto, existem dois fatores principais trabalhando contra ele: 1) Seu deus vermelho, sempre faminto por sacrifícios, ainda é o errado. 2) Os nnortenhos simplesmente amam mais os Starks e não se importam com o Trono de Ferro.
Seis homens da rainha lutavam para colocar dois enormes postes de pinheiro em buracos que outros seis homens da rainha haviam cavado. Asha não teve que perguntar para que serviam. Ela sabia. Estacas. O anoitecer estaria sobre eles em breve, e o deus vermelho precisava ser alimentado. Uma oferenda de sangue e fogo, os homens da rainha chamavam, para que o Senhor da Luz possa voltar seus olhos de fogo sobre nós e derreter estas neves três vezes amaldiçoadas.
– Mesmo neste lugar de medo e escuridão, o Senhor da Luz nos protege – Sor Godry Farring disse para os homens que haviam se reunido para ver as estacas sendo marteladas dentro dos buracos.
– O que esse seu deus sulista tem a ver com a neve? – exigiu saber Artos Flint. Sua barba negra tinha uma crosta de gelo. – Isso é a ira dos antigos deuses sobre nós. É a eles que devemos agradar.
– Sim – disse Grande Balde Wull. – O Rahloo vermelho não significa nada aqui. Vocês apenas deixarão os antigos deuses mais zangados. [...]
Os quatro foram acorrentados de costas uns para os outros, dois em cada estaca. [...]À visão de Stannis, dois dos homens atados às estacas começaram a implorar por misericórdia. O rei ouviu em silêncio, sua mandíbula cerrada. Então disse para Godry Farring:
– Pode começar. [...]
Depois de um tempo, os gritos pararam. [...]
Clayton Suggs esgueirou-se ao lado dela.
– A boceta de ferro gostou do espetáculo? [...] A multidão será ainda maior quando for você se contorcendo na estaca. [...]
[Alysane:] A Senhora Asha não será queimada.
– Ela será – insistiu Suggs. – Já abrigamos essa adoradora do demônio entre nós por muito tempo. [...]
A Mulher-Ursa falou.
– E se você a queimar e a neve continuar a cair, e então? Quem queimará em seguida? Eu?
Asha não pôde segurar a língua.
– Por que não Sor Clayton? Talvez R’hllor goste de um dos seus. [...]
Sor Justin riu. Suggs achou menos graça.
– Aproveite suas risadinhas, Massey. Se a neve continuar a cair, veremos quem vai rir por último. – Olhou para os homens mortos nas estacas, sorriu e foi se juntar a Sor Godry e os outros homens da rainha. [...]
[Massey:] Se juntarão a mim [para cear], minhas senhoras?
Aly Mormont sacudiu a cabeça.
– Não tenho fome.
– Nem eu. Mas faria bem em engolir um pouco de carne de cavalo mesmo assim, ou em breve poderá desejar ter feito isso. [...]
Aly sacudiu a cabeça.
– Eu não.
(ADWD, O Sacrifício)
Eu penso que seja seguro concluir que Alysane Mormont não está impressionado com R'hllor, seus seguidores ou que o rei Stannis aprove práticas tão cruéis. Tampouco estão os homens do clã das montanhas. Curiosamente, no jantar, Artos Flint, Grande Balde Wull e o resto dos líderes dos clãs não são mencionados, possivelmente indicando que estão ausentes. Isso levou a algumas especulações de que a reunião de Alysane com os Liddles, Norreys, Wulls e Flints, cujos julgamentos iniciais de Stannis teria sido favorável enquanto ele comeu e bebu com eles.
Jon avisa Melisandre que os clãs das montanhas não admitirão insultos às suas árvores do coração (ADWD, Jon IV). Melisandre não acompanha Stannis a Winterfell, mas, no entanto, o devido respeito não foi pago aos deuses antigos. Pior ainda, com Flints e Norreys em Castelo Negro, as notícias poderiam muito bem se espalhar sobre como a sacerdotisa vermelha de Stannis e os homens da rainha forçam os selvagens a queimar pedaços dos represeiros sagrados do norte ao atravessar a Muralha (ADWD, Jon III). Os nortenhos estão dispostos a tolerar a adoração dos Sete, pois criar algumas seitas aqui e ali não perturba seus bosques sagrados, mas R'hllor é um deus ciumento e seus arrogantes devotos sulistas fariam conversões à força.
Enquanto Stannis, sua rainha ou seus homens continuarem apoiando o R’hllorismo fanático, ele, em minha opinião, nunca poderá deter o Norte. Até Porto Branco será cauteloso, pois os Sete já foram usados para acender os fogos de R'hllor, assim como os deuses antigos, e muitos do povo de Manderly sem dúvida adotaram a religião dos Primeiros Homens nos mil anos desde que aqueles procuraram refúgio com os Starks.
Sobre o segundo obstáculo de Stannis, um aspecto marcante da história de Westeros após a conquista é o quão isolacionista o Norte permanece até a Rebelião de Robert (e até depois). Embora oficialmente sejam parte do reino e estejam sujeito à autoridade do Trono de Ferro, os Stark ainda são, extraoficialmente, reis em tudo, exceto no nome. O número de Targaryens que se aventuraram ao norte do Gargalo nos últimos trezentos anos pode ser contado em uma mão: 1-2) Rei Jaehaerys, o primeiro de seu nome, com sua esposa, a boa rainha Alysanne, seus dragões e metade da corte; 3) Egg enquanto se disfarçava com Dunk no próximo conto “The She-Wolves of Winterfell”; 4-5) Meistre Aemon, acompanhado por Corvo de Sangue, ambos para tomar o preto. Mesmo Robert nunca o visita, exceto em A Guerra dos Tronos (e nove anos antes para acabar com a revolta de Balon Greyjoy).
Enquanto quem quer que esteja sentado Trono de Ferro permaneça em Porto Real, todo o resto do reino sente-se bem fingindo que o Norte não é efetivamente auto-governado por Winterfell. Suspeito, porém, que Stannis, inflexível em exigir sua merecida lealdade como o legítimo rei de Westeros, não ficará satisfeito com um acordo por meio do qual seus comandos reais devem primeiro ser aprovados por um Stark antes de serem postos em prática.
No entanto, ao se opor a isso, ele estaria desafiando o legado Stark. Que alcançou status quase mítico após milhares de anos de domínio mais ou menos contínuo. Quando o Norte é ameaçado por selvagens ou homens de ferro, são os Starks que chamam os homens às armas. Um Stark construiu a Muralja e liderou a luta contra os Outros. Os Stark expulsou os ândalos invasores, fizeram do Norte o único reino dos Primeiros Homens que ainda resta, mas entregaram voluntariamente sua coroa aos Targaryen para poupar seu povo do fogo do dragão. Eles servem a seu tipo distinto de justiça para desertores e outros criminosos. Eles punem bandidos rebeldes, tomam reféns quando necessário e casam-se com as famílias do Norte em busca de alianças. Com as paredes aquecidas e os jardins de vidro de Winterfell, os Stark provavelmente fornecem necessidades básicas (comida, abrigo) para os plebeus durante os longos invernos. De inúmeras maneiras, grandes e pequenas, os Starks provaram seu valor. Tanto é assim que mesmo seus inimigos seculares, os selvagens, não suportam ouvir Theon Vira-casaca pronunciar o lema dos Stark (ADWD, Theon I).
Em minha opinião, nenhum senhor sulistas pode esperar competir com a idéia dos Starks. Com o que eles passaram a representar para os nortennhos através da longa associação de muitas gerações: proteção e estabilidade em tempos difíceis de inverno. Alys Karstark, por exemplo, procura a ajuda de Jon – não a de Stannis – na condição de "o último filho de Eddard Stark", apesar de que Robb tenha decapitado seu pai e da ostensiva neutralidade da Patrulha da Noite (ADWD, Jon IX).
Além do mais, os nortenhos não juraram a Stannis nenhum voto aos quais eles se considerariam obrigados a seguir. A Grande Conspiração Nortenha, se verdadeira, antecede a chegada de Stannis à Muralha. Os Mormonts, os Glovers, Manderly e os outros partidários dos Stark teriam agido contra os Boltons com ou sem Stannis. E agora, em Winterfell, Stannis depende dos homens nortenhos que compõem a maior parte de seu exército, especialmente devido ao desgaste de seus cavaleiros sulistas.
Então, onde isso deixa Stannis? Quando um Stark estiver em Winterfell novamente, os nortenhos poderiam lhe dizer: “Agradecemos a ajuda, Sua Graça. Saiba que o norte estará sempre aberto para você e os seus. O trono de ferro? É por ali, e você é bem-vindo a sentar nele. Mate alguns Lannisters por nós!”. O que Stannis poderia fazer a respeito se os senhores do Norte se recusassem a se juntar à guerra dele? Nada, na verdade.
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2020.03.28 21:58 Inevitable_Speaker Eu não aguento mais o meu casamento

Boa noite a todos. Como o título já disse, eu sou casado e estou passando por um momento bem difícil no meu relacionamento. Três anos atrás eu me mudei para a Alemanha para trabalhar aqui, e na época eu estava namorando a 6 meses com a minha atual esposa. Eu não sabia se ia ficar permanentemente aqui, já que tinha um contrato de 1 ano de duração, mas planejava trabalhar bastante para poder me estabilizar por lá nesse intervalo. Eu não tinha muita certeza sobre o futuro do relacionamento na época, pois era bem recente e nunca tinha tido um relacionamento a distância antes. Conversamos (e brigamos) bastante sobre nosso futuro juntos, e acabei dizendo que deveríamos terminar - já tínhamos tido alguns atritos nesses 6 meses, e não achei que o relacionamento a distância ia ser melhor. Ela reagiu muito mal a isso, chegando a me fazer ter medo dela acabar fazendo algo contra a própria vida. Acabei voltando atrás, e decidi que poderia dar uma chance ao relacionamento à distância, e tentar desenhar um plano para estarmos juntos novamente no futuro.
O emprego que eu consegui era um estágio, e o salário dava pra eu me manter, mas não o suficiente para viver com muito luxo. O plano era conseguir alguma experiência por aqui, uma boa recomendação e então conseguir um emprego "de verdade". Decidimos que ela ia vir pra cá com um visto de estudante, depois que eu tivesse condições pra bancar ela. Nós juntamos todo o dinheiro que podíamos pra tornar isso possível. Nenhum de nós veio de família rica, então só podiamos contar com nossa própria renda pra juntar o suficiente pra passagem dela, custos de visto, calção pra um apartamento onde pudéssemos morar juntos (tinha que ter um tamanho mínimo por lei pra duas pessoas morarem nele), do curso de alemão que ela iria fazer. Nós dois fizemos mudanças bem sérias nas nossas vidas, e abrimos mão de bastante coisa, pra manter esse plano. E eu acho que ter isso como meta me ajudou bastante a me manter focado e não me deixar abater pelas dificuldades de ser um imigrante trazem.
Nesse intervalo de um ano, nós continuamos brigando com uma frequência mensal. Cheguei a querer terminar o relacionamento mais uma vez, no auge da pressão que senti do trabalho, brigas e preocupações financeiras. Mas tudo isso que nós dois passamos juntos me fez sentir um senso de dever com ela - ela tinha feito sacrifícios do lado dela também, e apesar de ainda estar no Brasil, eu sabia que ela não tinha ninguém com quem contar. O trabalho dela era exaustivo e pagava mal, sua família era tóxica e ela morava num bairro perigoso de uma cidade cada vez mais violenta. Eu senti que precisava tomar conta dela, porque ela também tinha me ajudado a me manter são aqui. Então, aceitei reatar com ela e decidi que era a última vez que faria algo assim. Eu queria trabalhar no nosso relacionamento e tentar encontrar a raiz dos nossos problemas. Depois de um ano na empresa, fui efetivado e comecei a ganhar bem o suficiente pra sustentar a nós dois aqui. Seguimos conforme o planejado, eu consegui um apartamento e ela veio pra cá com um visto de turista, para aplicar pro visto de estudo aqui. Por causa de burocracia e falta de entendimento nosso do processo, o visto dela foi recusado. O visto de turista dela ainda ia durar por mais 1 mês e meio. Eu tinha me preparado pra esse cenário mentalmente, e vi duas possibilidades pro futuro: Aceitar que tinhamos calculado mal nossos passos, e deixar ela voltar pro Brasil, sem emprego, para poder tentar novamente depois de pelo menos 6 meses; ou eu assumia a responsabilidade que tinha com aquela mulher e nos casávamos, fazendo com que ela compartilhasse do meu visto. Obviamente eu escolhi o segundo, porque eu sou um idiota. Nossa vida de casado tem tido seus altos e baixos. Nós evoluímos bastante como casal desde o início do nosso relacionamento, mas nós pulamos várias etapas quando casamos de forma tão repentina. Eu nunca tinha dedicado meu tempo a pensar no que eu desejava numa esposa - numa parceira pra vida inteira. Muito dos nossos planos pro futuro são extremamente incongruentes - eu gostaria de ter filhos nos próximos dois anos, ela não os quer por pelo menos 8. Ela quer morar numa cidade grande, eu quero ir pra um lugar mais sossegado. Ela quer continuar na Alemanha, eu quero ir pro Canadá. Nossa vida sexual também tem sido um lixo. No início do nosso relacionamento, tínhamos uma química muito boa na cama, mas isso mudou depois que ela se mudou pra cá comigo. Não sei se foi a falta de sexo por 1 ano que nos deixou enferrujados, mas desde então poucas foram as vezes em que fiquei realmente satisfeito (e tenho certeza que o mesmo vale pra ela). Isso têm causado um mal estar grande entre nós dois, e ela me culpa bastante por isso, o que me irrita e acaba causando mais discussões.
No momento em que escrevo isso, ela está se recuperando de uma inflamação no útero (que ela já insinuou ser minha culpa),e portanto estamos a quase um mês sem sexo de nenhuma forma. Não me sinto motivado a buscar nada sexual com ela, sinto como se essa parte de mim estivesse morta. É um sentimento horrível. Ultimamente até as demonstrações de afeto dela como beijos e abraços me causam um pouco de repúdio por vezes. Talvez a falta de espaço pessoal trazida pela quarentena tenha aumentado isso. Tivemos outra briga por causa de algo menor a uma hora atrás e estamos sem nos falar desde então. Prevejo que isso vá se estender pelo resto da noite. Não é isso que eu quero pro resto da minha vida, mas tenho dificuldade em saber como agir com ela ultimamente.
Obrigado por me ouvir, se você chegou até aqui.
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2020.03.24 10:33 UmHomenArrependido A vida passa e não consigo me desligar de um amor não vivido...

Sinceramente estou em agonia e total desapego a vida, não tem nada que me faça querer viver, não sei nem mesmo qual a intensão real que eu tenho em "desabafar" tudo isso... talvez apenas queira uma opinião ou um incentivo para terminar com tudo isso...
Tudo começou ah muitos anos atras, eu estava no colégio e acabei me apaixonando pouco a pouco por ela... fui percebendo que alem de linda, perfeita aos meus olhos, ela era inteligente, interessante e divertida... nós éramos amigos, quer dizer, eu fui me aproximando dela inicialmente porque achava ela interessante mas com o passar do tempo eu estava sentindo que precisava me declarar... mas eu era tímido e sentia um medo terrível de rejeição, mesmo sendo provavelmente o cara mais "badass" do colégio aquilo era algo que me dava medo, nunca tinha se quer beijado ninguém e havia muita pressão naquela época, mesmo eu tendo apenas 14 anos, mas minha vontade era maior que o medo e eu estava decidido a chegar nela... como eu não queria fazer nada errado resolvi perguntar a minha mãe oque eu deveria fazer, meu pai nunca foi uma referencia em nada na minha vida, foi ai que descobri, abruptamente, que iriamos nos mudar para uma cidade muito distante e em menos de duas semanas... eu não podia fazer nada naquela época então decidi desistir e tentar esquecer. Lembro me como foi doloroso e angustiante me despedir dela, minutos antes de eu ir embora, chorei muito apos sair da casa dela...
O tempo passou, e nos anos seguintes eu não conseguia me interessar por ninguém, claro que sentia atração pelas meninas que até me cercavam as vezes mas nunca consegui despertar um interesse maior nelas, sempre ficava aquele sentimento de que eu havia perdido algo que não poderia mais recuperar, os poucos que tinham alguma noção sobre meus sentimentos achavam que eu estava criando expectativas e ilusões e que era questão de tempo até eu deixar de pensar nela... eles estavam errados, eu não ficava imaginando coisas, montando estorias na minha cabeça ou pensando nela dia e noite... simplesmente era algo que ocorria naturalmente... eu saia com alguém e por mais agradável que fosse era com ela que eu sonhava, sem se quer ter pensado nela, se quer ter mencionado seu nome ou feito qualquer comparação... foi então que resolvi entrar em contato com ela novamente mas não era fácil conversar sem me expor e acabar estragando tudo... eu tinha um plano, precisava me aproximar novamente e ver se havia alguma chance para mim, foi então que uma grande desgraça aconteceu, não entrarei em detalhes sobre isso mas devo ressaltar que ela ficou sabendo que eu gostava dela de uma forma muito ruim, estranha e assustadora, não foi minha culpa, percebi então que não havia mais oque esconder, meus planos eram inúteis e obsoletos e eu precisava agir... não obtive uma resposta positiva, não foi um não completo mas era um não, me deixando claro que estava na terrível zona de amizade e que ela não queria estragar nossa amizade... mas para mim não havia mais volta, não era apenas a amizade que eu almejava... mesmo com um não eu não me abalei , pensei que poderia tentar voltar aos planos de me aproximar dela, consegui um lugar para ficar e um trabalho na cidade dela, pensava que se eu volta-se a ter contato talvez pudesse concertar as coisas, naquela época eu era confiante e minha timidez tinha sido extirpada já que não havia nada mais a esconder.
Me lembro claramente de quando me encontrei com ela para conversarmos pessoalmente após três anos afastados, do sorriso encantador estampado em seus lábios ao me ver, após uma longa conversa ficou claro que ela não sabia oque queria, que nunca tinha pensado em mim como nada além de um amigo e que não podia me dizer um sim ou um não naquele momento, ficamos de nos falarmos nos próximos dias, mas sempre que eu ligava ela não estava ou estava ocupada, comecei a perceber que talvez eu fosse um incomodo e eu não queria ser... mas foi em uma noite que eu pude ver claramente toda uma mentira no ar, alguém que atendeu o telefone, não era ela, ficou desesperado sem saber oque me falar e desligou na minha cara, acreditando que a ligação havia caído eu resolvi ligar novamente e outra pessoa atendeu o telefone e me disse que ela havia ido dormir com dor de cabeça... foi quando percebi que realmente era um incomodo e assim resolvi me afastar, eu amava ela de uma forma que nem mesmo eu podia compreender e por isso deveria respeitar a decisão dela... me lembro de ter encontrado com ela algumas vezes mas em apenas uma tenho a certeza de que ela havia me visto, e ficado observando, ainda assim segui minha vida, tentei por anos encontrar alguém, ter um relacionamento e nunca fui atrás de informações sobre ela.
Minha mente parecia vazia mas meu coração não demonstrava ter espaço para ninguém, eu sempre senti medo de me encontrar com ela novamente, fazia o possível para escapar dessa possibilidade, mas um dia ela começou a passar na frente do meu trabalho, diariamente, e isso começou a me incomodar... eu tinha um sentimento estranho por ela, era um vazio, como se uma parte de mim morre-se cada vez que a via passar, certo dia ela me viu mas não teve certeza se era eu mesmo, então começou a mandar pessoas para ter uma certeza, muita coisa estranha começou a acontecer, uma mulher que eu nunca havia visto começou a pedir informações sobre mim, dizendo que estava interessada, eu logo descobri que era uma amiga dela, pessoas começaram a tentar se aproximar de mim e de alguns amigos, todos conhecidos dela e todos sempre dando indiretas que queriam me conhecer, certa vez alguém disse a um amigo meu que queria me apresentar uma amiga muito bonita que estava solteira, eu não sabia oque fazer, não sabia oque eu sentia mais, tudo que eu sentia por ela estava me matando, eu tentei me afastar novamente, tinha medo de me encontrar com ela, de me aproximar dela, ao mesmo tempo que ainda sentia algo que eu nunca pude explicar ou entender de verdade... pouco tempo depois, sem eu nunca ter pedido pela informação, fiquei sabendo que ela havia tido muitos relacionamentos ruins e desilusões, que ela se arrependia de não ter dado uma oportunidade para alguém que ela tinha conhecido no passado e que ela gostava dessa pessoa até aquele momento...
Eu sinceramente não tinha uma resposta pronto para isso, meu cérebro não conseguia processar se aquilo era bom ou ruim pois era uma grande mistura de sentimentos, de todos os tipos, eu não tenho certeza se entrei em depressão ou se estava em choque, eu simplesmente não conseguia digerir aquilo, por um lado parecia algo bom mas pelo outro era algo terrível, se aquilo tudo fosse verdade eu seria apenas uma "ultima opção" ou talvez eu tivesse tido sido um trouxa, eu simplesmente não sabia oque pensar... e assim eu me fechei para o mundo, e de fato acho que entrei em depressão, eu passei três anos em um estado critico, sem a menor vontade de fazer nada da minha vida, parei de sair, parei de fazer coisas que eu gostava, me afastei ao máximo de tudo... naquela época eu ainda sentia prazer em algumas coisas, me sentia um merda mas tinha alguma "esperança" ou pelo menos eu acreditava que poderia vencer na vida... apos esse período eu me sentia livre, vazio mas livre, ainda assim eu não tinha vontade alguma de socializar, acabei me aproximando de uma amiga e ela demonstrou algum interesse e isso parecia estar me revivendo, mas foi apenas um período um tanto doloroso, eu me sentia bem e mal o tempo todo, mas nunca me senti tão apaixonado quanto da outra vez, sentia que eu estava morto por dentro, bom, esse relacionamento não deu certo, tentei outro em seguida que também não deu em nada, então desisti, percebi que eu não tinha a habilidade de amar ou de gostar de alguém...
Assim começaram os "pesadelos", sem a menor razão comecei a sonhar com "ela" novamente, após anos sem nem se quer tocar no nome dela, sem nem se quer pensar nela, lembrar dela, quer dizer, as vezes acontecia mas nada voluntario e ainda assim era algo realmente raro, isso começou a cerca de dois anos, e cada vez mais esta mais presente no meu dia a dia, eu tenho sonhos com ela, quase tudo me traz ela a mente, lembranças ocorrem o tempo todo, e eu me esforço para não pensar nisso mas é involuntário, os "sonhos" são os piores, acordo aflito como se estivesse num pesadelo terrível, geralmente sonho com encontros casuais com ela, nos quais nos conversamos sobre o relacionamento que nunca existiu e dos erros que cometemos na vida... eu não sou aficionado por ela, nunca procurei saber nada sobre a vida dela, nunca pesquisei rede social alguma dela e procurei me afastar de todos os locais onde eu poderia encontrar com ela, apenas não mudei de cidade pois não tive a oportunidade ainda e não sei se resolveria também...
Nesses últimos anos tenho percebi quanto eu errei na minha vida, quantas vezes minhas decisões afetaram drasticamente a minha historia, percebi que sou um inútil e que nada que eu tente ira dar certo, não tenho vontade alguma de viver, não tenho prazer algum em nada, todos os sentimentos passaram a ser efêmeros, tento me distrair fazendo coisas que antes me davam prazer mas nada me satisfaz, não durmo direito, quando durmo, quase sempre, tenho pesadelos com ela, estou me envenenando com comida, tentando me auto destruir, não tenho vontade de sair na rua, nada... o único sentimento que persiste é o de ter falhado em tudo e que a unica coisa que realmente me importou e que realmente eu desejei com todas as minhas forças foi ter sido correspondido em meus sentimentos por ela, eu não quero esse sentimento e não sei mais oque fazer...
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2020.03.08 10:57 _NancyCallahan_ Que porra difícil de entender.

O dia amanheceu lindo por aqui e me peguei pensando numa coisa: Um "eu te amo" seguido de um "melhor não nos falarmos mais"
Caramba! Vocês realmente sabem o que é amar alguém? Eu simplesmente não consigo dizer algo tão importante pra alguém e depois nem olhar mais na cara dela. O amor é o sentimento mais íntimo que podemos ter. É quando nossa "guarda" está baixa. Quando realmente estamos abertos a possibilidades. Não é questão de vulnerabilidade mas sim de veracidade, de certeza. É isso. Pronto! Eu tenho certeza do que eu sinto e não pretendo voltar atrás. Eu sei que todo e qualquer tipo de relacionamento têm seus problemas mas é tão bonito ver como as pessoas se esforçam pra tentar resolver isso.
Eu não sei. Talvez eu é que não saiba amar, mas pra mim o amor vai muito além de simples palavras. É clichê dizer que um ato vale mais que mil palavras todavia não deixa de ser verdade. Por mais que a gente se esforce para absorver e entender um "eu te amo" sem julgamentos. É o ato conseguinte a esta frase que vai fazer diferença. As pessoas mudam, a admiração que elas sentem também mas acho muito difícil um sentimento mudar de uma hora pra outra. Temos duas possibilidades:
  1. O sentimento nunca existiu, na real
  2. Você não sabe como amar alguém
Não estou querendo impor que fiquemos com alguém a todo custo. Mas sim que tenhamos certeza do que sentimos. O quão triste é dar as costas a alguém que você prometeu estar junto ante a escuridão? O quão estranho é ouvir um "eu te amo" de alguém para ouvir teu silêncio infortúnio logo depois? Sei lá. Parece uma roupa que eu usei até quando quis e depois joguei fora por não me servir mais.
"Ah, mas cada um tem seus próprios problemas." Sim, temos. E nem sempre tem a ver com o outro. Mas será que não é importante dizer a ele que não é causador de tal infelicidade? Deixa-lo confortável diante da situação? Se a resposta for não, já sabemos o porquê.
O amor é uma troca de favores? Talvez. Não vou ser hipócrita em dizer aqui que amo sem esperar ser amada. Até pq é isso que mantém as coisas em perfeita ordem. É difícil entender certos tipos de comportamentos, às vezes dói menos não entender.
Talvez eu esteja sendo egoísta e insipiente, e talvez eu apague esse texto assim que eu terminar minha xícara de café.
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3 Formas de Ignorar Seus Sentimentos por Alguém Que Não ...

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  7. Ele/Ela ainda tem sentimentos por mim?

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